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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 24/03/2013
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“[Ele está] mais próximo que muitos que estão conosco”
Eduardo Campos (SPB) sobre José Serra (PSDB), seu mais recente amigo de infância

Viagens de Mercadante com Dilma são mistério
Tem provocado falatório a presença do ministro Aloizio Mercadante (Educação) nas viagens internacionais da presidenta Dilma, mesmo naquelas onde isso não faz sentido, como a entronização do Papa. Político amante dos holofotes, ele aproveita para se transformar em “papagaio de pirata” oficial porque disputará o Senado ou o governo de São Paulo, em 2014. E ainda sonha com a presidência, em 2018. 

Custo secreto
“A presidenta tem a prerrogativa de escolher quem a acompanha”, diz a assessoria de Dilma, sem citar o custo-Mercadante nos passeios.

Faturou bem
Só nas viagens com Dilma mundo afora durante o ano de 2012, Aloizio Mercadante faturou quase R$ 40 mil em diárias. E teve tudo pago.

Projeto de poder
Para o senador tucano Alvaro Dias, o ministro Mercadante “prioriza seu projeto de poder, e ignora as mazelas da educação no Brasil”.

Próxima eleição
O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), acha que o governo só pensa em fazer propaganda e na próxima eleição: “É lamentável”.

Planalto manterá ‘padrão’ de luxo em viagens
É bom que o respeitável contribuinte se acostume: a Presidência da República considera “normal” os quase R$ 400 mil gastos oficialmente com a viagem de Dilma e 52 assessores a Roma para ver o Papa e manterá o “padrão” anterior, de divulgar convidados oficiais e omitir  nomes e funções de “equipes de apoio” que a coluna tentou em vão obter – seriam médicos, seguranças, cerimonial e tripulação etc. 

Patriotas
Um desconhecido processo administrativo define os “apoios”, que o Itamaraty subscreve sem questionar, claro, nem divulga. Só paga.

No controle
A Presidência garante que o relatório e gastos da viagem são remetidos aos “órgãos de controle internos”, e mantidos em sigilo. 

Padrão Enem
A assessoria de Dilma escorrega no Português também: “os custos totais relativos à hospedagem (...) foi (sic) de 125 mil, 990 euros.”

Passou em branco
O PSDB anda tão atordoado que até agora, cinco meses depois da eleição, nem sequer promoveu um ato em Brasília, como fazia antes, para homenagear os gatos pingados que elegeu em algumas capitais.

Com lupa
O papel do ministro Paulo Bernardo (Comunicações) em uma área que não é a dele, propaganda oficial, tem sido monitorada pela oposição. Tem a ver com a escolha de agências, principalmente do Paraná, para operar contas que somam mais de R$ 1,5 bilhão em estatais.

Meta 2014
O PP planeja apostar na eleição de governadores em 2014. Os nomes mais cotados são Rebecca Garcia (AM), Ciro Nogueira (PI), Ivo Cassol (RO), Benedito de Lira (AL), Alberto Coelho (MG) e Ana Amélia (RS).   

Pizzaria Planalto
Investigado no Itamaraty por assédio moral no consulado-geral em Sidney (Austrália), o embaixador Américo Fontenelle passa férias em Brasília até o início de abril. Não seriam saudades do Cerrado...

Conclave tucano
O deputado Paulo Abi Ackel (MG) diz que a escolha do candidato do PSDB ao governo mineiro “é quase um conclave”. Mas deve ser o deputado tucano Marcus Pestana, o preferido do senador Aécio Neves.

Popó gostou
O deputado Popó (PP-BA) não seguirá o exemplo do colega Tiririca (PR-SP), quer continuar na política: “Aqui eu trabalho pelo social. Estou bem, estou gostando e vou tentar a reeleição”, disse.

Secura boa
Na atual secura de dinheiro, boa noticia para o Piauí foi a instalação de um grupo privado espanhol  interessado na mineração no Estado. Obra do superintendente da Sudene, Paes Landim.

Mais uma multa
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) quer multar os pais que deixam de ir a reuniões nas escolas dos filhos. Aos que reclamam da falta de tempo, o senador dá de ombros: “Que convença o chefe”.

Bendito seja
O Papa Francisco operou o primeiro milagre: a inesperada presença de Dilma na missa no Rio pelos mortos nas enchentes da região serrana.

PODER SEM PUDOR
Microfone indiscreto

Francelino Pereira governava Minas e, ao inaugurar energia no interior, convidou dois deputados da região, Israel Pinheiro Filho e Humberto Souto, que mais tarde virou ministro do TCU. Em Tocandira, Israel se empolgou, lembrando no discurso que era filho e neto de governadores e foi muito aplaudido. Ao chegar sua vez, Souto disse que não era filho nem neto de governadores, mas “filho da região”, sentindo-se em casa “no meio desse povo sofrido”. Foi ainda mais aplaudido. Enciumado, Israel comentou com Francelino:
- Ele é filho da p(*)!, né, governador?
O microfone estava ligado, Souto quase teve um enfarte e a multidão explodiu numa sonora gargalhada

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
www.claudiohumberto.com.br