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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 27/09/2016
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Cláudio Humberto

“Cai um dos principais pilares da sofisticada organização criminosa”

Deputado Rubens Bueno (PR), líder do PP, sobre a prisão do petista Antonio Palocci

 

Fisco aperta os ‘mini’ e poupa grandes devedores

A Receita Federal notificou ontem 668.440 microempresas e pequenas empresas a pagarem quase R$ 23,8 bilhões em débitos com impostos, previdência etc, que têm prazo apertado de 30 dias para isso ou serão excluídas do regime tributário Simples. A Receita não informou se vai adotar providências contra dívidas semelhantes, no valor astronômico de R$ 392 bilhões, de apenas 500 grandes empresas brasileiras.

 

Comparação

Só a fraude detectada pela Operação Acrônimo no Carf, o Conselho de Administração de Recursos Fiscais, é de mais de R$ 20 bilhões.

 

Rombo na Petrobras

O rombo estimado pela Lava Jato na Petrobras é de R$ 23 bilhões, mesmo valor das dívidas das 668.440 empresas que serão esfoladas.

 

Dois rombos

Após os desacertos do governo Dilma, que permanecerão impunes, o rombo no orçamento previsto do governo federal é de R$ 170 bilhões.

 

Dois pesos...

Só um diretor da Fiesp deve à Receita, na pessoa física, um terço da dívida das 668 mil empresas no paredão da Receita: R$ 6,9 bilhões.

 

Ficha de Palocci é suja desde quando foi prefeito

A prisão de Antônio Palocci, ex-ministro de Lula e de Dilma, levou o PT a fingir “indignação” outra vez, como se os ladrões fossem heróis e os culpados estivessem na força-tarefa da Lava Jato. Palocci é chamado de “ladrão” pelos adversários desde quando foi prefeito de Ribeirão Preto (SP) e acusado de envolvimento no escândalos como da “máfia do lixo”. Como ministro, foi acusado de multiplicar sua fortuna.

 

Conhecimento de causa

Rogério Buratti, ex-assessor, revelou que a “máfia do lixo” da prefeitura de Ribeirão Preto pagava mensalão de R$ 50 mil a Antonio Palocci.

 

Abuso de poder

O caseiro Francenildo sofreu perseguição implacável após confirmar que Palocci ia muito a mansão frequentada por prostitutas, em Brasília.

 

Ah tá!

Condenada a pagar R$ 400 mil ao caseiro, a Caixa alegou não ter havido quebra, mas somente a “transferência” do sigilo a Palocci.

 

É refresco

“Fazer reforma na casa dos outros é fácil”, disse Rodrigo Maia, presidente da Câmara, a um grupo de empresários e deputados sobre o projeto de reforma política discutido pelo Senado.

 

A volta do ‘11/set’

O setor elétrico em estado de choque: um dos articuladores da MP 579, Ricardo Brandão pode voltar à procuradoria-geral da Aneel. A MP é o “11 de setembro” do setor, por prejudicar consumidores, empresas e investidores, e por causar bilhões em prejuízos ao sistema Eletrobrás.

 

Ministério da Cadeia

O PT poderia montar todo um Ministério com os seus filiados presos e/ou condenados apenas neste ano. José Dirceu, Paulo Bernardo, Guido Mantega e Antonio Palocci. Ainda falta o chefão.

 

Críticas e elogios

Candidato ao lugar de Rodrigo Janot na Procuradoria Geral, Eduardo Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma, xingou o sucessor por avisar que “vai ter mais” Lava Jato. Se é isento para merecer a PGR, poderia criticar os petistas ladrões e elogiar os próprios colegas da Lava Jato.

 

Dificuldade

A proposta de reforma política do Senado encontra resistência até no PSDB, partido do senador Ricardo Ferraço (ES), autor do projeto que pretende acabar com coligações e voltar com a cláusula de barreiras.

 

Carteirinha

Nomeado por Dilma para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o desembargador Rogério Favreto foi o único da Corte Especial a votar pela abertura de processo contra o juiz Sergio Moro. Antes do TRF-4, Favreto foi assessor do ex-ministro petista da Justiça Tarso Genro.

 

Livro no STF

Conselheiro do CNJ, Emmanoel Campelo lança nesta quarta (28) o livro “Lavagem de Dinheiro e Crime Organizado Transnacional” (LTr), às 19h, no 1º andar do Anexo II-A do Supremo Tribunal Federal.

 

Alívio no submundo

A Lava Jato dará trégua a alguns ladrões ainda soltos: a lei eleitoral prevê uma “pausa” em prisões, que só podem ser efetuadas até cinco dias antes da eleição e somente 48 horas após o fim do pleito.

 

Pensando bem...

...no PT, afinal, não é só a língua que está presa.

PODER SEM PUDOR

Promoção instantânea

Raposa política, José Maria Alkimin sempre se saía de situações de “saia justa”. Certa vez, solícito, recebeu um militar em audiência:

- Tenha a bondade, major.

- Não sou major, dr. Alckimin, sou apenas um capitão.

O político mineiro não se fez de rogado:

- Para mim é major, na promoção da minha amizade…