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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 17/12/2013
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Cláudio Humberto

“O Brasil precisará de um programa de despetização da Petrobras”
Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) criticando os prejuízos causados à estatal

Câmara: reforma é pretexto para gasto bilionário 
Em vez de extinguir apartamentos para parlamentares, que recebem mais de R$ 70 mil reais por mês, em média, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados quer dividi-los em dois. É só um pretexto para promover mais uma reforma, que, nessa dimensão, pode superar o bilhão de reais. A recauchutagem de nove prédios, em 2012, custou R$ 108 milhões e mais R$172 milhões para outros nove, em 2013. 

Farra imobiliária
Deputado faz opção entre imóvel funcional e um “auxílio moradia”, de R$ 3,8 mil, para aluguel ou, o que é comum, parcelas de financiamento.

Atitude indecorosa
A Câmara não vive o dilema de acabar os apartamentos funcionais, excrescência nos países democráticos. A ideia é multiplicá-los.

Exemplos de fora
Na Europa, os deputados pagam seu próprio aluguel, com o salário que recebem. Na Suécia, podem ocupar alojamentos. Mas pagam por eles.

Tá feia a coisa
Depois da Petrobras, a pindaíba chegou à Receita com o “crediRestituição”, em duas prestações para quem pagou na fonte.

Acusado de tortura quer dirigir o Clube Militar
Promete ser “quente” a eleição em março da diretoria do Clube Militar, seis meses antes das eleições presidenciais no País: o coronel Brilhante Ustra, acusado de torturar presos políticos durante a ditadura e investigado na Comissão da Verdade, é vice na chapa “Tradição, Coesão e Ação”, do general Marco Antonio Felício, autor do manifesto “Não passarão”, contra “revanchismo” na Comissão do governo federal.

Novos ares
Além de “aumentar e rejuvenescer o quadro social”, a chapa pretende “enfatizar a ação política, não a partidária” das Forças Armadas. 

Nos tribunais
Felício e Ustra querem o Departamento Jurídico do Clube na linha de frente da defesa dos “camaradas” atingidos pela Comissão da Verdade.

Sem perdão
A anulação da promoção a general do “desertor, terrorista e assassino Carlos Lamarca” é outra frente de combate da chapa Felício-Ustra.

Mistério em Brasília
A PF prendeu em Brasília um sujeito que chegava escondendo meio milhão de reais nas meias. Seria uma “mula”? O dinheiro era destinado a algum político? Por que escondia a dinheirama? Boa coisa não era, mas ele foi liberado, o nome preservado e o inquérito não foi divulgado.

Labirinto federal
Parece realismo fantástico, mas o governo tem coordenadores na Coordenação-Geral de Administração-Geral da Diretoria de Recursos Logísticos da Secretaria de Administração da Secretaria-Executiva.

Caros amigos
Apesar da matança no trânsito, foi adiada por dois anos a lei que obriga freios ABS e airbags como itens de série. Em 3 anos, é a 16ª “ajudinha” oficial à indústria automobilística, apadrinhada pelo ex-presidente Lula. Em véspera de ano eleitoral, uma gentileza que literalmente vale ouro.

Vergonha
O pior da decisão do carioquíssimo STJD, para salvar o Fluminense da segundona, é que uma regra não escrita da Fifa pune o clube que recorre à Justiça comum, mesmo contra decisões indignas como essa.

Boa relação
O vice Michel Temer nega que o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, tenha subido no pedestal após se filiar ao PMDB: “Ele é um bom quadro, e temos uma boa relação”, garante. 

Vento Sul
Reeleita, a presidente “de esquerda” Michelle Bachelet vive seu momento Dilma no Chile: com 53% de abstenção, 47% foram às urnas. Dilma tem 43% de aprovação, ou seja, 57% não a reelegeriam hoje.

Alegórico
Piada no Twitter: após a revelação de Romeu Tuma Jr. de que Lula foi dedo-duro na ditatura, no carnaval de 2014 o ex-presidente vai desfilar na Escola de Samba X-9, de São Paulo. 

Presente de grego
O prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Araponga (PP-BA), deu carta de demissão de presente de Natal a mais de mil funcionários temporários, a quem pagou salário e décimo terceiro. Rescisões, só em 2014.

Barba de molho
Para evitar ciumeira e desconfiança na Papuda, os mensaleiros presos poderiam fixar uma regra do “amigo oculto” no Natal: todos 

PODER SEM PUDOR
De pinguço para pinguços

O falecido ex-ministro Mário Henrique Simonsen detestava jornalistas. Hostilizava-os marcando coletivas para as 7h30 da manhã: ele achava os repórteres uns “despreparados” e “arrogantes”, que passavam as noites nos bares de Brasília. Como sabia (muito) sobre a arte de beber (todas), ele mandava servir xícaras bem cheias, “na régua”, só para se divertir vendo mãos trêmulas entornando café quente. Feliz, irrompia na sala de entrevistas solfejando árias de óperas.