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Marcos Montes

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Marcos Montes 02/10/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

Defender financiamento público de campanha

política no Brasil é hipocrisia e falta de

respeito com a população!

 

Semana agitada!!! - E tudo indica que os próximos dias serão ainda mais intensos!!! E já que a política está no centro desta mobilização toda, me permitam aproveitar este espaço para conversar com vocês sobre assuntos que estão ocupando minha atenção, seja através do exercício do mandato na Câmara, seja através de questionamentos feitos por jornalistas, seja através de articulações partidárias, e até uma ou outra polemicazinha – que, afinal, faz parte.

Ou vai ou racha - Sem dúvida, o tema principal tem sido os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, do PT. Esteja em Brasília, base do exercício do mandato, esteja em Minas Gerais, ou mais especificamente no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, minha base política, sou sempre questionado sobre o assunto.

Assombração - O que tenho dito e reafirmado é que esta história de impeachment precisa de uma definição urgente. Não importa se a favor ou contra! O que importa é que o impeachment deixe de assombrar o país. O impacto tem saído caro. Reflete negativamente na economia, no câmbio, na confiança do Brasil no exterior, na esperança do povo brasileiro, no relacionamento entre Executivo, Legislativo e Judiciário...

Imbróglio - O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio, acaba de indeferir três pedidos de impeachment, enquanto outros dez ainda aguardam análise da assessoria jurídica. Levando em conta que, para cada decisão, cabe recurso, já dá para perceber que o imbróglio ainda vai longe! O país não suporta isso. Particularmente, vou votar a favor se o pedido chegar ao plenário da Câmara, mas, se a decisão for diferente, vou acatar e respeitar.

 

Vice-líder da bancada do PSD na Câmara, o deputado federal Marcos Montes participou do lançamento do livro "JK Momentos Decisivos”, de autoria do ex-deputado federal Carlos Murilo Felício dos Santos. A obra divulga a verdadeira história de Juscelino Kubitschek, contada pelo seu primo irmão, confidente e um dos amigos mais íntimos. "Vale a pena ler", indica MM. (Foto: Cláudio Basílio/Liderança PSD)

 

Financiamento - Outro assunto que está movimentando a política diz respeito ao financiamento de campanha. O Supremo Tribunal Federal decidiu contra o financiamento privado e a presidente da República vetou o projeto aprovado pela Câmara, que previa esse tipo de financiamento. Entretanto, o assunto ainda agita Brasília. Proposta de Emenda Constitucional já aprovada pela Câmara pode ser votada e aprovada no Senado Federal, o que tornaria o financiamento privado uma medida constitucional. A expectativa é grande!

Respeito é bom - Aliás, perdi a conta de quantas vezes fui questionado sobre esse assunto ao longo da semana. Votei a favor do financiamento privado e votaria outra vez, se necessário. Nunca, nas minhas cinco campanhas e nos cinco mandatos que exerci – duas gestões de prefeito de Uberaba e três de deputado federal – fui procurado com proposta indecente, de quem quer que seja. E se tivesse sido procurado, a porta da rua seria a serventia da casa!

Independência - Minhas campanhas tiveram, sim, contribuições de empresas, geralmente motivadas pela amizade, pelo respeito e/ou pela certeza de que eu exerceria mandatos independentes. Ao contrário do que muita gente imagina, a independência é motivo para apoios empresariais. Muitos setores da economia contribuem com candidatos independentes justamente porque temem ser vítimas dos ajeitamentos ilegais.

Plagiando - E o temor destes segmentos tem toda razão de ser – se levarmos em conta o que fizeram com a Petrobras. Por sinal, peço licença para plagiar/copiar a íntegra de declaração feita pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo: “O PT está defendendo a proibição das doações privadas porque já roubou dinheiro suficiente para financiar campanhas até 2038”.

Hipocrisia - Absurdo é alguém defender financiamento público de campanha. Imagine tirar dinheiro da saúde e da educação para pagar campanhas de políticos!!! Isso até pode ser defensável em países de economia equilibrada. Mas, financiamento público de campanha política num Brasil arrebentado pela crise é muita hipocrisia e muita falta de respeito com a população deste país!

Ação e reação - Aproveito aqui para explicar aos amigos o motivo de eu não ter respondido ao repórter do CQC/Band, quando fui abordado sobre o financiamento de campanha. Não tenho a menor dificuldade em falar no assunto e minha trajetória política foi sempre marcada pelo bom relacionamento com a imprensa. O problema foi simplesmente a forma como a abordagem se deu.  Jornalismo – seja ele investigativo, sério, cômico - não pode ser confundido com ações pessoais, ideológicas, agressivas... Respeito é bom, e todo mundo gosta.

Ética na política - E já que o povo merece respeito, insisto no convite às lideranças de um modo geral: vamos apoiar e votar em candidatos éticos! Não se deixem enganar por sofismas! Não deixem que a consciência de vocês seja deturpada por discursos sem consistência!

Era Lula - Lembrem-se que a era Lula foi influenciada positivamente pela economia internacional, quando países desenvolvidos ou em desenvolvimento investiam pesado no Brasil – não porque eram bonzinhos, mas, sim, porque o Brasil oferecia o que eles precisavam e do jeito que precisavam. Esta foi uma época que beneficiou os governos de um modo geral, inclusive as prefeituras.

Competência - Governar com recursos é fácil! O difícil é administrar sem dinheiro e, ainda assim, manter o equilíbrio, mostrar serviços, mostrar conquistas para a população. Isso sim é competência! E sem esquecer, claro, de manter a ética acima de tudo.

 

Um abraço e até sexta-feira que vem.