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Em Questão

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Décio Bragança 14/12/2014
Décio Bragança
deciobraganca@yahoo.com.br
Em Questão

Primeiro eu - Existe no mercado editorial brasileiro, o livro: “Sinergia – fator de sucesso nas realizações humanas” – escrito por Sérgio Lins – publicado pela Editora Campus, para quem quer crescer e desenvolver-se sinergicamente. É um livro de leitura obrigatória para estudantes de Administração, Ciências Contábeis, Economia, Ciência Política, para empreendedores e empresários.

 

Primeiro eu - Na natureza, a sinergia – a soma de esforços - é frequente, espontânea. A sinergia propõe uma realização coletiva, portanto contando com as diferentes possibilidades das pessoas, no caso das organizações; na saúde, no caso do corpo humano.  O sucesso das organizações, salvo raras exceções é conseguido com trabalho e esforços isolados. A sinergia é uma codependência e uma interdependência. Codependência – um existe porque o outro existe. Interdependência – cada um existe isoladamente, mas, por vontade, por opção, para sobrevivência, está ao lado do outro.

 

Primeiro eu - A sinergia é essa magia que ultrapassa qualquer explicação racional, ou lógica. Mais ou menos como acontece no amor: um se encanta pelo outro sem razões, sem explicações mirabolantes. E os amantes ficam fascinados um pelo outro. A sinergia é esse fascínio misterioso de troca de experiências e de vivências. “Preciso de ti, porque te amo” – como propõe Erick Fromm, que entende como falácia: “Eu te amo, porque preciso de ti!”

 

Primeiro eu - Nas organizações e no poder, a sinergia não é natural, nem espontânea, nem frequente. Poderá fazer parte da organização, caso assim as pessoas desejem e combinem entre si. No regime capitalismo em que se privilegia a fama, o sucesso, o lucro, portanto uma visão egoísta da realidade, a sinergia para ter o efeito esperado tem de ser buscada como projeto e meta de vida e de sobrevivência do organismo. Sob esse aspecto, sinergia é comportamento, é atitude. Todos e cada um na organização e no poder tem de desejar esse “encantamento” pelo outro. “Sou-para-os-outros”

 

Primeiro eu - Daí, a importância de as pessoas se conhecerem. Como posso unir-me ao outro sem que o conheça, minimamente que seja? Conhecer, aqui, é amar. Sinergia é amor, sim. Quando as pessoas se unem em busca de um resultado, o mínimo que se espera delas, é a alegria produzida pela própria sinergia – uma força, uma energia em sintonia, em sincronia, em simpatia, em simbiose, em simetria, em síntese, em sincretismo, em síncrise, em sinestesia, em sinfonia, em sinonímia com os outros. 

 

Primeiro eu - A natureza nos dá muitíssimos exemplos de sinergia. Observemos o ar, a água, a terra, as plantas, os animais... Elementos químicos se unem atomicamente para formarem essa infinidade de seres. Ao longo da história do universo, substâncias complexas se organizam e produzem espécies vivas. A humanidade e, por extensão, as organizações sociais e o pode se organizaram diferentemente, porque os seres humanos, através da sua própria história, foi deixando de lado o seu caráter natural, animal, ser integrante, parte da natureza, parte do dono.

 

Primeiro eu - O mal apareceu quando se julgou e se organizou para ser dono de tudo e de todos os seres. De filho de Deus, de filho da natureza, passou a ser um pequeno deus, arrogante e prepotentes, dono da sua mãe, a terra. Isso não é poder – é domínio, dominação – medição de forças brutas e brutais.

 

Primeiro eu - Não é fácil conciliar interesses e intenções dos humanos, porque nas organizações a sinergia não é natural, tem de ser provocada, criada, produzida, gestada. O grande desafio é conectar todas as pessoas entre si, numa mesma organização. Sem confiança e sem espírito cooperativo, sem equilíbrio da diversidade de pensamentos, sem coesão nos interesses comuns, sem tolerância e humildade, não acontece a sinergia – uma força, uma energia magnética que nos atrai sem que possamos explicar. Mas ainda a gente resiste: não quer a sinergia. No mundo capitalista, do jeito que se nos apresenta, confiança e colaboração são palavras proibidas, porque, simploriamente, o que se pergunta sempre é: “Quanto eu levo nessa?”

 

Primeiro eu - A teoria de pecado ensinada por nossos pais e avós é por demais sádica, já que Deus, um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para nos dar a graça do arrependimento e nos perdoar. Deixa-nos livres para pecar e assim Ele para provar sua Misericórdia Infinita nos perdoa. É fundamental reconhecermos nossos pecados! O pecado não é definitivamente trem do capeta, não é ceder à tentação do demônio.

 

Primeiro eu - O pecado, o erro, os desvios de comportamentos são ações exclusivamente humanas, porque é possível que somente o homem tenha consciência deles. A prudência, nesse sentido, talvez seja a maior das virtudes. A prudência consiste em evitar que uma habilidade se fortifique em detrimento a outras, mantendo sempre a harmonia do conjunto humano. A virtude permanece prudentemente entre os extremos.

 

Primeiro eu - A alegria, o entusiasmo, as virtudes que geram o prazer e o encantamento pela vida em plenitude, é um sinal, uma marca do bem, que ao mesmo tempo é um guia, porque nos mostra os nossos próprios fins e objetivos; um estimulante de qualquer ação e atividade; e uma recompensa.

 

Primeiro eu - A dor, a tristeza, os pecados, ao contrário são sinais e marcas do mal, mas que também nos estimulam o melhoramento, nos empurram para a perfeição. A dor, os pecados, poderão ser um freio para todos os atos prejudiciais a nós mesmos e aos outros; poderão ser condições do progresso, do trabalho que servem como analgésicos. Há uma frase famosa, atribuída a Oto Lara Resende “Somos solidários no câncer” – “Mineiro só é solidário no câncer” afirmando e reafirmando que a dor, a tristeza, os pecados, por extensão as doenças e a morte, são laços que aproximam os homens, criando laços de piedade, de compaixão, estimulando até a busca de religião – como refúgio das dores inconsoláveis, dos pecados imperdoáveis, das doenças incuráveis, das tristezas misteriosas.

 

Primeiro eu - Dizem que todos nascemos, por força de herança genética, com inclinações, tendências, perspectivas. A inclinação é um desejo; e como desejo é posterior ao conhecimento, porque não se deseja o que não se conhece. Não podemos conhecer um bem, se não o possuímos de alguma maneira, nem que seja inconscientemente, ou por imaginação. Suponhamos que só haja inclinação para o bem. O bem, as virtudes existem na relação, na convivência, na proximidade que eles têm com a sensibilidade de cada um. Nesse sentido, amar é desejar o bem.

 

DEPOIS VOCÊ - Toda inclinação tem por base o amor à existência. Todos querem conservar a sua existência. Nosso ser é dotado de órgãos próprios para conservar, entreter e desenvolver sua existência. Chega de tanto individualismo! O individualismo é a morte!