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Marcos Montes

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Marcos Montes 27/02/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

Especial - Eu não poderia abrir esta coluna de hoje com outro assunto que não fosse minha posse na presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária, que aconteceu dia 24, terça-feira, em Brasília. Por vários motivos...

Força parlamentar - Entre eles, claro, a honra e alegria de ter sido eleito pelos companheiros para um cargo que, sem dúvida, é um dos mais importantes do Congresso Nacional. São quase 300 deputados federais e senadores ligados ao agronegócio e, portanto, a maioria do Parlamento – a maior bancada. E mais: com crescimento significativo nas eleições de 2014.

Legitimidade - Outro motivo para dar destaque a este assunto é a oportunidade de agradecer a todos os que compareceram à solenidade de posse. Mas, admito: a presença de representantes de 130 entidades estaduais e regionais de todos os cantos do Brasil foi uma grande emoção, talvez a maior de todas que vivenciei na solenidade de posse. Acredito que esta presença maciça das lideranças agropecuárias seja a consolidação e a legitimação absoluta e definitiva da nova diretoria da FPA sob minha presidência.

O Brasil que produz - Reafirmei em meu discurso o compromisso de trabalhar pelo fortalecimento destas entidades, que representam, verdadeiramente, a voz da mulher e do homem do campo, independente do tamanho do seu negócio. São principalmente, associações e sindicatos, sediados em regiões e cidades de abrangências variadas, mas todas de enorme significado.

Sem apoio - Esta gente é quem segura a economia brasileira. E, ainda assim, não tem recebido o apoio, o respeito e a consideração que merece. Produtores rurais – dos menores aos maiores – têm enfrentado problemas por falta de políticas públicas adequadas, e, por incrível que pareça, formam o único segmento que ajuda a economia brasileira.

Sustentação - Na verdade, este é o setor que sustenta o Brasil – seja literalmente falando (colocando alimentos na mesa da população da cidade e do campo), seja na participação do agronegócio na balança comercial do país.

Política - A presidência da maior frente parlamentar do Congresso exigiu de mim, durante a posse, um posicionamento político, e não fugi a esta responsabilidade. Dei ao meu discurso um tom de conciliação, pois a FPA é uma entidade suprapartidária. Mas, não retrocedi, um segundo que fosse, nas críticas à atual situação política no Brasil: inflação galopante, corrupção na Petrobras, juros altíssimos, falta de investimentos.

Esperança - Mas, deixei claro, por outro lado, que a presença da senadora licenciada Kátia Abreu no comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento dá uma esperança ao agronegócio e, com isso, à economia brasileira de um modo geral. Ex-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária, a CNA, e da própria FPA, ela garante que está afinada com as questões do campo.

Forças antagônicas - E por falar em conciliação, a solenidade de posse foi marcada por presenças políticas antagônicas, desde o ex-governador Antonio Anastasia, eleito senador de Minas, e o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (ambos do PSDB); até quatro ministros do governo petista de Dilma Rousseff: a própria Kátia Abreu; Gilberto Kassab (das Cidades) – presidente nacional do meu partido, o PSD; Aldo Rebelo/PCdoB (Ciência, Tecnologia e Inovação); Pepe Vargas/PT (Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República).

 

As imagens revelam presenças políticas antagônicas: Antonio Anastasia (foto de Heleno Rezende) e Kátia Abreu (foto de Claúdio Araújo)

 

Greve preocupante - E encerro a coluna desta sexta-feira, 27 de fevereiro, lembrando que a gestão da FPA não está medindo esforços por um acordo que acabe com a greve dos caminheiros. Recebemos o comando da greve na sede da entidade, reconhecemos que o movimento é justo, mas estamos preocupados com as consequências para a economia brasileira, que já está capengando. Estou participando de forma direta das negociações, na expectativa de um acordo o mais urgente possível. Um abraço e até sexta-feira que vem.