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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 04/10/2016
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Cláudio Humberto

“É o fim da tese do golpe”

Senador José Agripino (DEM-RN), para quem as urnas confirmaram o impeachment

 

MP no TCU pede a rejeição das contas de Dilma

Parecer de 69 páginas do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União lista 17 graves razões para a rejeição das contas do governo Dilma Rousseff relativas a 2015. Dilma repetiu as “pedaladas” que estiveram entre os motivos para a rejeição unânime de suas contas de 2014. O parecer, assinado pelo procurador-chefe Paulo Bugarin, analisa e rejeita cada uma das alegações da defesa da ex-presidente.

 

Ilegalidades

O MP do TCU identificou ilegalidade em operações de crédito no Plano Safra, do Banco do Brasil e no PSI, a “bolsa empresário” do BNDES.

 

Rainha das pedaladas

Em 2015, o governo Dilma também escondeu dívidas junto ao Banco do Brasil, Caixa e BNDES. Até pagou dívidas com dinheiro do FGTS.

 

Impeachment ao quadrado

Dilma pagou dívida até com dinheiro do Fundo Nacional para a Criança e Adolescente (FNCA), que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe.

 

Mais um impeachment

Se não bastassem as malversações de 2014, os crimes reiterados nas contas públicas em 2015 justificariam um segundo o impeachment.

 

Dilma afundou o gênero: caiu o nº de prefeitas

O governo desastroso de Dilma Rousseff (PT) não resultou apenas em seu próprio impeachment e na derrota histórica do PT, nas eleições de domingo (2): fez o Brasil retroceder ou ao menos paralisar no processo de ocupação de cargos públicos por mulheres: em 2008, foram eleitas 504 prefeitas, que saltaram para 664 em 2012. Analistas atribuem ao “desastre Dilma” a queda para apenas 637 mulheres eleitas em 2016.

 

Cota não ajudou

Apenas 11,6% dos 5.506 municípios serão chefiados por mulheres, apesar da “cota” que obriga partidos ao mínimo de 30% de candidatas.

 

Aproveitamento piorou

O número de prefeitas eleitas caiu quase 5%, apesar do aumento na quantidade de candidatas, 2.026 em 2012 contra 2.148 este ano. 

 

O melhor é baixo

A maior representação feminina é no Rio Grande do Norte: 28,1% dos eleitos domingo são mulheres. O pior resultado é capixaba: 5,4%.

 

O eleitor é sábio

A eleição de domingo puniu o PT, que virou sinônimo de corrupção, e fez murchar o poder de políticos que não vão reaparecer no Congresso com a maior pinta de “podem falar o que quiserem, o povo me apoia”.

 

Partido pequeno

O resultado das eleições foi pior que o PT imaginava. Esperava eleger metade dos 644 prefeitos eleitos em 2012, mas foram só 256. PSDB e PMDB elegeram mais de mil, cada. O PT virou partido pequeno.

 

Minha boquinha, minha vida

Impedido por Lula de disputar a prefeitura do Recife contra Geraldo Júlio (PSB) em 2012, João Paulo virou “tábua da salvação” do PT, que alega a necessidade de “absorver” a militância que perdeu boquinhas.

 

Periferia golpista

Tucanos ironizam o PT, celebrando a impressionante vitória de João Doria Jr em São Paulo. O PT perdeu inclusive na periferia da cidade. “Pobres não gostam de ladrões”, alfinetam nas redes sociais.

 

Encolheu

Candidatos de Renan Calheiros (PMDB) a prefeito em Maceió e nos oito maiores municípios de Alagoas foram derrotados. Ele até evitou os palanques, para não “queimar” os aliados, mas foi inútil.

 

Perdeu, chorou

A vitória do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), com 46,86% dos votos, fez o rival Cícero Almeida (PMDB) ir para casa “chorar”, segundo segredaram pessoas próximas ao candidato de Renan Calheiros.

 

Visão do PT

O PT demonstra como aprecia a democracia. Além de ter se recusado a promulgar a Constituição, em 1988, o partido acredita que só não houve golpe em Rio Branco (AC). Nas demais capitais, o PT perdeu.

 

Rio Branco deu PT

Ao saborear a derrota do PT no domingo, o admirado cientista político Paulo Kramer, que a anteviu, tascou no Twitter: “Para a minha felicidade ser completa, só falta o Brasil devolver o Acre para a Bolívia”.

 

Pergunta no ABC

Após não conseguir eleger nem mesmo o filho vereador em São Bernardo, o ex-presidente Lula ainda se acha o rei da cocada preta?

PODER SEM PUDOR

Deputados noveleiros

O deputado Átila Lira (PSDB-PI) relatava o projeto que instituía 2005 como “Ano Nacional Roberto Marinho”, e resolveu buscar amparo nos colegas, na Comissão de Educação da Câmara:

- As novelas da Globo são importantes para o País. Eu conversava com a então deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), uma noveleira. Ela concorda comigo.

- Quero dizer três coisas – respondeu a deputada – a primeira é que não sou noveleira, a segunda é que quase não assisto televisão e a terceira é que o senhor nunca falou comigo sobre esse assunto. Mesmo assim, voto favoravelmente ao seu relatório.