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Marcos Montes

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Marcos Montes 04/03/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“O Brasil não precisa de mais notícias ruins para concluir que, desde Lula, o PT está exercendo um governo equivocado. Esgotou!”

 

Ética na política, já! - Eu não poderia abrir a coluna de hoje com outro assunto que não fosse a fervura política da semana. Mais do que nunca os acontecimentos reforçam o que tenho dito e repetido à exaustão: que a política brasileira tem que ser passada a limpo, e que isso impõe, obrigatoriamente, o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), do cargo, e o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).

Dose dupla - Eu já defendia que Cunha deixasse o cargo para se defender das acusações de ter se beneficiado de desvios na Petrobras. Acho até, que a insistência em ficar na presidência da Câmara dos Deputados só piorou sua situação. Agora, está às voltas com dois processos: na própria Câmara, através de decisão do Conselho de Ética, e no Supremo Tribunal Federal, que aceitou a denúncia do Ministério Público Federal.

Nos dois casos, Cunha é acusado, portanto, terá direito a se defender, o que é uma exigência da nossa Constituição. Fora do cargo de presidente ele terá total liberdade para isso.

Decisivo - A saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça já apontava para uma semana decisiva no caso das denúncias envolvendo o PT e a Petrobras. O próprio ministro, agora na Advocacia da União, deixou claro que estava deixando o cargo por causa de pressões que estaria sofrendo para impedir a Polícia Federal de continuar com a Lava Jato. Vale lembrar que a PF é subordinada ao Ministério da Justiça.

Explosão - Entretanto, nada se compara à divulgação de que o senador Delcídio do Amaral fechou acordo de delação premiada e deu depoimento acusando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, os dois principais filiados do PT, de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Fogo amigo - Importante ressaltar que não se trata de adversário político, mas sim, do homem que até poucas semanas atrás foi líder do governo no Senado Federal, filiado ao PT e homem de confiança de Dilma e Lula. Consta que foram 200 páginas de depoimento.

Esgotou - E pra piorar ainda mais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 3,8%, a pior situação dos últimos 25 anos. O Brasil não precisa de mais notícias ruins para concluir que desde Lula, o PT está exercendo um governo equivocado. Esgotou!

Rua e plenário - Acho importante ressaltar que sou 100% a favor das movimentações populares que pedem o impeachment da presidente. Mas entendo que as ruas são para o povo. Nós, deputados federais e senadores, temos que soltar nossa voz no plenário, na hora de votar. O Congresso Nacional tem a responsabilidade de colocar em prática o que o povo está exigindo.

Participação - E aproveito para reforçar o convite que tenho feito a todas as lideranças de bem: vamos defender a ética na política. Não importa se são lideranças e formadores de opinião na política, nos sindicatos de trabalhadores e patronais, nas entidades classistas, nas associações de bairro... O que importa é que todos participem da formatação de um novo tempo.

Ética nos partidos - Também quero reforçar meu convite especial aos dirigentes partidários. Lembro que cabe aos partidos políticos uma parte importantíssima. Os partidos são os responsáveis pela escolha e homologação dos candidatos.

Ponta solta - Enquanto isso, a Frente Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA), que presido, tenta evitar que o impacto da crise provocada pelo PT atinja ainda mais, o setor. As mulheres e homens do campo têm segurado, a duras penas, o que resta de esperança para a economia brasileira. São responsáveis pelo que ainda existe de positivo no PIB e promovem emprego e renda.

Plano-safra - Em busca de alternativas para evitar que a agropecuária seja ainda mais atingida pela crise, a FPA está realizando seminários para definir estratégias e prioridades, conversando com entidades de classes do setor produtivo rural e especialistas em política agrícola.  A intenção é elaborar propostas para o Plano-Safra 2016/2017, que o governo federal costuma lançar anualmente no início de junho.

 

Um abraço, até o próximo final de semana e que Deus proteja o Brasil!