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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 30/01/2014
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Cláudio Humberto

“Genericamente, eu desejo manter a aliança”

Cid Gomes (Pros), governador do Ceará, batalhando um ministério para chamar de seu

 

Brizola Neto acha que Lupi foi mesmo subornado

Ex-ministro do Trabalho Brizola Neto não apenas acredita que são verdadeiras as denúncias contra seu antecessor Carlos Lupi, acusado de cobrar propina para obtenção de autorização de funcionamento de sindicatos, como adverte: mais revelações da máfia dos sindicatos, no Ministério do Trabalho, devem aparecer nas próximas semanas. O neto do engenheiro Leonel Brizola está enojado: “Lupi jogou o PDT no lixo”.

 

Extorsão

Brizola Neto acha inclusive que logo surgirão denúncias de vítimas de extorsão, gente que pagou para criar seu sindicato, mas não levou.

 

Descontrole

O “Brizolinha” foi ministro entre maio de 2012 e março de 2013 e pôde ver o descontrole deixado por Lupi na criação de entidades sindicais.

 

Esquema

Em entrevista à revista IstoÉ, uma empresária contou haver subornado Lupi com R$ 200 mil. A máfia movimentaria R$ 2 bilhões ao ano.

 

Helena fica

A ministra Helena Chagas (Comunicação) tem o compromisso de permanecer no cargo até o final do atual governo Dilma Rousseff.

 

Dinheiro do BNDES não é auditado aqui, nem lá

Os recursos do BNDES que financiam obras de empreiteiras brasileiras no exterior não são fiscalizadas no Brasil e nem nos países de destino. Por coincidência ou esperteza, os recursos têm sido oferecido a países subjugados por ditaduras longevas e governos acusados de corrupção, onde não há órgãos de controle. Nesses países, se há licitações públicas, não há imprensa livre que as denunciem, quando fraudadas.

 

Os favoritos

Empreiteiras brasileiros atuam em países de governos autoritários ou de sob suspeita, como como Cuba, Angola, Venezuela etc.

 

Sem controle

Nos países onde o BNDES financia obras há órgãos como os brasileiros Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal.

 

Vigilância

Após ler as notas desta coluna sobre os empréstimos do BNDES, a senadora Ana Amélia (PP-RS) anunciou que vai exigir explicações.

 

Culpa do fotógrafo

O Planalto esclareceu ontem que não decorrem de acidente ou cirurgia plástica os olhos roxos da Dilma, fotografados em Lisboa pelo jornal Expresso. É que ela não teve tempo de se maquiar, diz a assessoria, que atribui o flagrante ao “mau posicionamento do fotógrafo”. Ah, bom.

 

Moda boa de pegar

Já que pagou do bolso o jantar em Lisboa, como disse, Dilma poderia aproveitar o embalo e também pagar a estadia da família na base naval de Aratu (BA), e o custo do Airbus para visitar o neto em Porto Alegre.

 

Sem largar o osso

O aspone palaciano Alessandro Teixeira, demitido do Ministério do Desenvolvimento Industrial, ainda se acha: tenta emplacar na Apex a agência FNazca, na licitação que se encerra amanhã. Teixeira é aquele baixinho fotografado indo a academia de ginástica em carro oficial.

 

Extravio

Os Correios vão entrar em greve geral, não por aumento de salário, mas contra o Postal Saúde, associação privada acusada pelos servidores de “oneroso cabide de empregos” de petistas na estatal.

 

Chave de cadeia

Foi-se o tempo de “decisão judicial não se discute, cumpre-se”: hoje o meliante condenado João Paulo Cunha ganha “desagravo” de adoradores de mensaleiros em Curitiba (PR), com direito a autógrafos.

 

Deu largada

De volta à maratona nos estados para costurar palanques, o senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que está “respirando fundo e planejando os próximos passos” para as eleições deste ano. 

Problema deles

Após reunião com Lula na segunda (27), o líder do PT, José Guimarães (CE), lava as mãos: “Apoiaremos qualquer decisão do senador Eunicio Oliveira (PMDB) e do governador Cid Gomes (PROS) para as eleições no Ceará, mantendo apenas nossa preferência pela vaga no Senado”.

 

Na ativa

Ainda não empossado, mas já chefiando a Casa Civil, o ministro Aloizio Mercadante se reuniu com o governador Cid Gomes (PROS-CE). Na pauta, claro, cargos: reforma ministerial e eleições no Ceará.

 

Pensando bem...

...pelo andar da carruagem política no Brasil, em breve chegaremos à Idade Média.

PODER SEM PUDOR

Teste da promessa

Respeitável cabo eleitoral e dono de um armazém de beira de estrada em Minas, seu Juca recebeu, certa vez, duas visitas simultâneas: os deputados Afonso Arinos (UDN) e Ovídeo Abreu (PSD), ambos interessados em conquistar seu apoio na reeleição. Juca fulminou:

- Vocês se lembram do que eu pedi na eleição passada?

Os dois pigarrearam, coçaram a cabeça, desconversam e foram embora. Um freguês perguntou a Juca o que afinal eles haviam prometido.

- Que eu me lembre, nada. Só queria ver o que eles diriam...

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Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros

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