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Fabiano Fideles

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Fabiano Fideles 15/03/2015
Fabiano Fideles
jjura2@terra.com.br
Fabiano Fideles

Acareação
Somente uma acareação entre Borjão e Paulo Piau poderá acabar com o "disse me disse" a respeito da suposta propina recebida por vereadores para aprovar a construção de cemitério na cidade. Classificada como "perda de tempo pelo prefeito", a afirmação de Borjão é extremamente grave, precisa ser apurada e, se confirmada, os possíveis implicados, cassados. Essa denúncia não pode ser ignorada pela Comissão de Ética da Câmara ou varrida para debaixo do tapete. Vamos acompanhar...

Devendo
à cidade

Existe uma sensação no contribuinte onerado por pesados impostos de que o Legislativo municipal custa muito e produz pouco. Faltam leis efetivas que impeçam a instalação de bares com venda de bebidas e jogos junto a escolas. Faltam ações que atendam às demandas do povo, como a sempre adiada obra de passagem da av. Claricinda. Existe uma irritante tolerância com "carros-bombas" que enlouquecem os cidadãos com sons nas alturas. Um Legislativo efetivo e atuante somente existe quando suas ações são percebidas pela população. E isso, nossos vereadores estão devendo. O resto é retórica protocolar...

Quanto custa?
Na maioria dos Estados americanos e países europeus, os conselhos municipais constituídos por voluntários patriotas são os verdadeiros fiscalizadores e representantes do povo junto ao prefeito. Em Estados que ainda possuem vereadores, o município pouco gasta, pois o trabalho é voluntário. No Brasil, os "duodécimos" faraônicos estão propiciando mordomias e gastanças desproporcionais. Enquanto o prefeito de Londres vai trabalhar de bicicleta para não onerar o contribuinte, Fusions, Azera e assemelhados, pagos pelo exaurido contribuinte, são usados pelos edis de todo o Brasil. Isso precisa acabar...

Birrinha
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ameaça jogar a toalha e renunciar se o ajuste fiscal proposto e aprovado por Dilma sofrer novas alterações. Esse dublê de ministro fez, até agora, o que qualquer aprendiz de economia faria. Aumentou impostos, preço da energia e fez o dólar disparar nas alturas. Agiu no varejo, sem meter o dedo na ferida da gastança do governo com 39 ministérios e mais de 120 mil cargos arranjados para petistas. De perfil tímido e introspectivo, sua repulsiva tibieza não permitiu exigir a redução de 50% dos ministérios ou a demissão de pelo menos a metade dos "companheiros" dependurados na teta do governo. Transferiu a incompetência do governo para o povo pagar. Tomara que não seja mais um boneco de ventríloquo da presidente.

Agonizantes
Sanatório Espírita e outras instituições de utilidade pública estão agonizando por falta de dinheiro. A crise do Sanatório é praticamente motivada pelo garroteamento do SUS, que remunera a diária hospitalar com pouco mais de R$ 50,00, enquanto cada paciente custa o dobro. Desse jeito, a conta não fecha. Recentemente, o prefeito aumentou a ajuda ao Sanatório, porém, muito aquém da real necessidade da instituição. A população já sacrificada com elevados impostos e taxas faz a sua parte, mas também é insuficiente. Falta efetiva ação de nossos políticos, deputados estaduais, federais e vereadores em, com união de esforços, buscarem solução definitiva para essa agonia. Vamos continuar cobrando...

Inveja
Quem viaja pelo sul do Brasil ou cidades serranas de São Paulo, fica inebriado com o cuidado e beleza das praças municipais. Cada uma mais florida e ajardinada que outra, refletindo o carinho de seus administradores para com o povo. Cidades pequenas, médias ou grandes retratam, na beleza de suas praças, a cultura de um povo exigente, que sabe receber e encantar o visitante.

É matar
de inveja...
Uberaba possuía lindas praças, pareciam cartões postais arborizados, com bancos confortáveis, anatômicos, verdadeiros refúgios e orgulho dos uberabenses. Nas últimas administrações, os jardineiros foram retirados, as praças, degradadas e abandonadas como filhas bastardas de pais desnaturados. Vez por outra, um pelotão de capina passa pelo local e faz uma varredura "meia boca". Porém, a praça continua feia, desmazelada, sem flores, sem jardinagem. Apenas os bancos (quebra espinhas de idosos) lisos, frios, sem o conforto do espaldar, continuam solitários, vazios, ausentes de zelo e capricho. É matar de inveja quem viaja...

Como produto
Alguns religiosos inescrupulosos, na contramão do evangelho e de maneira irreverente, tratam Jesus como produto de consumo. Pastores, pregadores e padres midiáticos utilizam a biografia de Jesus para tungar o pobre crente. Verdadeiros castelos são construídos como morada de Deus, fortunas pessoais e vidas nababescas desses falsos profetas são propiciadas pelo dízimo suado de seguidores. Nos Estados Unidos, igrejas são tratadas como empresas; padres e pastores pagam todos os impostos, inclusive o IR. Por que não no Brasil?  

Desidratada
Especula-se, em Brasília, sobre a eficiência do regime alimentar seguido por Dilma. Afinal, foram 25 quilos perdidos em pouco mais de 40 dias. Uma façanha! Assim como Lula, Dilma venceu um câncer recentemente. Seu rosto pálido e aparência cerática parecem exteriorizar o pedido de socorro do próprio corpo. Todo cuidado é pouco...

Togado desonesto
Afastado do Judiciário por utilizar um porsche de Eike Batista, o juiz federal Flavio Ribeiro Souza confessou o roubo de mais de um milhão de reais apreendidos em ações criminais. Juiz ganha verdadeiras fortunas, possui regalias e privilégios impensáveis por qualquer alto executivo e ainda rouba. Certamente, sua maior punição será a aposentadoria compulsória, com todos os vencimentos e privilégios garantidos. Só no Brasil...

O bicho vai pegar....... 
O clima de fim de festa do governo Dilma parece contaminar toda a nação. O tiroteio e desgaste vêm de todos os lados. Além da investigação do maior escândalo de corrupção do planeta, que está colocando em pé de guerra os presidentes do Senado e Câmara contra o Planalto, o governo mostra-se incapaz de reagir e enfrentar a crise econômica gerada por ele próprio. Haja saúde...

Brasil, pátria educadora
Estudantes sem transportes, faltam medicamentos em hospitais, insumos em laboratórios de pesquisas, falta tudo nas universidades federais. A crise nas universidades se agravou depois do corte de um terço das verbas mensais autorizadas pela presidente Dilma. Me engana que eu gosto...

Economia
Em época de intensa volatilidade de mercados e moedas, o melhor a fazer é nada fazer. Quem tem dinheiro na poupança ou fundos, mantenha até a tempestade passar. Bolsa, fique longe. Dólar atingiu patamar especulativo de R$ 3,24; no turismo, chegou a ser negociado a R$ 3,68. Portanto, não compre, pois tudo indica que o governo terá de intervir no câmbio. Caso contrário, a inflação explodirá a níveis estratosféricos.