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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 06/10/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“O erro foi meu, e eu peço, de público, desculpas”

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, após dizer que o governo faz deputado de ‘palhaço’

 

Indiciamento de Lula acaba com ‘crime perfeito’

A Operação Janus, da Polícia Federal, que rendeu ao ex-presidente Lula seu terceiro indiciamento por corrupção, desmantelou o que era considerado “o crime perfeito”: o financiamento bilionário de obras no exterior com recursos que o BNDES sacava do Tesouro Nacional. O “crime perfeito” dispensava licitação e também autorização legislativa, e blindava o financiamento da fiscalização dos órgãos de controle.

 

A predileta

Desde 2005, cresceram cerca de 1.200% os financiamentos do BNDES para empreiteiras brasileiras no exterior, principalmente a Odebrecht.

 

Na conta do contribuinte

Entre 2007 e 2014, governos Lula e Dilma, o BNDES bancou US$3,3 bilhões para empresas brasileiras (e Odebrecht, claro) em Angola.

 

Sempre ela

A empreiteira Odebrecht faturou 26 dos 48 projetos de infraestrutura na América Latina até 2012. Apenas em Angola tinha 35 grandes obras.

 

Espelho meu

Em janeiro de 2014, esta coluna revelou o esquema de financiamento suspeito de obras no exterior, para beneficiar a Odebrecht.

 

Lula avalia usar o PT para ‘proteção’ internacional

Réu em três processos de corrupção, cada um mais grave que o outro, o ex-presidente Lula agora avalia a proposta, que lhe foi reapresentada há dias, durante reunião de sua facção Construindo Novo Brasil (CNB), para assumir a presidência do PT. A alegação é que o PT é filiado à Internacional Socialista e nenhum presidente de partido filiado foi preso em 40 anos de existência dessa entidade. Lula ainda reluta.

 

Blindagem de fantasia

Integrantes da CNB argumentaram que Lula é “o ativo que ainda resta ao PT” e que sua eventual prisão se tornaria “assunto internacional”.

 

Já não tem paciência

Lula disse em princípio que não tem o que chamou de “tesão” para lidar com a burocracia partidária nem com o “ego” de todas as facções.

 

PT, um balaio de gatos

O PT é hoje uma federação de quase duas dezenas de facções, que, diz Lula, vivem se digladiando e “torpedeando as lideranças” petistas.

 

Aparências enganam

O ministro Marx Beltrão (Turismo) mantém as aparências de aliado de Renan Calheiros, mas se prepara para enfrentá-lo em 2018. Como Calheiros deve fechar-lhe os espaços no partido em Alagoas, o PSD já está na mão. Sua posse foi boicotada por senadores do PMDB.

 

Ainda vai render

A Camargo Corrêa tinha sete projetos financiados pelo BNDES em Angola... até a Lava Jato. A Andrade Gutierrez, 13 e a Queiroz Galvão, 18. A Odebrecht, para variar, a favorita do petismo, tinha 35 obras.

 

Pode isso, excelência?

No ato da CUT para atrapalhar o acesso de servidores à Câmara, o deputado Marcon (PT-RS) incitou o grupo a fechar rodovias e a invadir órgãos públicos, crimes previstos em lei.

 

Barrichello não estava lá

Na tentativa de tumultuar o acesso à Câmara, “mortadelas” recrutados pela CUT e MST gritavam “fora Cunha”, ontem, em Brasília. Não pareciam saber que Eduardo Cunha foi posto fora vinte dias antes.

 

Coisa de Estado rico

Antevendo problemas na reeleição, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), enviou projeto à Assembleia Legislativa para garantir carros, motoristas, assessores e seguranças para ex-governadores.

 

Taques contra o PMDB

O governador tucano do MT, Pedro Taques, subiu no palanque, em Cuiabá, para bater forte no PMDB, vinculando-o a corrupção. No mesmo balaio, o candidato Emanuel Pinheiro (PMDB), Eduardo Cunha e o ex-colega Renan Calheiros. O segundo turno promete mais.

 

Trio elétrico

Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB) definem como “eletrizante” a derrota da família Gomes em Barbalha (CE). Argemiro Sampaio (PSDB) venceu Fernando Santana, da coalizão PT/PDT.

 

O gato comeu

A greve dos bancários produz coisas muito estranhas. No Banco do Brasil, um depósito de R$8.890 foi feito via caixa eletrônico, na agência Ilhabela, em São Paulo, mas não apareceu na conta da destinatária.

 

Olhando bem...

...Rubinho Barrichello não estava entre os “mortadelas” da CUT que gritavam “fora Cunha”, ontem, na Câmara.

PODER SEM PUDOR

Babá rock and roll

Estreante no Congresso, o cabeludo deputado Babá (Psol-PA) foi à mesa pedir para falar. Esbarrou em ACM presidindo:

- Qual é o seu nome?

- Babá.

Desconfiado, o babalaô confirmou o nome com o secretário da mesa. Depois se voltou ao deputado do Pará com a voz carregada de ironia:

- Está certo, seu Babááá...