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Marcos Montes

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Marcos Montes 31/07/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“SAÚDE BRASILEIRA ESTÁ NA UTI”
Saúde na UTI – Abro a coluna neste dia 31 de julho, lamentando que a saúde no Brasil, por não ter sido priorizada pelo governo federal nos últimos tempos, tenha chegado a uma situação tão dramática. Anteontem, atendi ao chamado da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande (Amvale) e da Prefeitura de Uberaba para participar de mobilização em prol do Hospital Hélio Angotti, o Hospital do Câncer de Uberaba.
O lado fraco da corda - Faço questão de sempre colaborar com o hospital, mas quando acontece uma união de forças, como esta que está sendo formada, os resultados tendem a aparecer de forma significativa. Pelo menos é o que espero, pois estamos às voltas com uma crise sem precedentes – na saúde, na segurança pública, na valorização dos trabalhadores. “Nunca antes, na história deste país”, os pobres foram tão prejudicados, seja pela omissão, seja pela implementação de políticas públicas equivocadas.
Dissonância - Os atendimentos no Hospital do Câncer de Uberaba subiram de 190 mil em 2009 para 311 mil em 2014. No mesmo período, a quantidade de cidades que encaminharam pacientes passou de 74 para 182 localidades de Minas Gerais e outros estados. Infelizmente, a vontade política e os investimentos por parte do governo federal não acompanharam esta nova realidade.
Generalizado - Ontem, estive com a diretoria do Hospital São José, em Ituiutaba – outra instituição que batalha incansavelmente para dar conta do recado. E não estou falando de exceções. Estou falando, sim, da regra geral do que tem acontecido no Brasil. Hospitais particulares e públicos, e até os universitários – que viveram tempos de glória – estão sobrevivendo a duras penas.
 

Sobreviventes – Marcos Montes, que é médico, participou de dois encontros relacionados a hospitais, nas últimas horas: em Uberaba (foto acima) e em Ituiutaba

Momento de dúvidas - Apesar de estar atendendo ao chamado dos companheiros de Uberaba e da região para conversarmos sobre a campanha municipal, estou pisando em ovos – ou seja, procurando não antecipar decisões. Lembro que ainda temos muito o que definir no Congresso Nacional a respeito da minirreforma e da reforma políticas, inclusive no que se refere às eleições de prefeito, vice-prefeito e vereadores em 2016. 
Força política - Esta semana, por exemplo, participei de algumas reuniões do PSD e de aliados em Uberaba, Ituiutaba, Tupaciguara e Centralina, oportunidades em que a pauta principal foi o processo eleitoral de 2016. O PSD está preparadíssimo – em qualidade e quantidade – para disputar os cargos do Executivo e do Legislativo, e, sem dúvida, vai sair das urnas ainda mais forte do que é hoje.
Propostas - Pra vocês terem uma ideia, existem propostas, por exemplo, para mudar a data das convenções e escolha de candidatos; para alterar os critérios sobre perda do mandato em caso de desfiliação; sobre coligações e quantidade de candidatos; sobre o tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV, entre outras. 
Só na conversa - Vale destacar que o Congresso (Câmara dos Deputados e Senado) tanto pode deixar tudo como está, como pode aprovar as alterações. Portanto, o momento é de muita conversa, mas ainda, de poucas decisões. Reconheço e entendo a ansiedade dos companheiros, principalmente dos pré-candidatos a vereador, mas precisamos aguardar um pouquinho mais. 

Até a semana que vem.