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Em Questão

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Décio Bragança 28/08/2016
Décio Bragança
deciobraganca@yahoo.com.br
EM QUESTÃO

O JORNALISTA - Acredito que um bom jornalista não queira somente denunciar, mas mudar a realidade, usando sua única arma: a palavra. A palavra sempre provoca mudanças. Assim foi Fabiano Fideles.

 

QUAL É A CAPITAL DO BRASIL? - “Vivemos numa aldeia global” já nos profetizava McLuhan, na década 70. A economia praticamente já está mundializada. E nessa aldeia global importa ser brasileiro, ou javanês ou chileno? Importa a constituição brasileira, ou canadense ou iraniana? Importam os limites geográficos de uma nação? Importa a caracterização do que seja público ou privado? Importa se a capital do Brasil seja Brasília, ou Paris ou Manágua? Importa o mercado interno, ou a economia do mercado, ou o protecionismo de alguns produtos? Importam as desigualdades sociais, ou a liberdade de expressão, ou os princípios da solidariedade? Importa a construção de subjetividades ou tudo tem de ser objetivo? Importa a preservação da individualidade ou a construção de uma coletividade?

 

O APRESENTADOR - Muitos acreditam que os jornalistas só trazem notícias ruins que nos fazem mal. Denunciam as trevas em busca de pelo menos uma luz no fim do túnel. Assim foi Fabiano Fideles.

 

QUAL É A FUNÇÃO DOS ELEITORES? - É momento de muitas promessas. Os eleitores têm o dever e obrigação de exigir o cumprimento das promessas. Não sei quem disse que fazer todos os eleitos têm de fazer. Alguns, claro, criticarão aquilo que fizeram, mas ninguém perdoará aquilo que prometeram e não fizeram. Isso é descaso, desdém, falta de ética e solidariedade, oportunismo, malandragem, sacanagem, desrespeito aos cidadãos.

 

O COMUNICADOR - Um bom jornalista tem de ser otimista, apesar de ter consciência de que vivemos num mar lamas e corrupções. O otimismo traz possibilidades. Assim foi Fabiano Fideles.

 

QUAL É O DESTINO DA HUMANIDADE? - “Outro mundo é possível” Partindo-se do princípio de que tudo é construído socialmente, é possível, sim, a construção de um novo mundo, de um mundo diferentes, com novos homens e novas mulheres. O Humanismo trouxe uma perspectiva depois de momentos de muitas trevas. Privilegiou a razão, trazendo certa autonomia e liberdade de expressão – novidade para a época. Nesse sentido, o iluminismo foi um passo decisivo na busca da verdade, na construção da subjetividade, na opção pelos caminhos de responsabilização, na perspectiva de uma sociedade ética, na organização do Estado, na formulação de conhecimentos e saberes, no desejo de participação de todos nos destinos da humanidade, na concepção do que seja cidadania.

 

O CIDADÃO - O jornalista é o abre-alas. A informação – primeira função do jornalista – gera a formação e conhecimentos que, por sua vez, faz nascer a transformação. Informar para formar – formar para transformar. Assim foi Fabiano Fideles.

 

QUAL É O SERVIÇO DO VEREADOR? - Quem se candidata tem de propor medidas para resolver os problemas da cidade: violência urbana e rural, desemprego, falta de habitação e saneamento, falta de qualidade dos serviços de educação e saúde, concentração de riquezas e terras e bens, transporte público. Os candidatos têm de se apresentar como servidores – servir a todos e cada um. Dias atrás, numa reunião de bairro, as pessoas convidaram um político, um vereador. Ao final, esse político, para se esquivar da solução do problema, disse que aquele não era o seu reduto, que aquele reduto era de fulano de tal. Que absurdo! Ninguém é dono de ninguém. Nenhum reduto é de ninguém. Isso é clientelismo. Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Assim, quem foge do povo, foge de Deus. “E se Deus não existe, tudo me é permitido. Até roubar, corromper, matar, estuprar” – assim nos ensinou Jean Paul Sartre.

 

O EMPREENDEDOR - Ninguém nasce pronto, acabado. Nesse sentido, viver é construir-se, fazer-se. Para tanto, nunca se perde a esperança que mata ou esteriliza os sonhos, os ideais, a utopia. Daí a importância da comunicação. Assim foi Fabiano Fideles.

 

QUAL É A SUA RESPONSABILIDADE? - Os estudiosos afirmam que o passo mais importante foi a mudança radical do geocentrismo para o heliocentrismo. O planeta Terra, porque nele o homem – imagem e semelhança de Deus – era considerado o centro do universo e que “o homem, porque Rei da Criação, era a medida de todas as coisas”. Tudo, absolutamente tudo, existia, por isso, em função do homem e de seu planeta. Com o heliocentrismo, veio a certeza da fragilidade da Terra e de seus habitantes. Essa fragilidade impôs uma nova maneira de ver o mundo, as pessoas, os seres vivos e não-vivos. Essa fragilidade trouxe mais responsabilidade para os homens que têm de construir uma nova sociedade que deixa de ser teocrática, absolutista, antropomórfica, dependente das benesses do rei-homem ou de Deus.

 

O NACIONALISTA - Viver sem deixar uma marca não é viver. As marcas deixadas por Fabiano Fideles jamais serão apagadas, porque estigmatizadas em sua obra, no corpo e na alma.

 

QUAL É O MODELO DE DEMOCRACIA? - Teoricamente, política existe para praticar a justiça e a solidariedade, a ciência e a sabedoria, a fé e a transcendência, o serviço e o trabalho, a comunicação e o amor a todos, respeitando a diversidade e a pluralidade cultural, a esperança e o futuro. Em outras palavras, trazer o destino nas mãos.

 

O UBERABENSE - Um bom jornalista é os olhos dos que não veem, é a voz dos que não falam, é o alimento dos que não se alimentam, é os ouvidos de quem não ouve. Assim foi Fabiano Fideles.

 

QUAL É O DEVER DO PREFEITO? - Os ideais gregos – Bem, Verdade e Beleza – vira e mexe voltam à tona nos meios acadêmicos e científicos. Quando não se consegue avançar em muitas pesquisas, saberes, conhecimentos, sempre se apela para a responsabilidade e ou culpa de Deus, considerando-o como Criador Absoluto, Senhor de tudo e de todos. “Cai uma folha...” Quando não se consegue compreender a maldade humana, o aparecimento de doenças, a construção de uma sociedade injusta, apela para a responsabilidade e ou culpa do Estado, considerando-o um mau cumpridor de deveres. Nesse sentido, evoluímos muito pouco, porque sempre estamos esperando as benesses de Deus e do Estado.

 

QUAL É A MINHA RESPONSABILIDADE? - Em outras palavras, não conseguimos separar, romper, determinar os limites entre a fé e razão. Também não sei se é importante ter bem claro esses limites, como querem e insistem os feitores de ciências – teoria de causas e efeitos. Não conseguimos perceber e distinguir os caminhos que nos levam à objetividade ou ainda com se constrói a intuição e a dedução. Qual a importância do pensamento intuitivo? Qual a importância do pensamento dedutivo? Será mesmo que existem só esses dois tipos de pensamento ou haverá uma fórmula única de pensar? Acredito que se perde muito tempo na tentativa de classificar, delimitar as ciências – um exercício puramente acadêmico.