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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 25/06/2013
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ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“E o Parlamento, o que está fazendo? Discurso”
Senador Jorge Viana (PT-SP) cobrando respostas objetivas às manifestações

Provável reforma ministerial excita os aliados
Mais do que as manifestações, movimentaram a cena política, ontem, excitando os aliados, os sinais de que a presidenta Dilma Rousseff avalia uma reforma ministerial durante o recesso parlamentar de julho. Por enquanto, a mexida mais significativa seria a substituição – sugerida pelo ex-presidente Lula, há dias – do ministro Guido Mantega (Fazenda) pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

Oxigenação
A intenção de Dilma seria “oxigenar” seu ministério com nomes novos e técnicos, numa tentativa de recuperar pontos perdidos nas pesquisas.

Pensando bem...
...Dilma criou ontem o “puxadinho de JK”: fazer em 12 meses o que o governos petistas não fizeram em 12 anos. 

Incompetência
Projeto na Assembleia Legislativa do Rio inclui ortopedistas nas UPPs (Unidades de Pronto Atendimento). O governo esqueceu de incluí-los. 

Ruax!
Primeira providência de Eike Batista após perder US$30 bilhões em poucos meses: demitir o numerólogo que pôs um X nas empresas.

Setor de transportes é feudo do PT em São Paulo
Sai prefeito, entra prefeito e a Secretaria do Transporte da prefeitura de São Paulo continua sob o controle dos barões das empresas de ônibus. A família do atual secretário, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), tem sólidas ligações com empresários do setor. O esquema controla a área também em várias prefeituras petistas, a começar pelas duas maiores do Estado: a paulistana, de Fernando Haddad, e a de Guarulhos.

Dinheiro na veia
A prefeitura paulistana transfere dos cofres públicos para as empresas de ônibus mais de R$ 1 bilhão por ano, a titulo de “subsídio”.

Barra pesada
As relações do PT com o setor de transportes estariam na origem do assassinato do prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, em 2002.

Entre amigos
Onde estava o aspone top-top Marco Aurélio Garcia quando o bicho pegou? Na Venezuela bolivariana, claro. 

Chiliques
O governador Sergio Cabral (PMDB) repete o mantra de que protestos são “direito democrático”, mas em particular aterroriza assessores com explosões de irritação, xingando a turma acampada na sua porta. 

Meu pirão
José Genoino (PT-SP) elogia no Twitter a “democracia representativa”, em que “o eleito com 1 milhão debate com o eleito com cinco mil”. Faltou dizer: debate até com deputado meliante condenado no STF. 

Melhor não
Dilma cancelou sua ida ao festival de Parintins, no Amazonas, por óbvias razões. Iria na sexta (28), para inaugurar o novo Bumbódromo. Achou melhor ficar em Brasília. Para não correr o risco de dançar.

Perdeu confiança 
Resta saber se serão realmente liberados os R$ 50 bilhões anunciados ontem pela presidenta Dilma para investimentos em transporte público. Em 2012, só liberou 33% da verba que havia anunciado para o setor.

Agilidade cívica
O presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha, foi o primeiro a anunciar pontos de coleta de assinaturas, em Brasília, para viabilizar  o anteprojeto de reforma política, de iniciativa popular.

Votem no (im)pacto!
Os marqueteiros de Dilma ouviram a “voz das ruas”, pegando carona no combate à corrupção para sugerir crime hediondo contra ela, como se Dilma iniciasse hoje seu mandato. Pactos têm forte apelo eleitoral e nenhum impacto na contenção de danos – foram vários desde Lula. 

Mandou bem
Em meio aos dias difíceis dos protestos, Dilma tomou uma decisão muito elogiada: escolheu Paulo Bugarin para o cargo de Procurador Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. 

Babacas
Face visível dos organizadores da “Marcha do Vinagre”, a jornalista voluntária Georgiana Calimeris passou a ser hostilizada por supostos  manifestantes, no Facebook, por manter a imprensa informada. 

Polícia para quem precisa
Vândalos sempre houve, a novidade é que antes não havia passeata.

PODER SEM PUDOR
Corinthians em primeiro lugar

O deputado Maluly Netto, corintiano doente, ajudava o filho na campanha para a prefeitura de Mirandópolis (SP), em 1992. Um eleitor o abordou:
- O sr. é conselheiro do Corinthians? Eu queria fazer um teste no time.
Maluly viu que o rapaz era baixinho, talvez uns 1,60m de altura:
- Você é ponta-esquerda? – perguntou.
- Não, sou goleiro.
- No meu time, não, meu camarada – despachou Maluly, dando as costas ao eleitor. E a seu voto.
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        Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
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