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Décio Bragança 21/05/2017
Décio Bragança
deciobraganca@yahoo.com.br
Em questão

Professor Décio Bragança Silva

decio.braganca@uniube.br

 

Nos dias de hoje é bom que se proteja. Ofereça a face pra quem quer que seja.

Nos dias de hoje esteja tranquilo. Haja o que houver pense nos seus filhos - Há tempos, por cobrança de amigos (muitos me querem ver no fogo cruzado ou em fria) queria levantar alguns números dos membros da Câmara dos Deputados e dos Senadores que formam o Congresso Nacional. Entrei em vários sites. Muitos deles quase que criptografados, dificultando o acesso fácil – o que deveria ser praxe. Consegui uma boa síntese feita por Eduardo Militão, jornalista, editor e repórter, publicada em 19 de abril de 2014, às 13 horas, em http://congressoemfoco.uol.com.br. Possivelmente, os dados se referem ao ano anterior – 2013. Portanto, atualize os dados. Vamos aos números:

 

Não ande nos bares, esqueça os amigos. Não pare nas praças. Não corra perigo. Não fale do medo que temos da vida. Não ponha o dedo na nossa ferida - O salário de um deputado Federal era de R$26.723,13; hoje é de R$33.763,00 – mais ou menos o equivalente a 3.800 salários-mínimos. Anualmente, o salário era R$347.400,69; hoje é de R$438.919,00. A esse salário era acrescido o cotão (abaixo vou explicar o que é cotão) de R$35.778,71 perfazendo um total anual de R$429.344,58; o cotão hoje é de R$39.884,31. Acrescente-se a isso o auxílio-moradia, em média de 1.666,67. Acrescente a isso a verba de gabinete que era 78.000,00; hoje é de 92.053,00 com até 25 funcionários. Acrescente-se a isso a ajuda de custo que era de R$1.113,46 e hoje é de 1.406,79.  Acrescente-se a isso ainda outras despesas pagas pelo povo brasileiro, como: passagens aéreas, alimentação, cota postal, combustíveis, consultorias, publicidade, escritórios regionais, assinatura de TV e internet, serviços de segurança, os telefones dos imóveis funcionais e tantos outras cositas, perfazendo o total em média de R$168.662,44 mensais, atualmente – porque pelos dados de Militão era de R$143.847,91 mensais – o que anualmente somaram-se R$1.830.898,01 – isso é o “custo” de cada um. Multiplique-se esse total por 513 deputados – o que dá R$942.250.679,13.  

 

Nos dias de hoje não lhes dê motivo, porque na verdade eu te quero vivo. Tenha paciência, Deus está contigo! Deus está conosco até o pescoço! - A Câmara possui 432 imóveis funcionais destinados à residência dos deputados federais em efetivo exercício. As unidades estão localizadas nas superquadras SQN 302, SQN 202, SQS 111 e SQS 311 do Plano Piloto. Alguns desses edifícios estão interditados para reforma. Do total de imóveis disponíveis, 90% (noventa por cento) das unidades estão ocupadas. São 8,3 milhões com auxílio-moradia para os que não conseguem imóveis funcionais. Orçamento previsto para 2017 do Congresso Nacional = 10,4 bilhões = 28 milhões por dia pelo trabalho de cada parlamentar brasileiro. Se o orçamento da Câmara é de 5,9 bilhões, cada deputado tem o “custo” de 11,5 milhões.

 

Já está escrito, já está previsto por todas as videntes, pelas cartomantes, tá tudo nas cartas, em todas as estrelas, no jogo dos búzios e nas profecias - Se o orçamento do Senado é de 4,5 bilhões, cada senador tem o “custo” de 55,5 milhões – cinco vezes a de cada deputado. O salário de um senador era de R$26.723,13; hoje é de R$33.763,00 – mais ou menos o equivalente a 3.800 salários-mínimos. Anualmente, o salário era R$347.400,69; hoje é de R$438.919,00. A esse salário era acrescido o cotão (abaixo vou explicar o que é cotão) de R$34.684,80 perfazendo um total anual de R$416.217,59; o cotão hoje é de R$39.884,31. Acrescente-se a isso o auxílio-moradia, em média de R$938,27. Acrescente a isso a verba de gabinete que era 82.000,00; hoje é de 92.053,00 com até 25 funcionários. Acrescente-se a isso a ajuda de custo que era de R$1.113,46 e hoje é de 1.406,79.   Despesas médicas são ilimitadas; odontológicas e psicoterápicas até R$2.166,58. Acrescente-se a isso ainda outras despesas pagas pelo povo brasileiro, como: passagens aéreas, alimentação, cota postal, combustíveis, consultorias, publicidade, escritórios regionais, assinatura de TV e internet, serviços de segurança, os telefones dos imóveis funcionais e tantos outras cositas, perfazendo o total em média de R$196.765,00 mensais, atualmente – porque pelos dados de Militão era de R$160.567,13 mensais – o que anualmente somaram-se R$2.035.528,73 – isso é o “custo” de cada um. Multiplique-se esse total por 81 senadores – o que dá R$164.657.827,13. O gasto do Congresso Nacional é superior ao de 108 países, só superado pelos EUA = 2º mais caro do mundo.

 

Cai o rei de Espadas! Cai o rei de Ouros! Cai o rei de Paus! Cai, não fica nada - Eduardo Militão fez em seu artigo citado acima uma comparação entre deputados e senadores concluindo quanto custa cada parlamentar brasileiro.  O Congresso gasta ainda com 1.170 aposentadorias e pagamentos de pensões, perfazendo um total de 164 milhões, com a média de aposentadorias de R$14.100,00 – sete vezes maior do que a média de aposentadorias pelo INSS. Outros números interessantes: um policial do senado ganha 4 vezes mais que a média de um militar do Rio de Janeiro; um garçom que serve cafezinho e água no senado recebe 7 vezes mais que o piso do salário dos professores; o salário de um motorista do Congresso é igual a de um comandante de fragata; os 58 funcionários da gráfica do senado têm o menor salário de R$19.000,00. O pior de tudo: isso é replicado nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores.

 

Essa música de Ivan Lins foi gravada em 1978 - Cota postal = 1.389 correspondências por mês; o uso de celular no Senado é ilimitado; os parlamentares têm o direito de assinar um jornal de Brasília, de São Paulo, do Rio de Janeiro e outro de seu estado de origem; 11 carros à disposição da Mesa Diretora; permissão para o uso da gráfica: 15 mil folhas A$ por mês, até 2 mil de A5, até 4 mil exemplares de 50 páginas por ano, mil pastas suspensas por ano, 2 mil folhas de ofício por ano, 50 blocos de3 100 folhas por ano, 5 mil cartões de visita por ano, 2 mil cartões de cumprimentos por ano, 5 mil cartões de gabinete por ano.

 

REINO ENCANTADO - PARAÍSO TERRESTRE O cotão varia de estado para estado. Na Câmara entre 21 mil a 41 mil por mês; no Senado entre 21 mil a 44 mil por mês. Há uma cota ainda para os líderes e vice-líderes partidários da Câmara. A ajuda de custa substituiu o 14º e 15º salários. Eduardo Militão termina seu artigo indicando a fonte: Congresso em Foco, com base em dados da Câmara, do Senado e de arquivo do próprio Congresso em Foco. Informações atualizadas até 16 de julho de 2014. Diante desse quadro, o que dizer das reformas? Reformas para que? Para quem? A favor de que? Contra quem? Urgentemente é preciso, sim, uma reforma política, de ideias, de consciência, de ética. Reformar para os outros não dói nos próprios calos. Como deve ser bom viver num Reino Encantado!