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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 09/07/2013
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“É uma coisa que não dá para imaginar”
Ministro Marco Antonio Raupp (C&T) abismado com a espionagem dos EUA no Brasil

Câmara deve cortar salário de Donadon, o ladrão
O presidente da Câmara, Henrique Alves, deverá suspender o salário e a chamada “cota parlamentar” de Natan Donadon (RO), preso há duas semanas após condenação por ladroagem, transitada em julgado no Supremo Tribunal Federal. Com isso, não receberá R$ 130 mil mensais, que é a média do custo de cada deputado e inclui, além dos salários, verba de gabinete, auxílio moradia e verba indenizatória. 

Fora do jogo
O diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, recomendará a suspensão dos pagamentos a Donadon: em cana, não pode exercer o mandato.

Dinheiro do bolso
Conforme esta coluna revelou no sábado, desde sua condenação, em outubro de 2010, Donadon faturou R$ 4,3 milhões da Câmara.

Jogado fora
Mesmo preso, o deputado Donadon ainda mantém toda estrutura de gabinete, além de imóvel funcional no valor de R$ 3,8 mil por mês.

Fim do prazo
Os advogados de Donadon têm até quinta para entregar a defesa dele ao deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), relator da cassação na CCJ. 

Assessor vítima de assalto deve virar suspeito
De vítima pode passar a investigado Wellington Ferreira da Costa, secretário parlamentar do presidente da Câmara, que alega ter sido assaltado, em Brasília, por ocupantes de um Fiat Strada que fecharam seu Ômega e, armados, roubaram-lhe R$ 100 mil de origem ainda não explicada. A polícia ficou desconfiada após Wellington alegar “stress” para não prestar depoimento, quinta (4), e viajar “em férias”. Se continuar evitando a policia, poderá ser conduzido “coercitivamente”.

Silêncio
A assessoria do presidente da Câmara não responde às ligações sobre o assunto, tampouco Henrique Alves, chefe do suposto assaltado. 

Desconfiança
O dinheiro roubado de Wellington foi sacado três dias antes assalto. “Passou-se muito tempo entre o saque e o furto”, desconfia um policial. 

Convite
O presidente da Câmara, Henrique Alves, pode ser convidado a ajudar a policia nas investigações,  ajudando a esclarecer o caso.

Já era
Renan Calheiros (PMDB-AL) diz que usava aviões da FAB como de representação porque era essa a prática dos presidentes do Senado e da Câmara. Mas reconhece: esse direito foi cancelado pelas ruas.

Desinteligência
Mais que ingerência dos americanos, a espionagem de brasileiros mostra o desperdício vexaminoso de dinheiro público com adidos militares, da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência. 

Epidemia
Tal como o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, Alexandre Padilha (Saúde) é citado como “infectologista”, mas a especialidade não consta nos registro de ambos no Conselho Federal de Medicina.

Múmia anulada
O líder do PP na Câmara, Artur Lira (AL), diz a aliados em Alagoas que manda o ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) se levantar e se senta na cadeira dele, quando despacha quase diariamente no ministério. Pela pífia atuação, Ribeiro é chamado de “Múmia Paralítica”, no Planalto.

Pagode chinês
Ex-miss Brasil 1968, a baiana Martha Vasconcelos teme morrer ao volante de seu JAC 3: a carroça chinesa trava volante, freios e apaga o painel. A revendedora em Salvador conserta, mas não garante. 

Malas prontas
Após receber convite pessoal do senador e presidenciável Aécio Neves (MG), o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) bateu o martelo: irá para o PSDB. A expectativa dele é se filiar até a primeira quinzena de agosto. 

Culpa da distância
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB), alega que é o recordista nos gastos com passagens aéreas – R$ 70 mil só em 2013 – devido aos valores abusivos das tarifas e à distância Brasília-Manaus.

Patriotada
Impressiona o verde-amarelo do gramado do Estádio Nacional Mané Garrincha. As duas áreas do campo mudaram de cor, amarelaram. Para algo que custou tão caro, Brasília merecia coisa melhor.

Avisa lá
Antes que viremos (novo) alvo de chacota, é bom o governo explicar ao mundo que FAB não quer dizer “Força Aérea de Botswana”. 

PODER SEM PUDOR
Pouca vergonha no campo

O ministro Antonio Andrade (Agricultura) gosta de viver perigosamente. Diante da presidenta Dilma Rousseff, no lançamento do Plano Safra, em Salvador (BA), ele se saiu com esta, durante seu discurso:
- Temos agora nas plantações uma lagarta indecente, que, depois de comer a soja e o algodão, comem umas às outras...
Madame fechou a cara e fez um bico, afagando a caneta, com toda pinta de quem ia demiti-lo. Mas não o fez. Ainda.
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        Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
www.claudiohumberto.com.br