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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/06/2013
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ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“É hora de ela se identificar com esse povo que está nas ruas”
Senador Pedro Simon, que cobra da presidenta Dilma uma posição sobre os protestos

Relação de Dilma com Lula enfrenta séria crise
Nunca esteve tão ruim o relacionamento da presidenta Dilma com o ex-presidente Lula, e azedou muito após ela recusar sua sugestão de substituir o ministro Guido Mantega (Fazenda) pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, cuja inteligência o fascina. Durante a conversa entre os dois, esta semana, em São Paulo, Lula não lhe fez sugestões para enfrentar as manifestações, o que a desapontou.
 
Incoerência
Dilma ficou surpresa com a sugestão de Lula para demitir Mantega: o próprio Lula a pressionou a não fazê-lo quando ela o quis, em 2012.
 
Ginástica
Impedida de demitir Mantega no ano passado, Dilma se viu obrigada a encontrar uma maneira de neutralizar o poder dele sem tirá-lo do cargo.
 
Sobrou para João
Dilma achou que o marqueteiro João Santana, como a Agência Brasileira de Inteligência, deveria tê-la avisado das manifestações.

Entre amigos
Onde está o aspone top-top Marco Aurélio Garcia quando o bicho pega? Na Venezuela bolivariando, claro. 

Brasileiros fazem protestos de apoio em 15 países
Cerca de 40 mil pessoas de 15 países confirmaram participação, nas redes sociais, em protestos neste fim de semana para apoiar as manifestações que se alastraram pelo Brasil nas últimas semanas. Os protestos são organizados, tudo pela internet, por brasileiros que vivem no exterior. Estão programadas manifestações pacíficas em países europeus e outros como Estados Unidos, Austrália, Chile e até Japão. 

Sem fronteiras
Intitulado “Democracia Não Tem Fronteiras”, o movimento “apartidário” critica abusos do poder público e pede educação, saúde e transporte. 

Nos conformes
Diferentemente do Brasil, os protestos no exterior tem horário para começar, terminar e autorização do governo local para acontecer. 

Primeiro mundo
Na maioria dos países, os manifestantes se responsabilizam por atos de vandalismo e por deixar o local limpo, do jeito que o encontraram. 

Defesa da Casa
Chamado de “Bananão” pelos colegas, Antonio Patriota (Relações Exteriores) mostrou inesperada coragem ao chegar no Itamaraty em meio ao vandalismo. Foi a única autoridade a dar a cara nos protestos.

Bonitinha do pai
Muitos quilos mais magra em sua página oficial no Facebook, Lurian, a filha de Lula, saudou a “onda vermelha”, alertou contra “oportunistas”, e pediu muitos gritos na rua para “não abrirmos mão da democracia”. 

Atentos e alerta
O Clube Militar diz que as manifestações “expressam majoritariamente o grito dos que estão indignados com o descaso”, há “interesses inconfessáveis” de vândalos, e que está “acompanhando os fatos”. 

Nem precisa desenhar
A manobra política é mais velha que “o velho do Restelo”, de Camões: para unir ou amedrontar um povo em crise cria-se um “inimigo interno” – os judeus de Hitler, por exemplo, – ou um “inimigo externo” – os “imperialistas da CIA” na América Latina. O resto é História.  

Dono da bola
Chefe de gabinete da vice-presidência da Câmara, Lourimar Rabelo Santos, ganhou apelido nos corredores de “o 514” deputado. Na última terça, ele impediu a participação de assessores na reunião de líderes. 

Pra inglês ter
O deputado Abelardo Camarinho (PSB-SP) critica os “preços exorbitantes” dos ingressos para participar da Copa das Confederações no Brasil: “Estão excluindo corintianos e flamenguistas”, ironiza. 

Deixa pra depois
Com medo de que os protestos pelo país tomem dimensões ainda maiores, parlamentares do PT têm defendido o adiamento da votação de projetos polêmicos ou que impliquem em gastos públicos.

Voz do povo 
O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) atribui os protestos à dificuldade dos políticos em ouvir o povo: “Quando o poder não chama as pessoas a opinar, por referendo ou plebiscito, elas vem sem serem convidadas”. 

Pensando bem...
...se o Brasil vive a “revolução do Facebook”, Mark Zuckerberg para presidente já!

PODER SEM PUDOR
Certo endereço errado

O ex-senador paraibano Efraim Morais é conhecido pelo jogo de cintura e o senso de humor. Presidente-tampão da Câmara por 45 dias, no final de 2002, às vésperas de deixar o cargo e a residência oficial, ele recebeu a inesperada visita do campeão de votos Enéas Carneiro (Prona-SP) e de seus deputados acusados de fraudar o domicílio eleitoral. Efraim esmerou-se na simpatia, mas torcia para que fossem embora sem serem vistos. Foi inútil: um repórter soube e quis saber o motivo da visita. Efraim foi rápido:
- Nada não, eles erraram de casa...
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        Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
www.claudiohumberto.com.br