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Em Questão

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Décio Bragança 26/02/2017
Décio Bragança
deciobraganca@yahoo.com.br
EM QUESTÃO

E o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval - Ninguém é contra a alegria, a festa, o prazer! É bom que se diga que a alegria, a festa, o prazer são remédios eficazes, talvez únicos, contra o tédio, a raiva, o ódio, a mágoa, a rusga, o desdém, o descaso que matam o corpo e alma do homem.

 

Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é Fevereiro... - Ninguém é contra a bebida, que faz parte da festa, do prazer e da alegria, que nascem de uma viva consciência para cantar, louvar, festejar, musicar todas as melodias da existência, todas as vibrações do amor, todos os sons da paz, todos os timbres da ternura, todos os tons do carinho, todos os acordes da solidariedade, todas as harmonias dos corpos e dos sorrisos.

 

Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma - Ninguém é contra nada do que é humano, mas nem tudo é permitido, nem tudo pode ser feito, porque vivemos de convenções, de conveniências, de possibilidades de uma vida social mais aceitável e saudável.

 

Se a única coisa que de o homem terá certeza é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano - Alguns profissionais, por força e opção da própria profissão, deveriam conter-se e não trabalharem bêbados. Por exemplo, há professores que tomam umas e outras para se descontraírem e conseguirem dar aulas; funcionários que tomam outras e umas, exalando um bafo quase que insuportável; alunos que tomam todas e entram para a sala de aula, homens e mulheres que bebem, ou até se drogam para vencer a timidez e se declararem uns aos outros...

 

Passado o carnaval todos colocam as máscaras... - O controle é muito difícil. A bebida não deve ser proibida. Aliás, quanto menos se proibir, melhor! “É proibido proibir!”

 

A vida é um "carnaval" Pena que de vez em "sempre" algumas máscaras caem - O problema, é claro, não é a bebida. O problema são os seus efeitos para os que bebem, até sem controle. Não quero, em hipótese alguma, fazer um tratado sobre os efeitos da bebida, mas, apenas, fazer umas considerações.

 

O inferno é um baile de carnaval no Monte Líbano - A bebida cria uma falsa força impaciente que pode despertar indelicadezas e insolências, injustiças e raivas – características de um mal atendimento.

 

O Carnaval não é invenção do Diabo, como dizem algumas religiões. Talvez seja invenção de algumas religiões, como dizem os carnavalescos! - A bebida possibilita que se sacrifique até o bem-estar, o bem-conviver, descarregando nos ombros dos outros a responsabilidade que deveria ser sua.

 

O Brasil que pula no Carnaval é o mesmo que promove a quarta-feira de cinzas - A bebida se manifesta nos disfarces, nos fingimentos e nas simulações.

 

Carnaval carnaval carnaval, eu fico triste quando chega o carnaval - A bebida, com ares de delicadeza, cortesia, cordialidade, atenção, urbanidade, esconde a agressão, a vingança, a inveja, a violência, a ameaça, o medo...

 

Vida, carnaval: euforia no começo, cinzas ao final - É preciso fazer valer a vontade sincera, leal, firme, robusta de pensar menos em si mesmo e pensar mais na convivência e harmonia com os tantos outros.

 

Se não houvesse carnaval, nem futebol e nenhuma festa que ludibriasse o povo brasileiro, O Brasil já era um país de primeiro mundo - A verdade é que é impossível prestar-se bons serviços a todos, com respeito e consideração, com dignidade e honestidade, sem insinuações e desprezo, quando se está com algumas biritas na cabeça.

 

O carnaval. A festa onde os tabus perdem força e as permissões tornam-se hiperbólicas - Essas mesmas considerações servem para a maconha, a cocaína e outras “cositas” mais!

 

Tem gente que gosta tanto de carnaval que vive o ano inteiro de máscara - A alegria, o prazer, a festa brotam de dentro para fora e não de fora para dentro. Acredito ser tudo isso muito grave, mas deve ser pensado, repensado, analisado por todos. Um aluno, em estado etílico e tendo comportamentos “anormais” tem o direito de assistir às aulas? O professor deve permitir a sua permanência em sala? Um funcionário, um professor, com os mesmos sintomas já citados, devem “bater o ponto” e se apresentarem ao outro, ao aluno, para lhe prestar um serviço? 

 

Não fique triste, o Carnaval existe - Bebida é muito bom, mas não em hospitais, em repartições públicas, em Universidades, na hora de serviço!