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Marcos Montes

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Marcos Montes 13/03/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

Um pé lá
Perto da manifestação pública convocada em todo o país em protesto contra o governo federal, tenho sido questionado pelos amigos, assessores e por pessoas da minha família sobre o que penso a respeito, e se devem comparecer. Não sou psicólogo, mas não tenho dúvida de que o simples fato de estarem perguntando demonstra que estão com um pé na manifestação - que acontece domingo - e que esperam apenas uma forcinha da minha parte. Então, me pergunto: tem como impedir o inevitável?! Não tem e não quero.

Corrente espontânea
O que está claro na convocação para as manifestações de domingo é que se trata de uma corrente espontânea, sem qualquer interferência extra-movimento, seja da oposição, seja da elite - como estão afirmando os aliados do governo federal. Se eu orientasse os amigos, assessores e familiares a não comparecerem, estaria contrariando esta corrente. 

Os votos
Aliás, a mesma corrente que se manifestou nas urnas em 2014. Lembram? Foram mais de 51 milhões de votos contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff - apenas 3,28% de diferença. Não há, portanto, que se falar em interferência de forças ocultas. Não tem força oculta. Tem, sim, uma massa de brasileiros insatisfeita com a crise que aí está.

Generalização
Por sinal, durante reunião esta semana, em que a Frente Parlamentar da Agropecuária tirou nota oficial contra as invasões e destruição do patrimônio do povo brasileiro, eu lembrei que, até pouco tempo atrás, a crise estava atingindo, em cheio, o setor produtivo - este que trabalha para colocar comida na mesa da população do campo e da cidade, e que mantém, ainda que a duras penas, um certo equilíbrio da balança comercial brasileira. Agora, a crise é generalizada. Ninguém escapa.

Variedade
Aqui, faço uma reflexão especial. Ao aceitar a eleição dos colegas para presidir a FPA, tinha absoluta convicção de que estava assumindo um colegiado suprapartidário, com cerca de 300 deputados e senadores integrando a bancada. Só de deputados federais, são mais da metade da Câmara e isso envolve uma variedade imensa de opiniões. 

Unanimidade
Entretanto, é praticamente unânime a certeza de que a crise é dramática e de que o setor produtivo precisa e merece o respeito que não tem recebido nos últimos tempos. O que mudam são a intensidade e a forma como isso é exposto pela FPA. E tenho, como presidente, a obrigação de procurar conciliar estas divergências. 

Revolta
No caso da reunião em que redigimos a nota oficial de repúdio, era grande a revolta pelo fato de o ex-presidente Lula - sem a mínima preocupação e cuidado com as consequências de seus atos - ter convocado uma guerra de guerrilha, com o propósito único de preservar o poder político nas mãos de seus comandados. 

Descompromisso
Quando convocou o Movimento dos Sem-Terra, chamado MST, e a Via Campesina, para que saíssem a campo - literalmente falando - eles fizeram o que melhor aprenderam: DESTRUIR. Seguindo ordens do "comandante-mor", os convocados provocaram prejuízos imensuráveis à pesquisa, ao emprego e renda, e à Nação.

No ataque
Lamento que, num momento tão grave da vida política, moral e econômica do país, tenhamos que vir a público para manifestar nosso repúdio contra ações e omissões de pessoas que, pela própria estrutura conquistada ao longo do tempo, deveriam estar trabalhando em defesa da paz, mas, ao contrário, têm se colocado em posição de ataque, como tem feito o ex-presidente Lula.

Pela paz
Muitas vezes incompreendida, e até criticada por alguns desinformados - a FPA tem marcado sua trajetória em favor da ordem e da paz, do trabalho acima de tudo, da aliança com o bem-comum, da luta incansável por um Brasil mais justo, mais humano e cada vez maior e melhor. Não queremos, não defendemos e não estamos dispostos ao confronto. Nosso objetivo é contribuir para que o Brasil venha a se tornar um porto seguro para todos os seus filhos. Que a paz seja restaurada!