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Fabiano Fideles

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Fabiano Fideles 29/11/2015
Fabiano Fideles
jjura2@terra.com.br
Fabiano Fideles

SAÚDE UBERABA!

É coerente a posição do Ministério Público de Uberaba, através de seus promotores ligados à defesa da Saúde e do Patrimônio Público. Constitucionalmente, a Saúde Pública é dever do Estado e dos municípios. Uberaba terceirizou este serviço nas Unidades de Pronto Atendimento e pretende fazer o mesmo com o Hospital Regional. O tema é polêmico. O Tribunal de Justiça, numa sentença maluca, condenou o município por haver “terceirizado a saúde”. Na verdade, as UPA’s são apenas parte do sistema de saúde... Claro que o município vai recorrer e as chances de reverter a sentença são altas.

 

ANACRÔNICO

O problema é tão antigo quanto a corrupção. Um funcionário terceirizado, que ganha dois salários por mês, se trabalhar de forma errada, vai para a rua de imediato. Já um barnabé, concursado, titulado, quinquenado, etc... se atender mal, continua ganhando seus dois salários todos os meses. E não está nem aí! Quem já tentou exonerar um sujeito desses, através de processo disciplinar, sabe o quanto é difícil! Os chamados “programas de meritocracia” são difíceis de serem implantados e, mesmo assim, possuem um tipo de prazo de validade para funcionar... Depois de certo tempo, “esfriam” entre o funcionalismo.

 

VERGONHA

Mas, a grande ironia do que estamos vendo em Uberaba vem da Câmara Municipal, através de alguns dignos vereadores. Em apoio ao Ministério Público, vários desses senhores marcharam, em comissão, para o Foro, dando pleno apoio aos promotores na luta pelo fim da terceirização. “As filas só aumentam, o atendimento piorou”, bradam eles. Mas, no escurinho, longe da mídia, correm afoitos a seus telefones e encaminham centenas de pedidos diários à Secretaria de Saúde, para que seus protegidos sejam atendidos com primazia. Furam, à noite, a fila que eles mesmos criticam durante o dia... Uma vergonha!

 

DINHEIRO

O que ocorre com a Saúde Pública em Uberaba é o mesmo que no resto do país. O SUS atrasa, não paga e, quando o faz, paga mal... Os municípios não conseguem ampliar os recursos para a saúde, os funcionários são mal remunerados, os médicos atuam de má vontade... Enfim, só mesmo uma administração com muita criatividade, muito empenho pessoal e muita autodoação consegue superar tantos problemas. Sem esquecer que ainda existem os da Segurança, os do Trânsito e Transporte Público, os da Educação... Até hoje, ninguém sabe se somos assim porque o país é de terceiro mundo ou se o país é de terceiro mundo porque somos assim...

 

TREMENDO NA BASE

 Ninguém quer perder seu lugar na gaiola de ouro da rua Vigário Silva

Existem, na Câmara Municipal, vereadores que transforaram suas funções em cargos permanentes. O país está vivendo um período de mudanças radicais em toda a política. Mesmo assim, os vovôs da Câmara Municipal já estão por aí rodando a cidade, fazendo aquelas visitinhas falsas em busca de suas reeleições. O que eles menos querem é perder seus luxuosos gabinetes na gaiola de ouro da rua Vigário Silva.

 

PANE GERAL

A prisão de Delcídio Amaral, líder do governo no Senado, deixou o país ainda mais à deriva do que se encontrava. Informações de Brasília diretamente para a coluna dão conta de profundo abatimento que caiu sobre principais ministros do país. Homem de muitas manobras e articulações, Delcídio não teria o desplante de buscar, sozinho, sem nenhum respaldo, o silêncio de Cerveró e cabulações de votos no STF... E é aí que o nó se aperta. Se tinha respaldo, seria de quem?

 

ENSURDECEDOR

Mais Brasília: era nítido o desconforto de diversos parlamentares, deputados e senadores, quando flagrados pelas câmeras de TV, durante a sessão do Senado que homologou o mandado de prisão de Delcídio exarado pelo STF. O próprio presidente da Casa, Renan Calheiros, demonstrava-se assustado com a sucessão de acontecimentos. Também não passou despercebido o constrangimento de Aécio Neves. Este último, aliás, desde o aprisionamento do “príncipe dos empreiteiros”, Marcelo Odebrecht, caiu num mutismo francamente ensurdecedor!

