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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 07/12/2013
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Cláudio Humberto

“Ninguém pode ficar aqui nesta redoma de vidro”
Ministro Gilberto Carvalho (secretaria-geral) sobre as viagens da presidenta Dilma

Lula pôs Mandela no nível de Dirceu, Erenice...
Em seu governo, o ex-presidente Lula entregou à “companheirada”, incluindo sua mulher Marisa e os ex-ministros José Dirceu e Erenice Guerra, estes dois envolvidos em escândalos de corrupção, a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco, que Nelson Mandela recebeu do governo brasileiro em 1991. É uma das mais altas honrarias do Brasil, concedida a pessoas reconhecidas por seus “méritos excepcionais”.

Grã-propina
A ex-ministra Erenice Guerra deve ter recebido a Grã-Cruz por sua capacidade “excepcional” de se envolver em escândalos.

Esta merece
O megalonanico ex-chanceler Celso Amorim incluiu sua mulher entre os agraciados. Certamente pelo “mérito excepcional” de suportá-lo.

Grande-mensalão
José Genoino não recebeu a Grã-Cruz, como a companheirada, mas ganhou a Ordem de Rio Branco na categoria “grande-oficial”.

Critério claro
Lula deu a mesma comenda a Marco Maia (PT-RS), ex-nanopresidente da Câmara, ícone do “baixo clero”, e a 12 ministros do seu governo.

PF investigará deputado acusado de corrupção  
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a Polícia Federal investigar o deputado Domingos Dutra (Pros-MA), acusado de pagar empregada doméstica com dinheiro do gabinete. Conforme denunciou esta coluna em 18 de maio de 2012, Regiane Abreu dos Anjos só descobriu que era funcionária fantasma da Câmara quando procurou a 5a Vara do Trabalho, após ser demitida grávida. 

Os crimes
Gilmar Mendes acolheu o parecer da PGR e indiciou o deputado e sua mulher, Neusilene Núbia Dutra Feitosa, por crime eleitoral e peculato. 

Só pensa em eleição
Segundo representação de Francisco Escórcio (PMDB), o ex-petista contratava funcionários fantasmas para desviar verba para campanha. 

Tudo forjado 
O relator Gilmar Mendes determinou ainda que autos sejam enviados à Polícia Federal para oitiva e para investigar falsificação de assinaturas. 

Pagando a ele mesmo
Valdemar Costa Neto pedirá regime semiaberto alegando emprego de R$ 4.500 por mês no Partido da República, ex-PL, que era também de sua propriedade quando embolsou R$ 8,8 milhões para votar a favor de matérias do interesse do governo Lula, segundo decisão do STF.

Desinteresse
Diante de um Senado desinteressado no assunto (apenas dois senadores apareceram no plenário), o senador José Sarney (PMDB-AP) fez discurso, ontem, em homenagem a Nelson Mandela. 

Chupa, inglês
Após dizer – até por ignorância – que preferia o “grupo da morte” a jogar em Manaus, o técnico inglês Roy Hodgson viu seu time cair no grupo mais difícil da Copa do Mundo. E ainda vai enfrentar a Itália em Manaus. Com toda a torcida, claro, italiana desde criancinha. Bem feito.

Ronaldo ganhou
No final de uma coletiva de Ronaldo Fenômeno, na Costa do Sauípe, a Oi registrou picos de uso de 100 Mbps em sua rede, usada pelos 1800 jornalistas presentes. Já no final da coletiva de Zidane, caiu à metade.

Calma lá
O PSDB e o DEM reclamam da pressão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) para que a oposição declare apoio a sua candidatura ao governo da Bahia, em 2014, contra o já anunciado Rui Costa (PT). 

Mais Médicos
É tamanha a ojeriza de profissionais da saúde ao PT do ministro Alexandre Padilha (Saúde), no Rio Grande do Norte, que estudantes de medicina já se recusam a assinar a linha 13 das listas de presença. 

Nem tão aliados
Sob pressão dos prefeitos, a base aliada se conformou sobre adiar a  definição de piso nacional aos agentes comunitários, mas ameaça derrubar o veto da presidente Dilma à criação de novos municípios. 

Volta ao anonimato
O ex-ministro das Cidades e ex-presidente da Autoridade Pública Olímpica Márcio Fortes (PP) passou despercebido na Câmara, onde acompanhou audiências públicas na Comissão de Meio Ambiente.  

Pergunta na cadeia
Se ele mandou dizer “tamos juntos” aos mensaleiros presos, quando Lula vai se oferecer para revezar com a companheirada, na Papuda?

 

PODER SEM PUDOR
Ritmo brizolista

Leonel Brizola impôs um ritmo alucinante no Palácio Piratini, ao governar o Rio Grande do Sul no vigor dos seus trinta e poucos anos. Dizia-se que o fogo da lareira do seu gabinete jamais se apagava. Brizola trabalhava freqüentemente até às 3h da madrugada, lembra o jornalista Antônio Goulart, e, ao despedir-se dos auxiliares, recomendava sempre:
- Logo mais, todos aqui. Mas não precisam vir cedo. Às 7 e meia está bem...
E ai de quem não fosse pontual.