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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 01/01/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Deus já é brasileiro. Vocês queriam o Papa também?”
Papa Francisco, o argentino que ganhou os corações brasileiros no ano de 2013

2013 foi a melhor piada
de Delúbio
na Papuda

O “gigante acordou” e está rindo até hoje do punho erguido do Genoino preso, da Dilma com o cachorro atrás da criança e do Mantega derretendo o PIB para virar asfalto nas obras do PAC. De piada em piada, o Brasil elegeu deputado presidiário, desabou estádio antes da Copa, criou a inflação sem dois dígitos, o pleno emprego dos desempregados, Bolsa Família para gato de madame e ainda faliu o Eike e a Petrobras com o nosso dinheiro. A piada só não foi mais engraçada porque Obama já conhecia. Dela a coluna extraiu os troféus que distribui todos os anos, num esforço para rir por último em 2014.

Não Pessoa
do Ano

Se o Papa “sempre na rua” é a Pessoa do Ano na Time, Rosemary Noronha é a Não Pessoa do Século pela insistência em “desaparecer”.

Troféu R$0,20
Ganha de gorjeta o “flanelinha” da prefeitura do Rio, que deixou o Papa argentino engarrafado no trânsito, sem ser assaltado. Imagina na Copa!

Mico de Pelúcia
Fofo, o troféu é de José Genoino, pelo anúncio de desodorante com o punho erguido rumo à cadeia. Poderá chorar com ele na cama, que é lugar para curar a dor de cotovelo da ausência de Lula na cela. 

Prêmio Infraero
É das três “malas” que Obama enviou para azucrinar a Dilma: rodando sem dono na esteira, Edward Snowden, o ex-espião americano e o namorado ainda acabam despachados a Cuba por erro da fiscalização.

Troféu Gripen
Roga-se às autoridades e outros ministros voadores da FAB que abram a janelinha para receber os prêmios: miniaturas de papel dos caças que o Brasil comprou por R$ 10 bilhões da Suécia, mas não chegaram.

Cipó do brejo
Antes que desmilingue, o prêmio vai para uma espécie exótica da flora política, onde Aécio Neves e Eduardo Campos se penduram por conta e risco: Marina Silva, que costuma virar abobrinha antes da eleição.

Troféu Frankenstein
Ele já é hors concours: criador da Economia com “duas pernas mancas”, o ministro Mantega leva uma réplica do monstro com um parafuso na cabeça e a língua presa, para ver se enfim assusta Dilma.

Prêmio Caxirola
O troféu é dos black-bloc, que fizeram muito barulho, mas sumiram quando acabaram os R$ 0,20 dos caixas eletrônicos que quebraram. Infernizem Gilberto Carvalho com a geringonça do Carlinhos Brown.  

Troféu Batman
Vai para Joaquim Barbosa, o capa preta mascarado mais temido de Mensalão City: uma foto do Coringa, que agora tem barba e dedo-duro. 

Honoris Causa
Tudo vale a pena quando a lambança não é pequena: o título vai para o BNDES, banco do desenvolvimento secreto de Cuba e da África.

Prêmio Woodstock
Despojado, baratinado e com a língua solta, o troféu do presidente do Uruguai, José Mujica, é um CD com “hits” dos irmãos Supla e do “papi” Suplicy. Para curtir uma reunião com Cristina Kirchner e Evo Morales.

Lamparina
de lata

É do prefeito paulistano Fernando Haddad: um convite para interpretar Diógenes na próxima novela da Globo. Não o filósofo grego, mas pelo escasso talento um poste, que será malhado no sábado de Aleluia. 

Ambulância
da Trol

Com sirene e tudo, vai para o ministro Padilha (Saúde) que socorreu sua candidatura ao governo de São Paulo importando médicos com controle (sem tecla SAP), para manter Cuba respirando por aparelhos.

Prêmio Chávez
Ganha “pajarito” verde de Nicolás Maduro quem exumar o finado presidente da Venezuela e descobrir que o maluquete reencarnou em José Dirceu, pregando revolução na Papuda porque acabou o papel. 

Troféu Snowden
É do intérprete de sinais sul-africano que conseguiu quebrar o código do discurso de Dilma no funeral de Mandela sem pedir asilo à Coreia do Norte. Ganha 5 Gb de memória para um eventual retorno de Lula. 

Frango de macumba
Ninguém chuta, mas o despacho está na porta da Dilma num guardanapo usado do hotel Ritz: Sérgio Cabral, que governou o Rio em Paris e vai acabar chupando laranjas que Dirceu importou do Panamá. 

Troféu Óleo
de Peroba

Políticos estão carecas de saber que não cresceu cabelo em Renan, mas nem desconfiam que, em doses cavalares, o elixir importado da China terá este ano o poder de fazê-los sumir das ruas. E das urnas. 

Os Trapalhões
Com o circo garantido e o povo na lona, o prêmio é de Dilma e seus miquinhos amestrados brincando na gangorra do Banco Central com o superávit, o IOF, a dívida interna e a dívida externa que o Lula “pagou”.

Adeus, 13
Enfim, ao contrário de Sarney, Lula e as urnas eletrônicas, 2013 se aposenta voando nos Mirages da FAB, deixando no ar a única certeza: outro 13 só em cem anos, quando o Brasil poderá ter IDH da Finlândia.