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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 02/10/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Reformar a previdência é prioridade tanto quanto a PEC dos gastos”

Ministro Alexandre Padilha (Casa Civil) dando o norte dos debates no Congresso

 

Deputado gasta à vontade e ganha ‘ressarcimento’

A crise financeira afeta os brasileiros, mas não chega aos deputados federais. Entre janeiro e 15 de setembro, eles foram ressarcidos em  R$ 136,65 milhões de quaisquer “despesas” que realizaram nesse período, de farras gastronômicas a mordomias em geral. Trata-se da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, o “cotão”. Em 2015, R$ 203,57 milhões “ressarciram despesas” de suas excelências.

 

Verba preciosa

O dinheiro gasto pelos deputados federais no “cotão” seria suficiente para construir 2 mil casas populares, padrão “Minha Casa, Minha Vida”.

 

Saco sem fundo

O saco sem fundo chamado cotão não inclui o salário de R$ 33,7 mil por mês de cada deputado federal, que em breve passará a R$ 39 mil.

 

Campeões de gastos

Só o deputado Rocha (PSDB-AC) foi reembolsado em R$421 mil, Hiran Gonçalves (PP-RR) R$ 392 mil e Zeinaide Maia (PR-RN), R$ 385 mil.

 

Na outra Casa

Exatos 81 senadores já consumiram dos contribuintes mais de R$12 milhões em “ressarcimento de despesas”, somente este ano.

 

Diplomatas comemoram o fim da ‘baixaria PT’

Diplomatas brasileiros comemoram, mundo afora, o fim da baixaria que marcou as viagens internacionais dos governos do PT. As comitivas oficiais, de Lula ou de Dilma, tratavam os diplomatas como “criados”. E ainda deixavam para trás problemas para as embaixadas resolverem, como quando uma nora do ex-presidente Lula achou de meter na mala ricas toalhas e lençóis do hotel. Pagos, depois, pelo contribuinte, claro.

 

 

 

Ela não gosta deles

No exterior, a ex-presidente Dilma costumava humilhar diplomatas, referindo-se a eles com ironia até diante de próceres estrangeiros.

 

Ovos caipiras à mesa

Dilma usava diplomatas, como ocorreu em Londres e Oslo, ordenando até que lhe fritassem ovos “caipiras”, que sempre levava na bagagem.

 

Lambuzando-se no melado

Em hotéis de luxo, era frequente membros das comitivas presidenciais implicarem até com a mobília, exigindo sua troca. Sempre aos gritos.

 

Ex-testemunha é para sempre

Luciana, alagoana que vive na Itália, anunciou retorno ao Brasil só para armar o maior barraco contra o banqueiro Daniel Dantas. Ex-tradutora, ela foi testemunha contra a TIM, em tribunal arbitral em Paris, na ação em que ele exige da empresa italiana indenização de 1 bilhão de euros.

 

Jesus dá votos

Defensor dos direitos LGBT e com parlamentares gay, o PSOL não resiste ao oportunismo: coligou-se em 695 candidaturas com PSDC, PSC e PRB, partidos ligados a igrejas que acusa de “homofóbicos”.

 

Esquisitice

Ex-chefe de gabinete de Antônio Palocci, Juscelino Dourado era tido como sujeito esquisito, no Ministério da Fazenda. Tinha o hábito de repreender quem o tratava de “Dr. Juscelino”, assim, como todo mundo fala. Ele exigia que se destacasse a primeira sílaba: “Jusssscelino”.

 

Saudade das regalias

Os servidores da Câmara estão chateados com o reduzido número de sessões de plenário, em setembro. Com isso, o contracheque não será tão recheado sem as horas-extras.

 

Boca livre

O candidato Celso Russomanno (PRB) recebe R$ 33,7 mil como deputado, mas ao consumir R$ 38 por uma salada e R$ 49 por meia picanha, ele fez a Câmara pagar, na cota de “atividade parlamentar”.

 

Trabalho voluntário

Voluntárias, como mulheres de ministros do Superior Tribunal Militar, sonham apresentar a primeira-dama Marcela Temer o trabalho que realizam no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), confeccionando e doando kits de enxoval a mães e bebês pobres. 

 

Fantasma no Senado

O MPF denunciou uma ex-servidora, Teresa Nunes de Barros Mendes, por haver acumulado por 25 anos os cargos de analista do Senado e escrivã do Tribunal de Justiça do Piauí. Terá de devolver uma fortuna.

 

Alívio

Deputados agradeceram aos ministros pelo governo Temer não ter enviado as propostas de reformas trabalhista e previdenciária. Dizem que seriam “alvo fácil” de petistas na eleição municipal deste domingo.

 

Pensando bem...

...o PT poderia aproveitar seu time de ilustres desocupados, presos em Curitiba, para montar o “governo paralelo” anunciado por Lula.

PODER SEM PUDOR

Questão de fé

José Sarney presidia o Senado, no governo FHC, quando uma jornalista contou que o então presidente FHC afirmara no exterior que Deus havia sido bom com o maranhense, por lhe dar mais um ano de mandato quando ele era presidente. Sarney reagiu com fina ironia, aludindo ao ateísmo militante de FHC:

- De fato, Deus é generoso com quem acredita nele...