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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 06/11/2013
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
CLÁUDIO HUMBERTO

“Essa é uma minoria que desonra o serviço público”

Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sobre os auditores vigaristas presos

 

PF pede prisão de diretor da Conab e mais nove

Está nas mãos do juiz Sérgio Fernando Moro, do Tribunal de Justiça do Paraná, um pedido de prisão preventiva da Polícia Federal contra dez dirigentes da Cia Nacional de Abastecimento (Conab), inclusive seu presidente, Silvio Porto, ligado ao secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho. Esta coluna apurou que a PF está convencida de que Porto seria o cabeça de suposta quadrilha acusada de desviar recursos do programa federal Fome Zero.

 

Fantasma

Sílvio Porto chegou a ser preso pela PF quando foi deflagrada a Operação Agro-Fantasma, que investiga os rombos ao Fome Zero.

 

Bem acima

Porto comprou sem licitação R$ 11 milhões em suco de uva de duas cooperativas gaúchas, e o limite legal é R$ 1,5 milhão para cada uma.

 

Costas quentes

O presidente da Conab é acusado de usar a ligação a Gilberto Carvalho para ignorar sua subordinação ao ministro da Agricultura.

 

Independência

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), defende candidatura própria a presidente: “Precisamos mostrar nossos nomes e projetos”.

 

Diretor do DNIT infringiu lei, ao viajar em jatinho

Ex-coordenador de auditoria da Controladoria Geral da União, Tarcisio Gomes de Freitas, diretor-executivo do DNIT, cometeu infração que ele mesmo condenava, ao viajar de Santarém (PA) a Brasília no jatinho do empreiteiro Arlindo Cavalca Filho, que tem contrato com o órgão. O art. 5o da lei 8.027/90 considera falta administrativa, punível com demissão, receber presentes ou qualquer vantagem em razão de suas atribuições. 

 

Grana liberada

Durante viagem de Tarcisio Freitas, o DNIT assinou empenhos no valor de R$ 26,4 milhões para a Cavalca Construções, do dono do jatinho.

 

Nada ético

O código de ética do servidor público – Resolução nº 3/2000 – proíbe   brindes que ultrapassem o valor de R$ 100, já considerados presentes.

 

É proibido

Segundo código, é vedado receber presente quando o “ofertante mantiver relação comercial com o órgão a que pertença a autoridade”.

 

Entrelinhas

O José Eduardo Cardozo (Justiça) disse que “a espionagem brasileira não viola privacidade”. Tem razão: nossos arapongas dão um Google, que por sua vez é rastreado pela NSA, a espionagem americana...

 

A poderosa

O comboio presidencial com dez batedores e meia dúzia de carros com seguranças, além da ambulância, impressionou quem observava a chegada de Dilma, ontem à abertura da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. O evento fica a 4,5 km do Planalto.

 

Mandou bem

Ao obter no Conselho Nacional de Justiça o afastamento do ex e do atual presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, suspeitos de “inflar” artificialmente o valor de precatórios, o corregedor nacional, Francisco Falcão, mostrou desassombro e compromisso com uma Justiça limpa.

 

Falsidade

O Ministério Público do DF deu crédito a um acusado de estelionato e falsidade ideológica para levantar suspeitas contra interventores de duas empresas de ônibus ordinárias, do ex-senador Valmir Amaral.

 

Consolação

A ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT-CE) ganhou um cala-boca de R$6 mil reais por sessão no Conselho Fiscal do BNDES, nomeada por Dilma. Se comparecer a todas, vai ganhar R$54 mil.

 

Meta alcançada

O ministro Agnaldo Ribeiro (Cidades) está radiante com o desempenho do “Minha Casa, Minha Vida”. Em dois anos, o governo Dilma celebra 2 milhões de unidades contratadas. Aliás, o dobro de todo governo Lula.

 

Novo embaixador

A presidenta Dilma nomeou Pedro Brêtas Bastos embaixador do Brasil no Canadá. Hoje embaixador na Irlanda e diplomata muito admirado, ele foi aprovado por unanimidade em recente sabatina no Senado.

 

Sem saída

Advertidos pelo PT contra “problemas políticos”, o terrorista Cesare Battisti cancelou a palestra na UFSC, revelada nesta coluna no dia 31. Poupou nossa grana e se livrou de protesto marcado na internet.

 

Pergunta criptografada

O que nasceu primeiro: cartões corporativos para arapongas correrem o mundo atrás de “inimigos” ou “inimigos” que nos vigiam de longe?

 

PODER SEM PUDOR

O braço do voto

Médico muito querido, Francisco Badaró era quase unanimidade em Minas Novas (MG). Quase. Seu vizinho, dono de bar, raro adversário, certa vez quebrou o braço. O pai do ex-ministro Murilo Badaró o socorreu e brincou:


- Agora que consertei seu braço, você poderia passar a votar nos Badaró...


- Não vai dar, doutor – respondeu o sujeito – o senhor consertou o meu braço esquerdo, e eu voto com o direito.

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Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros

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