Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 01/11/2013
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
CLÁUDIO HUMBERTO

“Faz parte do jogo”
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, que entregou bilhões a Eike Batista

CGU foi uma mãe para Rose, a amiga de Lula 
Foi uma mãe o Processo Administrativo Disciplinar da Controladoria Geral da União (CGU) sobre malfeitorias atribuídas a Rosemary Nóvoa de Noronha (“Rose”), amiga íntima do ex-presidente Lula. Na oitiva, “secreta” porque a opinião pública nem tomou conhecimento, Rose não respondeu a nenhuma das 114 perguntas. E, para pegar leve com Rose, a CGU nem precisou ouvir 9 das testemunhas arroladas por ela.

Saiu baratíssimo
A CGU chefiada pelo petista Jorge Hage pediu apenas a demissão de Rose, mas os crimes a ela atribuídos preveem prisão de até 25 anos. 

Amigos de Rose
Testemunhas de Rose que a CGU não incomodou: o ministro Gilberto Carvalho e ex-ministros Erenice Guerra, Carlos Gabas e José Viegas.

Testemunhas
Entre as testemunhas de defesa de Rose estavam Beto Vasconcelos, da área jurídica da Casa Civil, e até Lúcio Reiner, tradutor de Lula.

O rebelde
Há exatamente um ano o falido Eike Batista aconselhava no Twitter: “Disciplina é fundamental nos negócios e nas nossas vidas.”

Ataque preconceituoso de Taques revolta a PF
Durante uma palestra, gravada em vídeo, o senador e ex-procurador Pedro Taques (PDT-MT) disse que “a Constituição determina que todo o poder emana do povo. Se fosse de Deus, seria uma teocracia, e não uma democracia. Se emanasse dos delegados da Polícia Federal, seria uma merda.” A afirmação, preconceituosa, foi considerada descabida: os delegados da PF têm a mesma formação jurídica dos procuradores. 

Pode ser pior
A dúvida é se a visão preconceituosa do ex-procurador Pedro Taques influirá na sua relatoria da comissão especial sobre segurança pública.

Interpelação
Associações dos delegados, inclusive a da Polícia Federal (ADPF), já enviaram ofício pedindo explicações a Pedro Taques.
O ‘contexto’
Taques diz que enviará explicações sobre o “contexto da frase” durante palestra a candidatos de um concurso para ingresso na polícia. 

Abatido em voo
A base fisiológica do governador Sérgio Cabral (PMDB) pode perder o PDT, que negocia apoio a Lindbergh Farias (PT) e quer o deputado Sandro Mattos como vice e Carlos “Vade Retro” Lupi para o Senado. 

Silêncio cúmplice
Foi notícia mundial o crime bárbaro no Rio: o ex-jogador João Rodrigo Santos, decapitado, sem a língua. A mulher, PM, recebeu a cabeça num saco, à porta de casa, sem um ai da turma dos Direitos Humanos. 

Escafedeu
Durante reunião de classe, em Brasília, um advogado estava desolado: o extrato do investimento de suas economias em ações da Petrobras mostrou que, dos R$ 75 mil aplicados, sobram-lhe cerca de R$ 20 mil. 

Cultura inútil
Teste seus conhecimentos: em que país do mundo servidor público tem feriado nacional sem servir ao público, emenda com “feriadão” até na Justiça e faz greve pouco antes das férias? Errou quem disse Gabão.

Retaliação
Líder do PT, Wellington Dias (PI) destituiu da Comissão de Meio Ambiente o senador João Capiberibe (AP), do PSB de Eduardo Campos, indicou ele próprio para assumir a vaga. 

Apelo a Dilma
Maior produtor de soja no Brasil e primo do senador Blairo Maggi (PR-MT), Eraí Maggi pediu a presidenta Dilma para agilizar a conclusão da BR 063 e por uma rodovia ligando o Mato Grosso à ferrovia Norte-Sul.
 
De novo
O Tribunal Regional Eleitoral determinou pela sexta vez a cassação da prefeita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), e do vice Wellington Filho (PMDB), por envolver servidores na campanha durante o expediente.

Cana dura
Petição eletrônica em www.mudandoocodigopenal.com.br reúne 1,7 milhão de assinaturas ao Congresso pelo fim das penas brandas e facilidades a assassinos, como o cumprimento de apenas 1/6 da pena.

Pensando bem...
... o ministro Gilberto Carvalho poderia testar “diálogo” com os Black Bloc levando um letreiro da Caixa, por exemplo, que eles ainda não quebraram.

PODER SEM PUDOR
Bom político não berra

Calor infernal, na campanha para prefeito de Caçapava (RS), em 1992, Galeno Teixeira entrou na primeira bodega do povoado de Capão das Galinhas. Morto de sede, apontou as garrafas de cerveja numa prateleira e as pediu, mas, para não melindrar o dono do lugar ("bolicheiro"), esquivou-se de reclamar que estavam quentes. Após a última garrafa, Galeno gritou para sua turma: "a cerveja acabou, vamos embora". O bolicheiro observou:
- Bueno, tchê, se o doutor quiser, ainda pode beber as geladas...
E abriu um congelador, exibindo cervejas mantidas a três graus centígrados.