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Marcos Montes

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Marcos Montes 22/05/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“Comissão especial que analisa posse de armas de fogo no Brasil está dando voz igual às opiniões divergentes”

 

Mobilização - Dias agitados na Câmara dos Deputados, com reformas política e fiscal em destaque, além de uma série de outros assuntos de interesse do povo brasileiro! E é assim que tem que ser. É bom lembrar que somos eleitos justamente para movimentarmos estes assuntos – dos mais comuns aos mais polêmicos.

Controvérsias – E na condição de presidente da comissão especial que analisa propostas de mudar o estatuto do desarmamento, tenho vivenciado uma agitação extra. O tema é polêmico e divide opiniões, mas estou cumprindo à risca meu compromisso de dar direitos iguais para os posicionamentos divergentes. As audiências públicas solicitadas pelos companheiros de comissão estão sendo realizadas, inclusive com a presença e direito a voz concedido aos convidados das mais diferentes opiniões.

Violência - O assunto da hora, conforme evidenciado na audiência do dia 20 de maio, é o Mapa da Violência, que revelou a prática de 160 mil homicídios com armas de fogo, entre 2004 e 2012. Até com relação a estes dados, existem controvérsias. Tem quem defenda que o estatuto precisa ser mantido como está, pois se for alterado, provocará um aumento das mortes. Por outro lado, é grande o número de pessoas defendendo que o estatuto falhou em desarmar a população, já que os crimes aumentaram assustadoramente.

Consenso - Apesar disso, acredito que a comissão especial chegará a um consenso sobre o relatório que será enviado para discussão e votação no plenário da Câmara dos Deputados. Não tenho dúvida de que a comissão vai aprovar uma decisão ponderada e de acordo com os apelos da sociedade.

(In)segurança – E por falar nisso, estou assustado com os níveis que a violência tem tomado no Brasil, e espero que a próxima pauta da Câmara dos Deputados seja voltada para este assunto – conforme, aliás, já prometeu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio.

Resposta - Vários projetos – inclusive de minha autoria – estão parados no Congresso, enquanto em outros casos, por serem polêmicos, a população está demorando a ter retorno às suas reivindicações. Entretanto, não basta que o Congresso se mobilize. É preciso que se dê um basta, por exemplo, à impunidade, fazendo com que as leis atuais sejam cumpridas.

Pela lógica - Nos últimos dias tenho ouvido entrevistas de autoridades, defendendo maior rigor no Rio de Janeiro, onde vão acontecer as olimpíadas de 2016. Concordo que é preciso sim, dar um jeito na situação do Rio. Mas, e o resto do país?! Se estão prometendo segurança para as olimpíadas, por que já não a praticam agora, no Brasil todo?!

Vitória – Uma notícia boa. Aprovado com o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária – presidida por mim – e com meu envolvimento direto, inclusive como vice-líder do PSD -, o projeto da biodiversidade acaba de ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff. O novo marco facilita o acesso às pesquisas, reduzindo a burocracia e valorizando os pesquisadores brasileiros.

 

TODOS OS LADOS – Presidente da comissão que analisa a proposta de mudanças no estatuto do desarmamento, Marcos Montes cumpre a promessa de dar espaços iguais para as manifestações diferentes durante as audiências públicas (Foto: Gabriela Korossy)

 

Crise -  Pela segunda vez em poucos dias pude conversar com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e reforçar o entendimento de que a situação econômica do Brasil é muito grave, e que 2015 será um ano de muitos sacrifícios para todos.  Estive com ele na Frente Parlamentar da Agropecuária e na liderança do PSD na Câmara dos Deputados.

Independência - Nas duas ocasiões eu disse pra ele o que tenho dito publicamente: que defendo algumas medidas da reforma fiscal, pois entendo que elas podem melhorar a economia do país, mas que voto de acordo com minha consciência. Um exemplo disso foi meu voto contra o fator previdenciário, que considero injusto com o trabalhador brasileiro. Acho que a justiça só será feita quando a pessoa puder se aposentar com o salário integral.