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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 11/10/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“A União tem que se endividar para pagar os ricos procuradores?”

Ministro Gilmar Mendes (STF) perplexo com a oposição da PGR ao teto de gastos públicos

 

Governo teme retaliação do MPF e da Justiça

O governo admitiu, em conversas reservadas, que um dos principais obstáculos à aprovação da PEC 241, que limita os gastos públicos, foi o temor de retaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Justiça, instituições claramente resistentes ao “teto”. Esse temor foi segredado por três em cada cinco parlamentares dos quais representantes do governo federal tentavam obter compromissos de apoiar a PEC 241.

 

Rebordosa

Teme-se que MPF, irritado com o teto de gastos, “carregue nas tintas” contra os governistas e, pior, a Justiça os condene por idêntica razão.

 

Erro estratégico

O temor dos deputados começou a ser revertido quando o procurador-geral Rodrigo Janot afirmou que a PEC 241 seria “inconstitucional”.

 

Passou do ponto

“Janot passou do ponto”, afirmou um ministro a esta coluna, “porque tentou interferir em votação do parlamento antes que ela ocorresse”.

 

Corporativismo

A reação de Janot, considerada “corporativista”, atingiu os “brios” dos parlamentares, que perceberam a suposta intenção de intimidá-los.

 

Barroso propõe discutir os custos da Justiça

No despacho em que soterrou a liminar contra a votação da PEC que limita gastos públicos, o ministro Luís Barroso, do Supremo Tribunal Federal, reconheceu que não deve existir tabu, nas discussões sobre os custos da Justiça. O orçamento do Judiciário corresponde a 1,46% do PIB, diz ele, enquanto a média comparada entre 38 países mostra que na Europa é quase dez vezes menor, ou seja, 0,18% do PIB.

 

Debate inadiável

Para o ministro Luís Barroso é inadiável o debate sobre o tamanho do Estado sobre o limite de gatos públicos.

 

Custo insuportável

“O Estado no Brasil ficou grande demais e a sociedade já não consegue sustentá-lo”, afirma Barroso em seu despacho.

 

Sem penduricalhos

Na Justiça da Europa não se veem privilégios como penduricalhos nos salários, exército de servidores, carros oficiais etc.

 

Setor público é uma mãe

A ex-CGU divulgou que 6 mil servidores foram demitidos nos últimos 14 anos, 0,5% do total. Foram 166 mil/mês no setor privado só em 2015. E o Brasil tem 12 milhões de desempregados. Todos da iniciativa privada.

 

Cana longa

Denunciado pelo MPF/DF por quatro crimes – corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro – o ex-presidente Lula está sujeito ao menos 35 anos de prisão.

 

Ainda há outros

A ameaça de 35 anos de cadeia para Lula se refere apenas ao caso de Angola. Há dezenas de obras bancadas pelo Tesouro Nacional, via BNDES, em diversos países da África e da América do Sul.

 

Justiça feita

A nomeação de Marcel Biato para a AIEA, agência de energia atômica, em Viena, repara uma injustiça. Ele era embaixador do Brasil em La Paz e foi covardemente perseguido pelo governo Dilma após a fuga de Roger Molina, senador boliviano asilado na embaixada brasileira.

 

Medo da água

A Seleção levou para a Venezuela, além de comida, a água que os atletas vão consumir em Mérida, a 700 km de Caracas. A água não é confiável e a Seleção não quer colocar em risco a saúde dos atletas.

 

Patrulha petista

Na peça “5x Comédia”, no Teatro Oi Casa Grande no Leblon (RJ), estes dias, o ator Bruno Mazzeo fez piada sobre o 2º turno no Rio, três sobre o deputado Jair Bolsonaro e até sobre corrupção... da Fifa. Sobre o petrolão, corrupção dos governos Lula e Dilma, nem uma só palavra.

 

Voto é ‘golpe’

O PT obteve 2,7% dos votos para prefeito de Maceió, mas ao divulgar nota sobre o apoio dos petistas no segundo turno que, aliás, nenhum dos candidatos pediu, atribuiu o próprio vexame ao “golpe”. Anrã.

 

Combinar com os russos

Sonhando com o governo da Paraíba, a atual vice Ligia Feliciano (PDT) encomendou pesquisa para medir seu conhecimento junto ao eleitor. Mas ela precisa é convencer o governador Ricardo Coutinho a apoiá-la.

 

Pensando bem...

...em vez de “o político mais honesto do Brasil”, como sempre afirmou, Lula virou de longe, na História, o político mais acusado de corrupção.

PODER SEM PUDOR

A lição do seu Francisco

Ao afirmar que não existe alguém mais ético e honesto que ele, Lula esqueceu, por exemplo, de Francisco Basílio, humilde servidor da Infraero que devolveu 10 mil dólares esquecidos por um turista no aeroporto de Brasília. Levado ao Planalto para um factóide, seu Francisco ouviu Lula dar vexame:
- ...o normal era ele ficar com o dinheiro!
Do alto de sua dignidade, seu Francisco observou, humilde e firme:
- Não, senhor... Eu não quero nada que não seja meu.