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Marcos Montes

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Marcos Montes 07/05/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“Ainda que isso desagrade a alguns segmentos radicais, o certo é que a democracia brasileira está muito bem”

 

Tempestade - Mais uma semana agitada na política brasileira! Os acontecimentos, ora esperados, ora surpreendentes, vão se sucedendo e nos atordoando. A bonança, que geralmente segue a tempestade – pelo menos na citação popular – não tem aparecido nos últimos tempos. Ainda assim, sejam bem-vindos a esta edição, e vamos continuar torcendo para que o Brasil entre nos eixos o mais urgentemente possível.

Surpresas - Às voltas com um pedido de impeachment que pode ser admitido no plenário do Senado Federal, e portanto, diante de um fato que, à primeira vista parecia insuperável, eis que fomos apanhados com uma nova surpresa na manhã de quinta-feira. Relator da Operação Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, determinou o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Inusitado - E os acontecimentos não pararam por aí. Mais tarde, o plenário do Supremo tomou uma decisão inédita na política brasileira: confirmou o voto do relator. Os ministros, excepcionalmente, suspenderam o mandato e o cargo de presidente do deputado Eduardo Cunha.  Decisão aconteceu quase cinco meses após a Procuradoria-Geral da União ter requerido a saída de Eduardo Cunha do cargo.

Afastamentos - Não é segredo pra ninguém que sou defensor de soluções urgentes para se tirar o Brasil da crise ética e da crise econômica que simplesmente paralisaram o país. E sempre deixei claro que, se para isso fosse imprescindível o afastamento da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), e do presidente da Câmara, então que se concretizassem o mais rapidamente possível.

Presidência da Câmara - Nunca escondi que meu voto para presidente da Câmara foi para o colega mineiro Júlio Delgado (PSB), mas sempre reconheci que Eduardo Cunha deu nova dimensão ao trabalho da Câmara, tirando matérias importantes da gaveta e criando condições para que todos os deputados tivessem vez e voz.

Sem saída - Infelizmente, esta ação foi ofuscada pelas denúncias de irregularidades, de tal forma que sua presença no comando da Câmara se tornou insustentável, e que o próprio Supremo Tribunal Federal se viu obrigado a tomar uma decisão excepcional.

Impeachment - Mas a movimentação da semana está longe de se acalmar. Na sexta-feira a comissão especial que analisou o pedido de impeachment no Senado aprovou o relatório do senador Antonio Anastasia, que defende a admissibilidade da denúncia.

Democracia - Entretanto, eu não poderia deixar de expor uma reflexão que considero da mais alta importância: todos estes acontecimentos demonstram que as instituições brasileiras estão funcionando muito bem. Um país às voltas com a pior crise econômica de sua história, envolvido numa crise ética sem precedentes, e enfrentando processos de afastamento da presidente da República e do presidente da Câmara, poderia, a esta altura, estar com sua democracia em risco.

Apesar deles - Nada disso, porém, está acontecendo. Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo mantêm a segurança jurídica e política do país. Ainda que isso desagrade a alguns segmentos radicais, o certo é que as instituições brasileiras vão muito bem, sim senhor!

Coração de mãe - E encerro a coluna mandando um grande abraço para todas as mães brasileiras – que, sem dúvida, são as que mais sofrem as consequências da crise econômica. Ver um filho e/ou um companheiro desempregado, a família enfrentando dificuldades em casa, as contas do final do mês fechando no vermelho, enfim, ver seu país, sua cidade, enfrentando momentos tão difíceis, tudo isso toca profundamente o coração de uma mãe. Ainda assim, que a esperança seja preservada, não apenas no Dia das Mães, mas também nos dias que virão a seguir.

 

Que o Brasil volte, o mais rapidamente possível, a oferecer vida digna a todas as mães e  filhos... Que Deus nos guie... Até a semana que vem.