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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 27/12/2013
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ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Vou fazer outro pacto com a sociedade baiana”
Geddel Vieira Lima, avisando que sai da Caixa para se opor ao governo do PT na Bahia

Galeão foi privatizado, mas investimento é público
O governo federal continua sendo uma mãe para o grupo Odebrecht, como o foi para o ex-bilionário Eike Batista. O banco público BNDES anunciou “aporte” de R$ 1 bilhão na Odebrecht TransPort menos de um mês depois de essa empresa ganhar a concessão para operar o aeroporto do Galeão, no Rio. Na prática, investimentos no aeroporto, cuja gestão foi privatizada, serão bancados com dinheiro público.

Negócio da China
Apesar do valor importante investido da Odebrecht TransPort, o BNDESPar fica com apenas com 10,61% de suas ações.

Vá somando...
O governo ainda fez o fundo de investimento do FGTS aplicar R$ 428,5 milhões para manter sua participação de 30% na Odebrecht TransPort.

Arrumação
A TransPort foi “reestruturada”, mas a Odebrecht mantém seu controle com 59,39% das ações. A participação governamental é de 40,61%.

Assim é mole
O BNDES realizou no Brasil o negócio dos sonhos de empresários amigos: negócios florescem e o banco estatal paga a conta.

Governo não investe e chuva ainda causa caos
Os capixabas também não têm motivo para acreditar em políticos: após as enchentes de 2012, com 170 mil desabrigados, o governo federal anunciou a liberação de apenas R$ 20 milhões para o Espírito Santo enfrentar a calamidade. Dinheiro para reparar os danos causados pelas chuvas daquele ano e do anterior. De lá para cá, muitas águas depois, de concreto só tem os pluviômetros, que medem o volume de chuva...
 
Menos é pouco
Dos R$ 3,3 bilhões destinados à prevenção contra a chuva nos estados em 2013, apenas R$ 13,6 milhões foram gastos no Espírito Santo.

Burocracia letal
Levantamento da ONG Contas Abertas revela que não foram utilizados R$ 60 milhões liberados para ações de prevenção no Espírito Santo.
 
Custo Brasil
Apesar do anúncio para 2014 de obras no Canal do Congo (ES), que transbordou semana passada, as obras só terminam em 1 ano e meio.

Pagamentos suspensos
O juiz federal Rodrigo Navarro suspendeu liminarmente qualquer pagamento da União à empresa vencedora do pregão eletrônico para implantação do sistema de balística no Brasil. Suspeito de direcionamento, o resultado será conhecido às 9h do próximo dia 31.  

MJ fora do ar
O portal do Ministério da Justiça – onde foi publicado o edital do sistema de balística – passa por “breve manutenção” e está fora do ar. Mesmo assim, processo de licitação segue sem interrupções. 

Sangue de barata
Eliseu Padilha (PMDB-RS) aceitou convite do vice Michel Temer para integrar o núcleo duro da campanha de Dilma. Ministro de FHC, ele foi muitas vezes ofendido por petistas, chamado de “Eliseu Quadrilha”.

Subiu no telhado
O PT desconfia que subiu no telhado indicação do ministro Aloizio Mercadante (Educação) para a Casa Civil, em 2014, após demorado almoço, na segunda, entre a ministra Gleisi Hoffmann e o cotadíssimo Carlos Gabas, atual ministro da Previdência. 

Presente de Natal
Dilma sancionou projeto do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), denominando de Aluízio Alves o Aeroporto Internacional de Natal, em homenagem a seu tio, saudoso ex-ministro e político.

Fui!
Zerou o estoque de euros e dólares, ontem, do Banco do Brasil do Itamaraty, um dos poucos pontos de câmbio em Brasília. O gerente explicou: “Teve muito câmbio nos últimos dias e não deu para repor”.

Goteira
Ninguém entendeu por que a presidenta Dilma usou colete da Defesa Civil no sobrevoo da tragédia no Espírito Santo: afinal, ela não saiu do helicóptero. Certamente para não molhar os sapatos Chanel.

Gastos siderais
A Agência Espacial Brasileira vai desembolsar R$ 37,5 milhões para lançar o CBERS-4, em Taiwan. No início deste mês, a agência lançou o CBERS-3 ao custo de R$ 160 milhões. Caiu pouco tempo depois.

Pensando bem...
...esgotou-se o estoque de piadas de salão de Delúbio na Papuda: Dirceu quer trabalhar e Marcos Valério pediu transferência para Minas.

PODER SEM PUDOR
Oposição ao vernáculo

Nos anos 70, um vereador de Ladainha, no nordeste mineiro, escreveu ao prefeito Jorge Abraão ameaçando denunciá-lo ao Tribunal de Contas do Estado, em carta que mais chamava a atenção pelos erros: bacharel com x, “viriador” etc. O prefeito, que já faleceu, era conhecido por sua honestidade e bom humor, e respondeu ao adversário com uma proposta:
- Não me denuncie ao Tribunal e eu prometo não denunciá-lo ao Mobral...