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Marcos Montes

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Marcos Montes 23/04/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“Voto pelo impeachment é voto por um Brasil melhor”

 

A semana seguinte – A última vez que conversei com vocês através desta coluna foi às vésperas da histórica votação, no plenário da Câmara dos Deputados, do relatório que admitia a abertura de processo de impeachment contra a presidente da República, pelo Senado Federal. Bem-vindos a esta nova conversa, desta vez já com o assunto sob responsabilidade dos senadores.

Sem governabilidade - O resultado no plenário reforçou, em definitivo, o que já era óbvio: que a atual presidente da República não possui as mínimas condições políticas para governar. Nenhum governo, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do planeta, consegue administrar com 27% do parlamento.

Voto consciente - Enfim, por 367 votos a favor, 137 contra, sete abstenções, e duas ausências justificadas, o plenário da Câmara aprovou o relatório, que já havia sido referendado na comissão especial, da qual fiz parte. Votei a favor, na comissão e em plenário, em nome do povo brasileiro, da minha amada Uberaba e da minha família.

Brasil para todos - O Brasil que desejo para todos os brasileiros é o mesmo que desejo para minha família e meus amigos: um Brasil ético, de economia forte, com trabalho para os pais e mães de família e para nossos jovens; um Brasil que nos dê orgulho, que seja respeitado pelo resto do mundo.

VOTO PELO BRASIL – Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e vice-líder da bancada do PSD na Câmara, o deputado federal Marcos Montes diz “sim” ao impeachment, no microfone instalado no centro do plenário para que os parlamentares pudessem votar  (Foto: Cláudio Brasílio/Liderança PSD)

 

 

Opção pelo povo - Acredito que o Senado Federal vá assumir a mesma posição da Câmara dos Deputados, aprovar a abertura de processo e finalmente julgar a favor do impeachment.

Sintomático - E mais: que não se deixará enganar pela “campanha por novas eleições”. O simples fato de Lula e seus aliados petistas estarem defendendo esta tese já é prova suficiente de que não se trata de uma proposta para o bem do Brasil e do povo brasileiro – mas sim, a favor deles próprios. Como sempre foi.

Golpes – E já que Lula, Dilma Rousseff e seus aliados gostam tanto da palavra golpe, é bom lembrar que golpe é sim esta história de convocar eleições para presidente e vice. A Constituição Federal é explícia (não deixa dúvida...): em caso de afastamento do presidente quem é assume é o vice.

Na instância certa - Eleições teriam que ser convocadas em caso de anulação da chapa completa, ou seja, se presidente e vice-presidente fossem afastados em definitivo. Esta, por sinal, é uma alternativa em análise no Tribunal Superior Eleitoral. Cabe ao TSE, portanto, julgar o pedido, o que já está sendo feito – de forma jurídica e constitucionalmente certa.

Vitimização - E fico feliz em ver que ainda resta uma dose de lucidez nas atitudes da presidente Dilma Rousseff, que recuou da esdrúxula ideia de se dizer vítima de um "golpe parlamentar" durante discurso na Organização das Nações Unidas – a ONU. Objetivo era denegrir a imagem do Brasil diante dos chefes de Estado mundiais reunidos em Nova York. O que já é lastimável em termos de governo de Lula, Dilma e PT, e parecia ter chegado ao fundo do poço, poderia ter ido ainda mais fundo.

Dose dupla – Eu não poderia encerrar esta coluna sem ressaltar que meu voto a favor do impeachment é sim, motivado por convicções pessoais, mas que, além disso, tive dois reforços importantíssimos: minha legenda, o Partido Social Democrático, e o colegiado que presido, a Frente Parlamentar Mista da Agropecuária, fecharam questão em torno do assunto. Mais de 200 deputados ligados à FPA disseram “sim”, e no PSD foram 28 a favor e apenas oito contra.

 

 

Que Deus nos guie... Até a semana que vem!