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Em Questão

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Décio Bragança 06/12/2015
Décio Bragança
deciobraganca@yahoo.com.br
Em Questão

*OLAKAMIGENOKA - VREDE - As muitas religiões espalhadas pelo mundo criaram e criam muitos símbolos para propor a libertação – mudança de vida. O símbolo mais popular e com o significado mais concreto seja a água, para lavagem do corpo e da alma. Daí, o batismo. Sabemos, por exemplo, como é essencial e importante a ingestão de água, o banho, a lavagem das mãos antes e depois de toda e qualquer atividade humana. Nesse sentido, água é vida, é manutenção da vida – limpeza do corpo e do espírito.

 

*ASOMDWOE – SALMU -  Outro símbolo de muitas religiões é o uso do óleo. Historicamente, o óleo traz o sentido de santificação. Primeiro, a lavagem e a limpeza; depois, a libertação e santificação. Primeiro, a limpeza e a lavagem; depois, a libertação e a santificação. Essa tradição teve início quando Moisés com óleo a cabeça de seu irmão, Aarão, depois de sua reconciliação e entendimento de que Deus é um ser todo-poderoso, onisciente e o0nipresente, imortal e forte.

 

*ITTIMOKLA -  PAQE -  Outro símbolo de muitas religiões é o fogo, desbravador e purificador, devastador e revigorador, representado pelas velas acesas e queima de incenso. A tradição cristã traz a imagem dos três Reis Magos que ofereceram a Jesus na manjedoura ouro, incenso e mirra. O incenso só poderia ser queimado em homenagem aos reis e aos deuses. O interessante desse fato é que foram reis que visitaram o Rei dos Reis, segundo suas crenças e fé. A vela só cumpre a sua “missão” quando acesa, representando luz da fé nos caminhos dos homens.

 

*WAKI IJIWEBISI - FRIEDE - Para alguns teólogos, a vela é composta por três coisas: a parafina, o pavio e a luz. A parafina é o Deus-Pai, criador de todos os seres vivos e não-vivos. Dentro da parafina, o pavio é o Deus-Filho, redentor de todos os pecados e crimes de todas as pessoas de todos os lugares e em todos os tempos. A luz é o Deus-Espírito-Santo, santificador. Daí, o reforço da ideia da Trindade Uma ou da Unidade Trina de Deus. 

 

*SELAM - SALAM – PATZ - Os símbolos e as tradições são objetos de muitos estudos, tendo Carl Jung (1875 – 1961), como maior pesquisador. As pessoas estão e são e vivem sem nenhuma explicação, interpretação ou estudo desses símbolos e tradições, já que a fé é também algo inexplicável e insondável. Palavras não bastam, porque insuficientes para explicações da alma, do espírito. De qualquer maneira, tudo isso nos protege para resistirmos aos apelos do mundo exterior, de fora de nós mesmos, como aconteceu com Adão e Eva – primeiro casal metaforicamente da humanidade.

 

*ASHKHARH – SHANTI – HACANA - Resistir não é fácil. Depois de obesos, quantos de nós tentam fazer dieta? Há maiores satisfações e prazeres do que estarmos de estômagos cheios. Resistir a alimentos também não é uma tarefa fácil, porque a indústria alimentícia nos oferece praticamente tudo pronto. Lembram-se de uma das tentações de Jesus no deserto? Foi-lhe proposto transformar pedras em pão. “Não só de pão vive o homem!” Jesus resistiu. Queremos mais do que alimentos, como nos ensina os Titãs: “Não queremos só comida. Queremos comida e felicidade e prazer.”

 

*MUTENDEN – BAKEA – FRIDN - Claro, a vida é mais do que pão, mais do que comida. Sabemos que um bilhão de pessoas não têm alimentos, não têm acesso à água potável. “Queremos comida e felicidade!” Falta-nos solidariedade e amor ao próximo. Muitos se alimentam (comem) em demasia e outros, muitos outros, não têm o que comer. Quantos alimentos vão para o lixo! A produção de lixo é um problema mundial sério. Consciência social e justiça social não fazem parte de nosso cotidiano e continuamos a produzir lixo.

 

*PARDAMEAN – PAKOJ – SHANTI - “Pão e circo” – proposta de muitos poderosos políticos com base no Império Romano. Barriga cheia e gargalhadas obscurecem a consciência – o que não significa que não devamos nos alimentar. Uma coisa é alimentar-se; outra é a falta de justiça social e desperdício insano. Uma coisa é rir, alegrar-se; outra é a exploração do sexo, de mulheres, via impressa e eletrônica, para nos fazer dar gargalhadas. 

 

*PIS – MIR - PEOCH - Vivemos imersos num jogo de interesses e intenções insondáveis, imperceptíveis. Por isso, muitas vezes, somos enganados e iludidos sem que percebamos, sem que nos sintamos enganados. Somos escravizados, massacrados e punidos sem que nos sintamos assim. Sabedores disso, criam a ciência do marketing e da lavagem cerebral. As técnicas de propaganda e publicidade são tremenda e cientificamente eficazes. Compramos o desnecessário, consumimos inutilidades, estamos cegados pela mediocridade ou mediocrização do mercado. É um crime sem sangue.

 


*HE-PING - PACE - PACI - PAIX - O crime de sangue (assassinato, estupro...) provoca comoção e indignação; o crime sem sangue (corrupção, propina, caixa-dois, evasão de divisas, sonegação de impostos, comissões nas licitações públicas...) provoca até inveja e desejos inconfessáveis. O primeiro é cometido, na maioria das vezes, individualmente; o segundo por um grupo de mau caráter, de lobos vorazes travestidos de cordeiros. Por isso, alguns defendem a tese de quem deve investigar crimes deveria ser a Receita Federal, Estadual, Municipal e não a Polícia Militar, Civil, Federal.

 

*FRED – PACO – VAKACEGU - Ostentação – acúmulo de bens e riquezas incompatíveis com os rendimentos – tem de ser investigada sempre. Quem defende essa tese sabe que basta “trançar” as informações, hoje, eletrônicas. Mas o próprio governo não quer essa investigação, oferecendo jogos e loterias com apostas anônimas, facilitando até a lavagem de dinheiro. Nada mais é anônimo a não ser as “coisas” do governo. Nesse sentido, o governo facilita os crimes sem sangue.

 

*PASENSIYA – RAUHA – VREDE - PAIX - A organização social, política, econômica, escolhida e aceita por todos nós, não consegue separar o joio do trigo, o bem do mal. A coexistência entre esses polos é programada propositalmente, criando brechas imorais na própria legislação. O “demônio” oferece a Jesus poder e glória de todos os reinos do mundo. No Evangelho de Lucas 4,5-7, o demônio diz que todos esses reinos lhe foram dados e por isso dava-os a que ele quisesse. Em outras palavras, o poder e os reinos são demoníacos. Dai a César o que é de César!”

 

*PAZ - FRIEDEN - PYGUAPY - SHALOM - Numa leitura mais apurada, percebe-se no mesmo Evangelho de Lucas, que Jesus chama o demônio de “Príncipe do Mundo”. Claro, o demônio não nos é estranho a nós, homens e mulheres, por isso somos fascinados pelo poder e riquezas, pela fama e o sucesso, coisificados pelas luzes e cores, pelos sons e sabores do capitalismo. Esse fascínio e coisificação são as tentações modernas a que são difíceis de resistir. Por isso, consumimos, consumimos, consumimos, desenfreada e afoitamente.

*a palavra PAZ em vários idiomas.