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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 21/06/2013
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Pensaram que iam nos dividir, mas nós nos unimos”
Aécio Neves (PSDB-MG) e o pacto com Eduardo Campos e Marina Silva contra o PT

PMDB faz chantagem e exige R$23 bi em emendas
Preocupada com a dissidência crescente em sua bancada na Câmara, a cúpula do PMDB vai reunir sua Executiva Nacional, na próxima terça (25), para discutir eleições estaduais e a reedição da aliança com o PT em 2014. Será uma conversa difícil. O PMDB cobra o compromisso da presidenta Dilma de liberar R$ 23 bilhões até dezembro: R$ 15 bilhões previstos em emendas para este ano e R$ 8 bilhões de “restos a pagar”.  

Impositivo
O Planalto prometeu liberar R$ 1 bilhão em emendas por mês, mas políticos aliados não aceitam. Querem no mínimo o dobro.

Enfraquecida
O PMDB acredita que, com a enxurrada de protestos no País e a queda na popularidade, a presidenta Dilma precisará negociar com a base. 

O interlocutor
A bancada do PMDB, que capitaneou rebelião na MP dos Portos, quer que o partido também leve ao Planalto as demandas de aliados. 

Hoje tem
Ouvido na manifestação ainda pacífica na avenida Paulista, ontem:
“PT nas ruas não é passeata nem protesto. É arrastão, cuidado.”

Suíça proíbe protesto brasileiro na sede da Fifa
Reconhecida pela sólida democracia, a Suíça não autorizou a realização de um protesto de brasileiros diante da sede da Fifa, em Zurique. Eles também pretendiam se manifestar diante do parlamento. A intenção dos brasileiros era protestar contra investimentos do governo Dilma Rousseff para Copa do Mundo, incluindo a reforma e construção de estádios. A decisão não surpreendeu: é conhecida a influência da entidade no país. 

Blindagem
A Fifa manda tanto no governo da Suíça que se dá ao luxo de não pagar impostos, apesar do faturamento espetacular, e nem se deixa fiscalizar.

Pela culatra
Alvo de inevitáveis piadas em meio aos protestos nas ruas, Dilma ganhou mais uma: “Se a Praça é Nossa, agora temos a velha surda.”

Bandeira amarela
Perderam validade as pesquisas anteriores aos protestos. Entrou na pista o “safety car”: bandeira amarela na corrida dos candidatos.

Big brother
Diante da incompetência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que sequer detectou manifestações combinadas nas redes sociais, as Forças Armadas se mobilizaram para monitorar a realização dos atos. 

Fortunas
A quebra de sigilo de mais de 600 políticos, por hackers, mostrou que se Renan Calheiros, presidente do Senado, declarou R$ 2,1 milhões ao IR, a fortuna do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) somava R$ 16,9 milhões em 2010 e a do senador Ivo Cassol (PP-RO) R$ 29,9 milhões. 

Maré baixa
Depois de um “pito” de Lula, o presidente nacional do PT recuou da “onda vermelha” prometida nos protestos de ontem em São Paulo, com apoio da CUT, MST e da turma agenciada do “vale-protesto” de R$ 70.  

Mal estar
Convidado a se retirar de reunião do MP com delegados sobre PEC 37, o deputado Bernardo Santana (PR-MG) lascou para o ministro Eduardo Cardozo (Justiça): “Não tenho nariz de palhaço nem talento para circo”.  

É uma África
Está mantida até segunda ordem nova visita de Lula à Etiópia, no início do mês, para ações de “cooperação” do Instituto Lula. Três assessores pagos por nós seguem para organizar a viagem, semana que vem.

O Neymar da bioquímica
A UnB confere hoje o título de Professor Emérito a Carlos Roberto Félix, 60, sumidade em degradação enzimática da biomassa. Ele foi incluído pela Universidade de Cambridge no “Top 100” dos cientistas mais citados do mundo. Nem só de Neymer depende a glória verde-amarela.

Precaução
Os servidores do Congresso foram liberados ontem a ir embora às 16h, quando estava marcada a concentração do ato Acorda Brasília, cujo número de participantes passava dos 60 mil no início da tarde. 

Paz e amor
As passeatas produziram uma primeira mudança. A presidenta Dilma ficou subitamente simpática e até fez cumprimentou calorosamente o ministro Antônio Andrade (Agricultura) pelo seu aniversário.

Pergunta na passeata?
Quando vão convidar as quadrilhas para “dançar” no São João da Paulista?

PODER SEM PUDOR
A apelação de Jânio

Quando se viu sem dinheiro em 1988, na campanha para prefeito de São Paulo, Jânio Quadros resolveu advertir empresários conservadores para a “ameaça comunista” dos adversários Eduardo Suplicy (PT) e, imaginem, de Fernando Henrique Cardoso (PMDB). Reuniu potenciais financiadores que não se impressionavam com o apelo. Jânio explodiu:
- Os senhores são tão miseráveis que quando vêem um pobre lhe pedem as horas!
Acabou conseguindo todos os recursos de que necessitava.
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        Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
www.claudiohumberto.com.br