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Em Questão

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Décio Bragança 29/12/2013
Décio Bragança
deciobraganca@yahoo.com.br
Em questão

Acabou mais um ano. Novo ano se aproxima. E o que isso traz de novo? Principalmente traz a esperança. Nascemos como tudo nasce: bem pequeno, depois engatinhamos, balbuciamos as primeiras palavras, andamos, caímos, firmamo-nos e afirmamo-nos. Temos muito mais coisas para agradecer. Quanta oportunidade de trabalho! Quanto amor acumulado! Quanta justiça reparadora! Quanta fé realizada! 

Construção
de um mundo melhor

Neste ano que termina, sabemos que Uberaba é um dos mais importantes polos de ensino superior do interior brasileiro. Hoje, com 66 anos, a Universidade de Uberaba se coloca como uma das mais importantes e bem conceituadas instituições de ensino das regiões Sudeste e Centro-Oeste brasileiro. Está entre as dez maiores da rede privada no Brasil, em número de alunos matriculados, nas modalidades presencial e a distância. Agradeço ser parte dessa história e a oportunidade de trabalhar. 

Somos construtores
de um mundo melhor

Neste ano que termina, talvez tenhamos sentido alguns momentos de solidão, percebendo a paz um pouco distante de nós. Sempre encontramos alguém para torcer por nós, vibrar com a gente, partilhar a dor e sofrimento. Sempre encontramos alguém para sonhar conosco, colocando mãos sobre mãos, amparando-nos e protegendo-nos. Agradeço todas as mãos, os ombros, o colo, o aconchego dessas pessoas.  

Outro mundo
é possível!

Neste ano que termina, talvez tenhamos entendido que somos construtores de nosso destino e de nossa história. De certa maneira, a corrupção foi punida, livrando-nos dos falsos amigos do povo, principalmente dos mais pobres e necessitados, que são craques em iludir, enganar, prometer, mas não promovem a vida e a paz. O povo saiu às ruas como forma de resistência – uma maneira de dizer NÃO a tudo que não nos leva à verdade, ao bem e à beleza. Agradeço ter sido parte dessa resistência.

Os caminhos
da paz

Neste ano que termina, talvez foram colocados alguns obstáculos no caminho da paz, com ameaças de guerras, de muitos soldados nas ruas no mundo inteiro. Muitos sentiram o medo da morte e outros se esqueceram de Deus ou criaram um novo bezerro de ouro para adorarem: o sucesso, a fama, o dinheiro, as riquezas e o poder. Nem sempre os que foram eleitos para nos servir, serviram. Agradeço a lucidez e a diplomacia de alguns políticos, a sensatez e o dinamismo de outros, na busca de reatamento dos interesses e intenções de todos os povos.  

Sonhemos o impossível
Neste ano que termina, talvez tenhamos experimentado o sentido da colaboração e parcerias, da acolhida e inserção de todas as pessoas na busca do desabrochamento e semeadura da consciência social, traduzida na justiça e equilíbrio, cordialidade e sonhos. Agradeço a oportunidade de ter sonhado o sonho de muitos. 

O amor que
salva e liberta

Neste ano que termina, talvez alguns não tenhamos experimentado o amor de familiares e amigos. Ainda há muitas discriminações e testas franzidas, narizes torcidas, braços e corações armados. O amor que traz a paz começa com a aceitação e reconciliação consigo mesmo e depois, como numa grande explosão, atinge as pessoas mais próximas e depois até as mais distantes. O amor é capaz de superar tensões e contradições e conflitos para manter uma comunhão possível e uma tolerância desejável. Agradeço profundamente o amor incondicional de meus familiares e de meus amigos. 

Irmão sol
e irmã lua

Neste ano que termina, como caracóis, alguns esconderam o amor dentro de si mesmo, mas outros o fizeram explodir. Como há amores secretos, também existem ódios escondidos. O mais importante foi que, em todos os dias, o sol brilhou, trazendo luz e energia, a lua clareou o amor e a paixão por todos os seres vivos e não vivos, por todas as criaturas. Agradeço o incêndio produzido no meu coração que se irradiou em algumas atitudes e comportamentos, em realização de algumas ações importantes. 

Seres da solidariedade
Neste ano que termina, quase que um balanço de história, houve ofensas e rancores, mas aconteceram abraços de reconciliação e novo ânimo para viver, conviver e sobreviver. A solidariedade e a sinergia, a compaixão e força venceram amarguras e ressentimentos. A sinergia faz de novo o coração pulsar no ritmo do universo e no ritmo de outras pessoas e de cada pessoa. Nessa sinfonia de ritmos, diversos e convergentes, o coração de Deus se fez presente. Agradeço a fé e transcendência. 
  
Somos cúmplices
Neste ano que termina, talvez passamos pela provação de sede de justiça, de compreensão e de tolerância, uns com os outros. As nossas estrelas-guias que iluminam as nossas vidas não se apagaram. Provamos o gosto amargo da verdade, a coragem de descobrir os próprios erros, a busca permanente de luz e de paz, a solidariedade e a cumplicidade com todos na busca de novos projetos de amor, com generosidade e alegria.  Somos construtores de um mundo melhor. Outro mundo é possível! Que todos sejamos muito felizes! Que o próximo ano seja muito melhor do que todos os anteriores.