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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 16/03/2013
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Tudo tem seu limite: a burrice, a loucura, a irresponsabilidade...”
Jorge Gerdau, empresário, criticando o numero de ministérios no governo Dilma

CPI pode  investigar compra bilionária da Petrobras
A oposição estuda a propositura de uma CPI para investigar graves indícios de evasão de divisas e lavagem de dinheiro na aquisição, pela Petrobras, de uma refinaria em Pasadena (Texas, EUA) por R$ 1,180 bilhão. O dono da refinaria havia pago US$ 42,5 milhões por ela sete anos antes. Graça Foster, presidente da estatal, foi chamada a se explicar na Comissão de Combate ao Crime Organizado da Câmara.

Fala, Gabrielli
A Câmara deveria convocar também o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli a falar sobre a compra bilionária da refinaria do Texas.

É bom lembrar
A Petrobras perdeu 42% do seu valor no período em que Dilma Rousseff presidiu o seu conselho de administração.

Elo mais fraco
Mais de 60 mil trabalhadores atenderam a convocação de Lula e aplicaram seu FGTS em ações da Petrobras. Perderam 50% do valor. 

Um pesadelo
Símbolo da “prosperidade” no governo Lula, a Petrobras virou pesadelo petista, apsó a política que segurou os reajustes e debilitou a estatal.

Novo ministro 
jura distinguir 
laranja de pepino 
Indicado para o cargo de ministro da Agricultura pelo PMDB mineiro, o deputado Antonio Andrade alega que sua imperceptível presença na comissão de Agricultura da Câmara, durante seis anos, faz dele um especialista, quase um PhD, no tema. Ou seja, é do tipo que distingue laranja de pepino. Ele alega que sua formação de engenheiro também o qualifica para o cargo. No agronegócio, sua escolha repercutiu mal.

Nada a ver
O novo ministro da Agricultura nega que sua escolha seja uma tentativa de neutralizar o apoio do PMDB-MG ao presidenciável Aécio Neves.

É fria
Quando Dilma ligar para ministros “prestigiados” garantindo-lhes apoio antes de reformas ministeriais, é bom atender com um “foi engano.”

Impressionante
O assalto à residência de um casal que trabalha na presidência da República impressionou pelo valor do produto do roubo: R$ 1 milhão.

Nem aí
Quem conversa com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) verifica que ele vai se empenhar pelo apoio de José Serra à sua candidatura a presidente, mas não perderá um minuto de sono se não o conseguir.

A guerra
do petróleo
O deputado Esperidião Amin (PP-SC) torce por um acordo, na questão dos royalties, que “preserve a tolerância”: “Já que temos um papa, essa busca do acordo vale uma missa. Veneno você tira no Butantã”.

Oui, non
A francesa Dassault, fabricante dos caças Rafale, acredita que Dilma baterá o martelo em setembro, na disputa com os Gripen NG suecos e os F-18 da americana Boeing, no projeto de modernização da FAB. 

Ladeira abaixo
O agora ex-ministro Brizola Neto (Trabalho) perdeu de 181x70 para o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), na convenção do partido no Rio Grande do Sul, para a escolha do novo presidente nacional da sigla. 

Peça de museu
Primeiro a garantir que Hugo Chávez morreu em Cuba e que não era dele o corpo no féretro pelas ruas de Caracas, o jornal espanhol ABC jogou a pá de cal: embalsamento não dá certo num corpo decomposto.

Besteirol
Curioso o súbito interesse da grande imprensa na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que sempre ignorou. Quem se incomodou com um tal Feliciano, nem saberá dizer o nome do seu antecessor. 

Propaganda enganosa
A página da Ford convida o internauta a “montar” seu carro Fusion e a escolher a concessionária onde comprá-lo por R$ 112,9 mil (no caso do modelo Titanium AWD, teto solar). Mas em Brasília, concessionárias acrescentam R$ 9.010,00 ao preço e chamam a vigarice de “ágio”.

Memória
Professor-adjunto da Escola Politécnica da UFRJ e especialista em aviação civil, Respício Espírito Santo Jr. alerta para a importância da certificação contra incêndios nos aeroportos a serem privatizados.

Não reza
Membro da “entourage” de Dilma cogitou sugerir convite a Lula para ir com ela ao Vaticano. Ficou na intenção. Roma não é Caracas.

 


 

PODER SEM PUDOR

Tempo de sobra
Um servidor estava na fila de um caixa eletrônico do Banco do Brasil no Senado, certo dia, e começou a reclamar da lentidão da geringonça. Alguém que estava atrás dele, na fila, endossou sua queixa. “É muito lento mesmo, um absurdo”. O funcionário tomou um susto: era o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O servidor ficou espantado:
- O senhor aqui na fila, senador?
- É que agora tenho muito tempo disponível... – respondeu ele, sorridente.