 

NATAL CHUÉ

Black Friday, Weekend Friday, Liquitudo... Bem que os comerciantes estão tentando, mas as perspectivas continuam nubladas. Infelizmente, 2015 irá para a história da economia nacional como o ano de um dos natais mais chués do país... Em Uberaba, apesar de todos os pesares, a confirmação do pagamento do 13º salário do funcionalismo público e o grau de estabilidade da maioria das indústrias, a situação será um pouco menos tenebrosa do que se espera para milhares de cidades brasileiras.

 

MAIS UM !

Deve existir alguém, não é possível, que possa dar uma orientação aos técnicos que norteiam o trânsito de Uberaba. Na quinta-feira, em plena hora do rush, os motoristas locais, mal refeitos de semanas de interdição da Santos Dumont, deram de cara com a interdição da rua São Sebastião, abaixo da Major Eustáquio... E naquele local, o motorista só tem uma alternativa... virar à direita! Nada contra se fazer obras... mas, alguém precisa fazer estudo prévio, criar indicadores e oferecer opções a quem trafega. É simplesmente irritante esta situação em Uberaba!

 

MONOPÓLIO

Por falar em irritação, a empresa responsável pela geração e distribuição de energia elétrica em Minas Gerais, Cemig, tem usado e abusado do monopólio que desfruta neste setor. Provando que onde não há concorrência o consumidor sai prejudicado, a empresa continua operando em total desprezo à população. Interrupções de energia para troca de transformadores ou simples manutenção da rede são realizadas sem prévio aviso. Emissoras de rádio saem do ar, geladeiras são desativadas... e, ao uberabense, resta ir queixar-se ao bispo! O descaso é imenso e, agora, com a mudança no Governo do Estado (e na diretoria da empresa), o que já era muito ruim, piorou! Uma vergonha!

 

NOTA DEZ

Um professor universitário, hoje morando em Campo Grande, retornou a Uberaba após cerca de 30 anos de ausência. Fez questão de ligar para a redação e elogiar o aspecto urbano da cidade. Paulo Marcos Esselin disse haver rodado por Uberaba e gostado muito da limpeza e conservação das ruas. “Minha cidade continua linda!”, registrou o professor.

 

MESTRADO

A coluna vem recebendo denúncias sobre possíveis privilégios que ocorrem na UFTM relacionados ao Curso de Mestrado. Pessoas formadas em outras universidades, desejosas de fazer um mestrado, vêm encontrando todo tipo de dificuldade quando se dirigem à coordenação dos cursos. Como perguntar não ofende, será que a reitora da UFTM tem conhecimento do que está acontecendo? Fala reitora...

 

ALERTA

A coluna tem sempre alertado sobre a caixa de pandora que são as instituições sindicais do país, onde gasta-se milhões, com salários milionários, mordomias incríveis, com resultados nem sempre positivos. Esse mal se alastra sobre o país inteiro, onde atuam sindicatos, federações e confederações.

 

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO

O escândalo da Federação do Comércio de Minas Gerais – Fecomércio, no qual foi registrado um rombo de mais de R$ 80 milhões, representa apenas uma gota d’água num mar de lama de Mariana. Se estenderem essas investigações a outros órgãos, certamente, vão descobrir mais roubalheiras.

 

SESC E SENAC

Sesc e Senac, que representam o carro-chefe da Fecomércio, são os mais atingidos, pelo fato de movimentarem uma arrecadação milionária. Os principais implicados terão que responder criminalmente pelo desvio. Com certeza, não vai faltar quem coloque um abafa na situação, porque, na verdade, tem também muitos políticos envolvidos nas maracutaias. Quem viver verá!

 

TELEVISÃO

A coluna continua recebendo manifestações descontentes com o papel da Band, considerado ridículo, por ter transferido para Uberlândia todo o seu staff. A concessão da Band, que ainda não está totalmente regularizada, tem como sede Uberaba, onde praticamente nada mais funciona.

 

TELEVISÃO II

Outra reclamação fluente de leitores é que ninguém mais suporta essa divisão de noticiário de Uberaba e Ituiutaba. Perguntar não ofende, mais uma vez, a quem interessa saber sobre a cobertura de um buraco naquela cidade ou mesmo uma briga de vizinhos? Realmente, fica difícil entender. Até quando?