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Marcos Montes

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Marcos Montes 29/05/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

PSD de Uberaba se movimenta

de olho nas eleições de 2016

 

Agitações – Abro a coluna desta sexta-feira, 29 de maio de 2015, comentando sobre a semana agitada que estou vivendo, tanto em Brasília, na Câmara dos Deputados – onde a reforma política se tornou realidade -, quanto em Uberaba – onde os companheiros de PSD se movimentam com vistas às eleições de 2016. O jeito é me desdobrar para não perder nenhum detalhe dessas movimentações.

Pré-candidatos – No que se refere ao PSD de Uberaba, na condição de presidente da legenda, tenho sido chamado para várias reuniões articuladas pelos próprios companheiros, com prioridade máxima para o apontamento de nomes. A lista que me foi apresentada já tem cerca de 40 pré-candidatos a vereador – gente da mais alta qualidade e representatividade.

Em ponto de bala - E, claro, um partido que tem filiados aos montes em plena condição de disputar o cargo de prefeito não se omitiria sobre isso. Entre os “indicados” pelos ansiosos da legenda, estão o médico cardiologista e autoridade mundial em marcapasso, Celso Salgado, e o empresário, presidente da Associação dos Supermercadistas de Uberaba e Região, Matusalém Alves.

Legitimidade - Entendo perfeitamente esta ansiedade e, apesar de ainda estar cedo para decisões definitivas, acredito que não é cedo para iniciarmos os debates sobre 2016. O PSD não vai ficar fora das eleições, é uma força política de grande envergadura pelos nomes que abriga, e os companheiros têm todo o direito e legitimidade para se movimentarem.

 

Alta qualidade – Marcos Montes, ladeado por Matusalém Alves e Celso Salgado, em momento de filiações ao PSD (Foto: Marco Aurélio Ferreira Cury)

 

Reforma política - Eu não poderia deixar, também, de refletir sobre o momento histórico que estamos vivendo. Ainda que não esteja na profundidade exigida pela população, nem do tamanho que se faz necessário, finalmente, após décadas de omissão, o Congresso Nacional tirou a reforma política da gaveta. E faço questão de dar a César o que é de César, ou melhor ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), o que é dele: a coragem e a vontade política que estão possibilitando este momento.

As diferenças - Em três dias de muitos debates, polêmicas, gritos, ameaças, chantagens emocionais, manifestações pró e contra, o embate ideológico foi o grande destaque na Câmara dos Deputados – onde 513 eleitos representam as mais variadas opiniões populares. Equilibrar estas diferenças é difícil, mas, ainda assim, foi possível alcançarmos 308 votos (exigidos em caso de emenda constitucional) para aprovarmos algumas mudanças.

Reeleição – Lembro que fiz parte do grupo de prefeitos atingidos em cheio pela instituição da reeleição. Ela foi aprovada em 1997, justamente quando eu exercia o mandato 1997/2000, e, portanto, abriu caminho para que eu disputasse um segundo mandato, sendo reeleito para a gestão 2001/2004. Não tenho dúvida de que foi importante para o fortalecimento das instituições brasileiras, visto que o país ainda engatinhava na redemocratização.

Em baixa – Entretanto, com a democracia mais do que consolidada, a reeleição, agora, tem se mostrado ineficaz. É claro que tem suas exceções, mas, sem sombra de dúvida, se tornou instrumento para que um ou outro partido e alguns detentores de cargos eletivos se sentissem donos do mundo, acima do bem e do mal, e dispostos a qualquer coisa para se perpetuarem no poder. A reeleição está, portanto, atuando no sentido inverso ao que era seu objetivo original.

Direito - Obviamente, a Câmara dos Deputados teve o cuidado de respeitar os direitos adquiridos, preservando a reeleição para os governadores eleitos em 2014 e os prefeitos eleitos em 2012.

Distanciamento - Também aprovamos mudanças no financiamento de campanha, permitindo que empresas façam doações a partidos políticos, e que pessoas físicas contribuam com candidatos. Em outras palavras, a medida acaba com a relação direta entre empresas e candidatos.

Dinheiro público - Acabar de vez com a possibilidade de uma empresa fazer doação no processo eleitoral e implementar exclusivamente o financiamento público seria uma afronta aos brasileiros, que têm sofrido com a falta de investimentos federais na saúde, na educação e enfrentam uma das piores crises econômicas do país. Tirar dinheiro do Orçamento da União para bancar campanhas de candidatos seria um absurdo.