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Marcos Montes

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Marcos Montes 26/06/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

Relator da comissão especial que analisa o porte de armas de fogo confirma presença no debate público de Uberaba

 

Inaceitável - Fico feliz em abrir a coluna neste dia 26 de junho lembrando que, esta semana, a Câmara dos Deputados corrigiu uma injustiça que estava na Medida Provisória 672/15, do governo federal. A MP, que fixa as regras de reajuste do salário mínimo para o período de 2016 a 2019, simplesmente não incluía os aposentados. Votamos e aprovamos, por 206 votos contra 179, uma emenda que estende as regras aos aposentados – e assim, o reajuste dos benefícios também será calculado pela soma da variação da inflação (INPC) e do Produto Interno Bruto (PIB).

Meu lado - A exemplo do fim do fator previdenciário – que ajudei a aprovar na Câmara -, o governo federal tem alegado que tudo isso prejudica as finanças da Previdência. Não fui eleito, entretanto, para atender aos interesses do governo federal e de segmentos privilegiados, que ganham altos salários e podem pagar por aposentadorias privadas. Estou votando a favor de muitas medidas do ajuste fiscal, por entender que elas são importantes para reduzir a crise brasileira atual. Entretanto, não voto contra propostas que beneficiam os trabalhadores urbanos e rurais.

Um alento - E também fico feliz com o resultado das articulações da Frente Parlamentar da Agropecuária em torno de emenda que isenta as máquinas agrícolas de licenciamento e emplacamento. Na condição de presidente da FPA e vice-líder da bancada do PSD, pedi o apoio dos colegas e tenho a garantia do governo federal de que a medida será sancionada. Seria mais um ônus pesado para o produtor rural carregar nas costas. O agronegócio precisa de mais segurança, precisa ser olhado e tratado com respeito. O trabalhador rural – principalmente os pequenos produtores - seria prejudicado caso tivesse que arcar com mais esse gasto.

Ação social de resultados - Sou admirador confesso do Projeto dos Meninos & Meninas e, sempre que posso, faço questão de visitar suas instalações, em Uberaba. Na semana passada, tive a alegria de fazer uma visita justamente quando o diretor do projeto, Marco Cury, anunciava a inclusão de mais 25 jovens no mercado de trabalho. Eles vão trabalhar na Vale, Nóbrega e Pimenta, IMC Metalúrgica, Ubervel e Agrocampo.

Primeiro emprego - Tenho dito sempre que Uberaba é movida pela solidariedade e que seu empresariado, na grande maioria, cumpre sua função social. Lembro-me que, quando fui prefeito da cidade, criei o Programa Primeiro Emprego e pude comemorar a abertura de mais de mil vagas de trabalho, com carteira assinada, para nossos adolescentes. Mais do que nunca, estamos precisando deste apoio empresarial no Brasil.

 

Projeto Meninos & Meninas conquista apoio e vagas de trabalho

 

Jovem na política - Por falar em jovens, durante pronunciamento feito recentemente na tribuna da Câmara dos Deputados, destaquei o trabalho incansável e competente do presidente do PSD Jovem de Uberaba, Marcelo Cordeiro. Já com as eleições de 2016 fervilhando nos bastidores, ele se destaca na liderança da juventude do partido, convocando a turma para o debate e participação. Como eu já disse aqui, o PSD vai, sem qualquer dúvida, atuar de forma incisiva nas eleições do ano que vem.

A casa cai – E já que o assunto é política, bem que eu já vinha alertando há muito tempo que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula se beneficiou do momento positivo que vivia a economia brasileira e mundial, mas que, mais cedo ou mais tarde, a população acabaria abrindo os olhos e percebendo, finalmente, que ele não passava de uma ilusão.

Reflexos - Além dos baixos índices de popularidade do governo da sua sucessora, Dilma Rousseff, as consequências da péssima administração do Lula também atingem, em cheio, o partido de ambos, o PT. E é bom lembrar que o impacto negativo não diz respeito apenas à economia, mas também à ética na política e na administração pública.

Tempo de despertar - Não sei se o partido já percebeu o mal que o Lula fez a todos ao redor dele, mas a população brasileira, com certeza, já despertou. Exemplo disso é o resultado de pesquisa realizada pelo DataFolha. Se as eleições para presidente da República fossem hoje, Lula perderia para o senador Aécio Neves, do PSDB – principal adversário do PT -, e teria grande “chance” de perder para Marina Silva (PSB), numa eventual ausência de Aécio. Nesta segunda alternativa, ele empata com Marina.

Volume morto - Aliás, até o próprio Lula já percebeu que o tempo de enganação acabou. De acordo com a imprensa nacional, em recente reunião com religiosos (quando achou que estava falando às paredes), ele disse que está “no volume morto” na opinião do povo brasileiro. E mui amigo, incluiu a “companheira Dilma no volume morto e o PT abaixo do volume morto”.

Debate sobre armas - Encerro a coluna lembrando que, no dia 29 de junho, segunda-feira, às 14h30, tem debate público no plenário da Câmara de Uberaba, sobre o projeto que propõe a flexibilização da venda e porte de armas de fogo no Brasil. O evento acontece em parceria entre o Legislativo de Uberaba e a comissão da Câmara dos Deputados que analisa o projeto e vai apresentar um parecer para ser votado pelos deputados federais. Foi uma reivindicação do presidente da Câmara, vereador Luiz Dutra, que atendi com atenção especial.

O relator - Como presidente da comissão especial, prometi que o projeto será discutido à exaustão, de forma que a comissão produza/aprove um parecer o mais próximo possível do que deseja a população – tudo com muita responsabilidade. Uberaba e o Triângulo Mineiro terão a oportunidade de debater e conversar pessoalmente com o relator da proposta, o colega deputado mineiro Laudívio Carvalho, que confirmou presença. Uma oportunidade ímpar.