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Em Questão

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Décio Bragança 20/10/2013
Décio Bragança
deciobraganca@yahoo.com.br
Em questão

In principio creavit Deus caelum et terram
Os cientistas estão tentando reproduzir o Big Bang – a criação do universo que aconteceu há quase 14 bilhões de anos. Os panteístas, muito mais espiritualizados ou loucos, já entenderam a criação do universo há, pelo menos, mil anos. A chamada “partícula de Deus” – único ser possível - se explodiu, derramando-se em tudo o que passou a existir. A ideia partiu da observação da semente. A semente se explode e nasce uma grande árvore de 20, 30, 50 metros. E onde estava essa árvore imensa? Ora, dentro da semente. O próprio Jesus, quando esteve por aqui, deu-nos muitas lições maravilhosas usando como exemplo a semente. Nesse sentido, a partícula de Deus é a semente. Nesse sentido, Deus se pariu, parindo tudo o que existe. Assim aconteceu e acontece com todas as formas de vida. A mãe pare – se explode – deixando-se no filho, que era apenas uma única célula, um único ovo. Nesse sentido, o filho é a mãe, o filho é o pai, a mãe é filho, o pai é o filho.

terra autem erat inanis et vacua et tenebrae super faciem abyssi
Os povos antigos, ditos selvagens ou não civilizados, adoravam o sol, a lua, a terra, as plantas que são o próprio Deus. Tudo está, esteve e estará no ÚTERO DE DEUS. Vou começar a reflexão de hoje, transcrevemos trechos bíblicos e, ao final, você saberá o porquê. “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. O Verbo estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio do Verbo.” (João 1:1-3). Vamos, agora, lá para o primeiro livro da Bíblia, com algumas interferências minhas: “No princípio, Deus criou os céus e a terra” Em outras palavras: Grávido de si mesmo, Deus pariu a Terra e os Céus. “Não sou que vivo, mas é Cristo que vive em mim.” A Terra é Deus, os céus é Deus, Deus é a Terra, Deus é os céus.

et spiritus
Dei ferebatur
super aquas

O nosso Planeta nasceu – foi parido por Deus – há 13 bilhões e 700 milhões de anos, numa grandessíssima explosão, a que os cientistas chamaram-na de BIG BANG. Uma fagulha, uma pequena gota de muita e pura energia, infinitamente densa, compacta, extraordinária quente, entrou num processo de esfriamento inexplicável e, em frações de segundos, tudo vai se formando neste planeta chamado de Terra. Num processo de desagregação, de quase libertação, a expansão daquela partícula, daquela gota, daquela fagulha se acelerou também de forma extraordinariamente inexplicável. Matéria e antimatéria se criavam, se desavinham, se matavam, se aniquilavam em forma e com a força e velocidade da luz, restando apenas 1 bilionésima parte da matéria que existia. Tudo ainda está coberto de muitas incertezas e mistérios, desafiando a todos os cientistas. Com a idade de apenas 3 minutos – três minutos após o Big Bang - 10% do hidrogênio se transformou em hélio, formando um ambiente transparente, translúcido, terrivelmente iluminado. Imaginemos uma escuridão absoluta e uma única lâmpada fortíssima acesa, ofuscando a nossa visão. Para nós, claro, só existiria a luz, impedindo a percepção de qualquer outra coisa que não fosse a luz. Sob o ponto de vista científico, essa luz não permitia a combinação, a concentração, a aglutinação da matéria, permanecendo assim por mais de 400 mil anos. E tudo isso estava no útero de Deus.

dixitque Deus fiat lux et
facta est lux

Inexplicavelmente a temperatura dessa luz baixou para 3 mil graus centígrados e o plasma ficou neutro, em forma de átomos. Vou buscar ajuda:  http://www.plasma.inpe.br/LAP_Portal/LAP_Sitio/Texto/Diversidade_de_Plasmas.htm O plasma é chamado o quarto estado da matéria, segundo William Crookes, em 1879. O plasma possui todas as propriedades dinâmicas dos fluidos. Com partículas livre, os plasmas conduzem eletricidade, por isso geram ou sofrem a ação dos campos magnéticos, levando ao que se chama de efeito coletivo – o movimento de cada partícula dos plasmas é influenciado pelo movimento das demais. Quando a matéria está em forma de plasma, a temperatura é tão elevada que a agitação térmica de seus átomos é enorme, sobrepondo a força que mantém unidos ao núcleo os prótons, nêutron e elétrons. Os cientistas estimam que cerca de 99% de toda a matéria existente no universo esteja sob a forma de plasma, que possui elétrons capazes de mover-se livremente, por isso ótimo condutor de eletricidade e calor. Há assim uma corrente elétrica dentro do plasma que gera um campo magnético, segundo a Lei de Ampére, podendo causar a emissão de ondas eletromagnéticas. O céu tornou-se transparente é escuro, como ainda o é hoje. E tudo isso estava no útero de Deus.

et vidit Deus lucem quod esset bona
A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia. Grávido, Deus pariu a Noite e o Dia. A Noite é Deus, o Dia é Deus, Deus é a Noite, Deus é o Dia. Por causa da gravidade de toda matéria, os gases se condensam, formando um amontoado denso, complexo e compacto de matéria. Depois de 200 milhões de anos de escuridão absoluta – era das trevas – formou-se a primeira geração de estrelas que passaram a iluminar novamente o universo. Também as estrelas, por causa da gravidade, se aglutinaram e formaram as galáxias. Espetacularmente, átomos menores se fundem nos maiores. As grandes estrelas começaram a formar o oxigênio; as médias começaram a formar o carbono e o nitrogênio. Há 2 bilhões de anos, o universo já estava repleto de átomos biogênicos. Há 5 bilhões de anos, a tabela dos elementos químicos já estava completa, como a conhecemos hoje. E tudo isso estava no útero de Deus.

et divisit lucem ac tenebras
Átomos começaram a formar moléculas, sendo a água uma das mais abundantes e mais antigas. Há 4 bilhões e 460 milhões de anos, bem na periferia da Via Láctea, estava acontecendo a condensação, aglutinação, compactação de gases, formando uma grande nuvem e poeira, até aparecer uma grande estrela a que chamamos de SOL, rodeado de planetas. Dentre eles, um planeta muito pequeno (veremos mais adiante) e rochoso, situado na zona de água líquida a que chamamos TERRA. Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, e separe ele umas das outras”. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento daquelas que estavam por cima. E assim se fez. Deus chamou ao firmamento CÉU. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o segundo dia. Grávido de si mesmo, Deus pariu o Firmamento e os Oceanos. O Firmamento é Deus, os Oceanos é Deus, Deus é o Firmamento, Deus é os Oceanos. 
Na próxima semana, vamos continuar falando dos panteístas.