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Marcos Montes

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Marcos Montes 28/02/2014
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Fala Deputado - Marcos Montes

Desabafo – Peço desculpas aos leitores desta coluna, mas preciso desabafar. Lamento profundamente as ocorrências policiais que tanto têm afligido a população de Uberaba, e das quais, como não é segredo pra ninguém, minha família também foi vítima. A exemplo da população de um modo geral, eu também me sinto angustiado, e em dose dupla, pois além de cidadão, sou deputado federal e gostaria de poder contribuir efetivamente com o fim da violência que parece ter se instalado no Brasil nos últimos anos, de uma maneira assustadora. 


Decepção - Tenho usado meu mandato para apresentar projetos, defender políticas públicas em todos os níveis, para cobrar ações enérgicas dos setores competentes, para atuar no Congresso Nacional em favor de mudanças no Código Penal. Entretanto, não tenho poder para tomar decisões sozinho. Mesmo assim, continuo minha luta – ainda  que, em alguns momentos, eu me sinta uma voz isolada.


Violência - Faço este desabafo num momento em que vejo a Marília, minha companheira, tão sensibilizada com mais uma das ocorrências que tanto têm nos assustado. Estou me referindo aos acontecimentos em que o cabo PM Vinícius Caetano foi obrigado a atirar e matar um usuário de drogas, que acabara de ferir o sargento PM Regivaldo Alves Ferreira, que não resistiu e morreu no hospital. Uma série de acontecimentos terríveis, que atingiram várias famílias de uma única vez. 


Traumas - A Marília, que conhece a família do cabo Vinícius, o visitou em casa, para manifestar sua solidariedade, já ciente de que a participação dele na ocorrência provocara um imenso trauma em toda a família. O cabo Vinícius, ainda em estado de choque, lamentava o ocorrido, afirmando que não tinha a intenção de matar, mas que se viu obrigado a atirar para impedir que o colega sargento fosse ainda mais atingido e para evitar novas vítimas.


Comoção – As tragédias vividas pelas famílias atingidas pela violência, incluindo o drama do cabo e sua família, e da família do sargento Regivaldo, repercutem na minha casa de forma muito intensa, através, principalmente, da Marília. Que Deus abençoe estas famílias e me dê forças para continuar lutando por tempos melhores.


Drogas - Gostaria de aproveitar e lembrar que projeto de minha autoria, já com pareceres favoráveis, e ainda tramitando na Câmara, autoriza a utilização do dinheiro apreendido no tráfico de drogas para investimentos no tratamento de viciados. Acredito que, se houvesse aplicação maciça de recursos nesta área, centenas de tragédias seriam evitadas.

 

CONQUISTA IMPORTANTE PARA O MANDATO - A concorrência é acirrada, mas, com o apoio dos companheiros, fui eleito 1º vice-presidente da Comissão Permanente de Minas e Energia, na Câmara dos Deputados, uma das comissões mais disputadas na Casa. A foto, feita pela assessoria da liderança do PSD, registra o momento em que já estávamos eleitos: eu, o presidente Geraldo Thadeu, companheiro do PSD de Minas Gerais; o 2º vice Ronaldo Benedet (PMDB/SC) e o 3º vice, o deputado federal Eros Biondini (PTB/MG).

 

Nossa cidade - Gostaria de parabenizar o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Romeu Borges, pela posse na presidência do G9, e desejar muito sucesso para as entidades que integram o grupo. Como sempre, meu mandato está à disposição para unir forças em prol dos interesses de Uberaba.
Desenvolvimento - Foram cerca de 21 anos de muita luta, muitas negociações, avanços e retrocessos, mas, finalmente, vimos a tão sonhada fábrica de amônia/fertilizantes incluída no Plano de Negócios e Gestão da Petrobras. Devidamente aprovada pelo Conselho Administrativo da empresa, a fábrica agora, é fava contada. E junto, vem o gasoduto prometido pelo governador Antonio Anastasia, e imprescindível para abastecer a futura fábrica da Petrobras.