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Marcos Montes

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Marcos Montes 29/01/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

O Brasil da cidade desconhece

o Brasil do campo

 

Brazil X Brasil - Abro a edição de hoje refletindo sobre artigo da senadora Ana Amélia, do PP-RS, vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária, publicado na imprensa e repercutido no site da FPA. “O Brazil não conhece o Brasil”, diz ela, em referência “à música que nos encantou na voz de Elis Regina”. Outro trecho: “A realidade é desconhecida da maioria dos moradores das cidades – quase 85% da população”...

Oportunidade - Ao ser eleito para a presidência da FPA conquistei a oportunidade de explicitar, de maneira mais eficaz e ampla, o sentimento de uma vida toda: de que o Brasil da cidade precisa conhecer o Brasil do campo. Reconheço que neste primeiro ano à frente da FPA conseguimos algum avanço, seja com o apoio da imprensa especializada, seja na conscientização de uma parte importante da imprensa tradicional.

Outro mundo – Entretanto, por incrível que pareça, mesmo nestes tempos de crise sem precedência, ainda existem formadores de opinião, inclusive colegas no Congresso Nacional, que ocupam espaços para “vomitar” (desculpe a expressão...) opiniões raivosas, ideologicamente ultrapassadas, destoantes da realidade.

Salvação - E quando digo “destoantes” é porque o campo, mesmo atingido pela crise, tem sido a salvação da pátria – literalmente falando. Em 2015, o país aumentou em 7,7%  a produção agropecuária em relação a 2014, batendo o recorde de 209,5 milhões de toneladas – de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sem contar que a participação do agronegócio na balança comercial também foi recordista, respondendo por 46,2% de tudo o que foi exportado.

Apesar dos pesares - E o que é mais importante: é o único segmento ainda apresentando números positivos no emprego.

 

 

Reunião na Ourofino Agrociência

 

Barreiras - Duas reuniões das quais participei esta semana, em Uberaba, na condição de presidente da FPA, evidenciaram as barreiras que o agronegócio ainda enfrenta no Brasil – este mesmo Brasil que tanto deve ao setor.

Ourofino - Ontem, visitei a empresa Ourofino Agrociência, a convite de seus diretores, oportunidade em que fui apresentado a um mundo produtivo surpreendente. Atualmente empregando 200 trabalhadores, a empresa tem condições de chegar a 500, em curto espaço de tempo, bastando para isso, que o governo tome algumas medidas simples que permitam uma competitividade de igual pra igual com as multinacionais – estas sim, valorizadas.

Agendamento - Já pedi o agendamento de reuniões da FPA com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES) para defender reivindicações da Ourofino, incluindo a revogação de medida baixada ainda pelo ex-presidente Lula, que – não é segredo pra ninguém – foi useiro e vezeiro em tomar decisões demagógicas para atender a projetos ideologicamente irreais.

Abrangência - Pra dar uma ideia sobre a empresa, a Ourofino Agrociência iniciou suas atividades em 2010, inaugurando a mais moderna fábrica de defensivos agrícolas da América Latina, com capacidade de produção de 100 milhões de litros/ano. São 40.000 m² de área construída, e uma equipe especializada, com laboratórios de pesquisa e linhas de produção totalmente automatizadas.

Reivindicações - Também esta semana reuni com representantes do Sindicato Rural de Uberaba, quando prestei contas sobre minhas ações na FPA e os projetos que pretendo colocar em prática em 2016, alguns deles reivindicados pela entidade. O presidente do SRU, Romeu Borges, reforçou a necessidade de políticas públicas para dar tranquilidade jurídica ao campo. É bom lembrar que Uberaba tem o maior Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário de Minas Gerais. Dispensa comentários.

Agenda 2016 - As demandas que colhi em Uberaba serão incluídas na agenda da FPA para 2016. Por sinal, técnicos do colegiado estão neste momento trabalhando na elaboração da agenda de demandas, estratégias e atividades para implementarmos em 2016 – sem contar, outras demandas que normalmente vão surgindo ao longo do ano.

Lamentável - E falando em demandas, passei ontem pela avenida Filomena Cartafina e senti na pele as queixas dos usuários daquela rodovia. Que é bom ressaltar: dá ao acesso ao distrito onde está centralizada a maior produção de fertilizantes da América Latina e uma das maiores do mundo. Sujeira, buracos, matagal criam uma situação lamentável de descaso por parte do Estado. Sem contar a falta de manutenção do próprio DI-3.

Sucesso - E já que o assunto é setor produtivo, participei da posse da nova diretoria da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), sob o comando dos empresários José Peixoto, presidente, e Anderson Cadima, vice-presidente, a quem desejo muito sucesso e coloco meu mandato à disposição.

Ética na política - E não poderia deixar de comentar que tive a alegria de encontrar na solenidade de posse na Aciu, o ex-prefeito Hugo Rodrigues da Cunha. Sem dúvida, um nome que é sinônimo de ética e integridade na vida pública. A vida de Hugo Rodrigues da Cunha é um exemplo para todas as idades e todos os partidos.

 

Um abraço e até sexta-feira que vem.