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Marcos Montes

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Marcos Montes 16/10/2015
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

CPMF

O povo não pode pagar pela sangria provocada pela corrupção

 

Que a CPMF seja enterrada - Enquanto o desemprego, a inflação e o desespero da população crescem a cada dia, o governo federal do PT insiste na volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – a malfadada CPMF. Desculpem a forma abrupta com que abro a edição deste dia16 de outubro, mas é que saí, poucas horas atrás, de uma comissão geral no plenário da Câmara dos Deputados, com a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Chantagem - A Proposta de Emenda à Constituição 140/15, que prevê uma alíquota de 0,20%, a ser cobrada até 31 de dezembro de 2019, já está tramitando no Congresso, e foi o assunto principal do ministro. Ele chegou a dizer que, sem a volta da CPMF – que foi extinta em 2007 –, uma série de programas e benefícios está correndo risco, entre eles, o seguro-desemprego.

Aberração - Sempre fui contra a CPMF e não mudei minha opinião. Pelo contrário. Estou mais convicto hoje do que nunca de que se trata de uma aberração. O Brasil é um dos líderes mundiais na cobrança de impostos. Por si só, isso já seria motivo para não se falar em CPMF! Imagine então, num momento de crise como o que estamos enfrentando agora!

Corrupção - Entendo o desespero do governo federal em buscar medidas que melhorem a economia e, de quebra, melhorem sua imagem perante a população, e, claro, impeçam o impeachment da presidente da República. Mas, o povo brasileiro não pode pagar pela incompetência que vem desde o governo Lula e pela roubalheira na Petrobras e em vários outros órgãos federais. Quem pariu Mateus, que o embale!

Buraco sem fundo – E pra piorar, esta onda de corrupção parece interminável. Ontem, mais uma denúncia ganhou as manchetes. Desta vez, a Polícia Federal prendeu o secretário-executivo do extinto Ministério da Pesca e, portanto, a segunda pessoa mais importante na hierarquia do órgão. Ele faria parte de uma quadrilha envolvida com permissões ilegais para pesca industrial.

O futuro é agora - O povo brasileiro não merece isso. E não pode pagar pela corrupção que, nos últimos anos, sangrou os cofres públicos nas várias esferas. Não é por acaso que tenho insistido com as pessoas de bem: vamos apoiar e eleger gente comprometida com a ética, ficha limpa. Não vamos cair naquela máxima do “rouba, mas faz...” Isso não existe. Quem pratica corrupção está roubando justamente o dinheiro que poderia ser usado em saúde, educação, obras de infraestrutura e ações sociais. Vamos colaborar com a formatação de um mundo melhor para nossos filhos e netos.

Que seja só fofoca! - Por sinal, estou assustado com comentários de bastidores que estão circulando em Brasília, no sentido de que estaria havendo uma negociação paralela para se salvar os mandatos de Dilma Rousseff e do presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ), a quem cabe dar prosseguimento ao pedido de impedimento da presidente. Espero que seja só isso: fofoca de bastidores. Seria lamentável qualquer acordo nestes termos. Entendo que os dois precisam enfrentar os trâmites legais e políticos relativos a seus respectivos casos. Se forem inocentes, que provem. Mas, o povo precisa de uma resposta.

As redes sociais - Não tenho a menor dúvida de que, a exemplo das eleições gerais de 2014, também as eleições municipais de 2016 vão desaguar nas redes sociais. Nada mais natural do que isso. Esta popularização é um fenômeno mundial e acho muito importante que o eleitorado tenha espaços para seus posicionamentos, suas críticas, reivindicações, elogios, cobranças, e que os políticos também possam usar estes espaços para prestar contas. Enfim, as redes sociais vieram pra ficar e pra clarear todas as intenções.

Democracia - Comento isso com vocês porque, ainda a um ano das eleições de prefeito e vereador, já tenho percebido um certo acirramento nas redes sociais. A oposição é a base da democracia. O embate entre os opositores é saudável, portanto, desde que preservemos a ética e o respeito ao próximo.

Exageros - Outro dia, fiquei surpreso ao ler comentários feitos por um conhecido, pai de família – inclusive com filhos adolescentes em fase de formação de caráter -, funcionário de uma empresa importante, em que ele usava palavras de baixo calão, um xingatório sem o menor sentido e sem a menor necessidade. Fiquei imaginando o que pensariam sobre isso os filhos e os patrões dele... A pessoa “atacada” pelo internauta é minha adversária política, e ainda assim me senti mal com o que li.

Visibilidade - Além da família e dos colegas de trabalho e de escola – incluindo patrões e professores -, não podemos esquecer que estamos nos posicionando para milhares de pessoas, dependendo da amplitude dos nossos espaços. Ainda hoje, repercute a mobilização da campanha de 2014 em uma única rede. De acordo com a direção do Facebook, em três meses de campanha, aconteceram quase 700 milhões de interações entre os brasileiros. Recorde mundial.... Vamos lembrar disso! E tomara que se repita em 2016.

PSD de Uberaba - E por falar em redes sociais, gostaria de convidá-los para acessarem a página que o PSD de Uberaba acaba de criar no Facebook. Na condição de fundador e presidente do partido, acho muito importante que o PSD de Uberaba tenha total transparência. Prestar contas é uma obrigação de todo político e de todo partido.

 

A arte/montagem que ilustra o mural do PSD de Uberaba no Facebook foi idealizada pelo deputado federal e presidente da legenda, Marcos Montes. “Tenho muito orgulho de mostrar a alta qualidade dos nossos filiados”, justifica ele.