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Marcos Montes

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Marcos Montes 08/05/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“COMPROMISSO DO MEU

MANDATO É COM O BRASIL!”

 

Ajuste fiscal - Abro a coluna neste dia 8 de maio falando sobre o assunto que tem se destacado em praticamente todas as manchetes desde que a matéria foi aprovada na Câmara dos Deputados, na noite de 6 de maio: a Medida Provisória 665/14, que muda as regras de concessão do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para o pescador profissional. Em resumo, uma das medidas do ajuste fiscal que o governo federal está realizando para tentar tirar o Brasil da crise econômico-financeira – uma das maiores dos últimos tempos.

Prestando contas - Meu nome está relacionado na lista dos 252 deputados federais que votaram a favor e que estão sendo criticados pela oposição ao governo federal – oposição esta, da qual faço parte, mesmo sendo filiado ao PSD, um partido da base aliada. Destaco estes detalhes porque devo satisfação ao meu eleitorado, amigos e aliados. Não fiquei feliz com a opção, mas votei com a consciência de que estava agindo corretamente.

Pedido de socorro - Poucas horas antes da votação, recebemos na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária, em Brasília, um ministro da Fazenda extremamente preocupado. Joaquim Levy apresentou, com números e fatos, uma situação dramática, com tendência a piorar ainda mais se não houver um ajuste fiscal.

Desesperador - Já sabíamos que a situação está muito ruim, mas fomos surpreendidos com uma visão estarrecedora do que pode vir por aí, com a previsão de níveis de desemprego sem precedentes, cancelamento de obras em todas as esferas e um desequilíbrio que poderia impedir a governabilidade de quem quer que estivesse à frente do governo federal.

PEDINDO SOCORRO – O ministro Joaquim Levy participou de reunião na FPA,

presidida por Marcos Montes, oportunidade em que pediu socorro para

a aprovação do ajuste fiscal (Fotos: Divulgação FPA)

 

Responsabilidade - Tenho profundas restrições aos governos Lula e Dilma, e ao PT – que simplesmente provocaram esta situação em que o Brasil se encontra hoje. E não é segredo pra ninguém que adotei uma postura de independência em relação ao governo Dilma, inclusive contrariando meu partido, o PSD. Mas não sou irresponsável! E eu seria irresponsável se ignorasse o que ouvi do ministro da Fazenda na sede da FPA.

A favor do Brasil - Meu voto a favor do ajuste fiscal é um voto a favor do Brasil. Não estou colaborando com o governo Dilma, mas, sim, com o meu país. Além disso, no que se refere à MP 665/14, me debrucei sobre o assunto e concluí que as mudanças no seguro-desemprego, no abono salarial e no seguro-defeso não serão prejudiciais aos trabalhadores. O ajuste não vai impedir o acesso aos programas, mas, sim, adequá-los.

Consciência - Não votar ou votar contra o ajuste me colocaria em situação confortável e eu evitaria um eventual desgaste político. Mas, não tomo medidas com o objetivo de jogar pra galera e fazer média. O que faço ou deixo de fazer tem a ver, exclusivamente, com minha consciência.

Expectativas - Na condição de presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, tive que representar a entidade em evento, esta semana, no Palácio do Planalto, oportunidade em que o governo anunciou o Plano Nacional de Defesa Agropecuária, com propostas de desburocratização e, em caráter especial, beneficiando a produção familiar. Os ruralistas brasileiros – dos mais humildes aos mais abastados – estão enfrentando tempos muito difíceis e todo aceno de melhoria deve ser bem recebido, ainda que com um pé atrás quanto à efetivação dos compromissos do governo.

Nada é para sempre - Estamos, todos nós, brasileiros, pagando um alto preço pelo desgoverno iniciado com o Lula e é bom perceber que sua blindagem está sendo derrubada. Aguardemos!