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Em Questão

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Décio Bragança 04/09/2016
Décio Bragança
deciobraganca@yahoo.com.br
EM QUESTÃO

Já raiou a liberdade - Gastou-se muito tempo para definir o que é estatística, o que é biologia. Hoje, temos a ciência bioestatística. E assim a bioética, a mecatrônica, a bioquímica, a físico-química... Em outras palavras, tudo foi fragmentado para depois ser tudo novamente unido. Daí também a discussão inútil acadêmica de separar a alma do corpo, o espírito da matéria. Vale até a pena cada um se perguntar: o câncer, por exemplo, é uma doença do corpo ou da alma?

 

No horizonte do Brasil! - Os caminhos por que passam os critérios científicos privilegiam a razão – senhora absoluta de nossas escolas. Pode a razão controlar a vontade, o desejo? Pode a fé controlar a vontade, os desejos? O problema persiste, porque se parte do princípio de que a intuição nos conduz a muitos erros que só poderiam ser corrigidos pela dedução. A ciência com seus critérios racionais e objetivos e dedutivos e estatísticos separou o homem da natureza. Entendeu que o homem – rei da criação – senhor de tudo e de todos – a medida de todas as coisas – tem o direito de dominar, domar, explorar a natureza.

 

Brava gente brasileira! - Hoje, há um esforço tremendo para unir as ciências humanas. Houve, na realidade, um avanço em progressão geométrica das ciências da natureza: 1 – 2 – 4 – 8 – 15 – 32 – 64... e um avanço em progressão aritmética das ciências humano-sociais: 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7... Se entendermos cada um desses momentos como etapas, percebemos que a etapa 7 das ciências da natureza corresponde à etapa 7 das ciência sociais. Essa progressão diferenciada aconteceu por causa do racionalismo – acesso à verdade, do positivismo – acesso à objetividade, do materialismo – acesso à experimentação e à comprovação, do capitalismo – acesso aos bens.

 

Longe vá temor servil - “Em busca do Paraíso Perdido – ou “A volta ao Éden” depende do avanço das ciências humanas e sociais. A palavra humanização é a palavra da moda. Fala-se em humanização em todos os setores: hospitais, escolas, empresas, famílias, governos, instituições, corporações, comércio... Quer-se a reconstrução da subjetividade, entendendo o homem como um ser relacional, um ser de escolhas e opções, integrado porque “parte” de um “todo”, independente e dependente, codependente e interdependente. Subjetividade compreende interiorização, vontade, desejos, prazer, liberdade.

 

Ou ficar a Pátria livre - Há alguns que associam a ideia de racionalismo, dedução, positivismo à construção do que seja masculino; subjetivismo, humanismo, intuição sensibilidade do que seja feminino, nesse sentido, muitos preveem que haverá fatalmente a feminilização da humanidade, da sociedade, das relações sociais. Assim foi construído o machismo – o que para alguns é o falocentrismo – o falo como centro de todas as coisas e de tudo. É uma tarefa difícil entender uma nova sociedade, uma nova comunidade e humanidade que não seja falocêntrica. Dizem até que o machismo está muito mais presente nas mulheres. Em outras palavras, há mais homens lutando pela feminilização da sociedade do que mulheres.

 

Ou morrer pelo Brasil - O destino da humanidade necessariamente pala pela ruptura e pela desconstrução da bipolaridade: machismo e feminismo, dedução e intuição, objetividade e subjetividade, naturalismo e humanismo, corpo e alma, matéria e espírito, física e metafísica, humano e divino... A percepção de que tudo tem relações com tudo é uma postura revolucionária, inovadora, provocativa, libertária, utópica. Esse binarismo, essa dicotomia, essa bipolaridade também é uma construção social, atendendo ao jogo de intenções e interessa de alguns para manter as coisas como estão – ideologia do poder.

 

Parabéns, ó brasileiros! - Votar é um dever cívico, porque é um exercício da liberdade que deveria vir acompanhada de responsabilidade. Queiramos ou não, o voto é uma espécie de procuração e ninguém faz ou dá uma procuração para um bandido, ladrão, safado, sacana. A procuração dá ao eleito poderes para agir em nosso nome, em nome do povo, em nome das pessoas. Poucos ainda, infelizmente, sabem para que serve um prefeito, para que serve um vereador. O que é um poder executivo? O que é um poder legislativo?

 

Já, com garbo juvenil - Um prefeito é servidor do povo, por isso tem a obrigação de prestar bons serviços, os serviços básicos às necessidades de todos e de cada um. Um vereador – também servidor do povo – tem de exigir essa boa prestação de serviços do prefeito. Isso para dizer que são as eleições que definem os rumos de uma cidade, já que prefeito e vereadores não trabalham para si mesmos, mas, em tempo integral, para o povo. Política é a ciência das relações sociais, porque embasada no bem-comum, no bem da comunidade.

 

Do universo entre as nações - Cada cidadão tem de lutar pela vida, contra todas as desigualdades sociais e violências, contra todas as formas de discriminação e intolerância, tendo sempre em vista a dignidade humana, tendo como ponto de partida e ponto de chegada os direitos e os deveres humanos e sociais. Para tanto, participar das eleições é importante. Os candidatos eleitos, tanto o prefeito quanto vereadores, representam o povo, todas as pessoas da cidade. Nesse sentido, os eleitores são também importantes, porque devem eleger, devem votar pela comunidade, por todas as pessoas da cidade.

 

Resplandece a do Brasil - Comprar ou vender votos é comprar ou vender a própria dignidade, aceitando favores e benesses, garantindo seus próprios interesses e intenções. Um corruptor não corrompe a todos. Ele escolhe quem poderá ou aceitará ser corrompido. As tentações são muitas, mas resistir é preciso. Cada um de nós faz também a sua história, ocupa seu lugar na sociedade, mas que também luta pelo espaço de tantos outros, diferentes e vários. 

 

Do universo entre as nações - O horário gratuito nos meios de comunicação, no mínimo, demonstra o grau de maturidade dos candidatos e sua maneira de pensar o que seja, principalmente, bem comum. O horário gratuito não garante a igualdade de condições entre os candidatos, mas já é um passo decisivo para se chegar ao financiamento público de campanhas, que não pode ser um produto de marqueteiros, que escondem os desvios de conduta, as máscaras, a inconsistência democrática e política, as fragilidades, as fraquezas dos candidatos. Os candidatos são apresentados como salvadores da pátria. Abaixo os marqueteiros!

 

Resplandece a do Brasil - Infelizmente, os candidatos representam um partido ou uma coligação partidária, tendo sempre em vista uma possível governabilidade para o prefeito eleito. No fundo, isso não é democracia, porque em todas as cidades do país os prefeitos não têm oposição. Executivo e legislativo são de uma mesma coligação. Por que a eleição dos executivos tem de ser no mesmo dia da dos legisladores? Por que não se elegem num primeiro momento os executores: presidente, governador e prefeitos? E dois anos depois os legisladores: senadores, deputados federais e estaduais e vereadores? Os legisladores poderiam ser até o termômetro de aceitação ou não dos executores! Ganha-se maioria no Senado, na Câmara federal, estadual, municipal caso o Executivo seja bem avaliado pelos eleitores.