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Marcos Montes

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Marcos Montes 21/05/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“Após recuperarmos o Brasil, teremos que investir num futuro mais ético”

Fibra - Acabo de participar, em Recife (PE), do Clube da Fibra, principal evento da América Latina voltado para a cadeia produtiva do algodão. O evento é promovido pela FMC Agricultural Solutions e tem o apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Em pauta, o cenário político e as perspectivas econômicas do Brasil. Detalhe importante: a 21ª edição não deixou de priorizar o tema-objeto do evento, e nem poderia ser diferente, mas, o agronegócio ganhou uma abordagem mais ampla – nos debates, nos discursos, nas entrevistas e nas conversas de bastidores.

União - Era quase uma unanimidade entre os representantes dos mais diferentes segmentos do agronegócio presentes no evento: é preciso que todos se unam em torno de projetos macros, que contribuam para tirar o país da crise.

Sem precedentes - Na condição de presidente da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA) tenho defendido esta ideia em relação à agropecuária – que está enfrentando momentos delicados. Entretanto, como cidadão e pai de família não tenho dúvida de que, o enfrentamento da crise brasileira atual  exige uma aliança sem precedentes. É o único jeito de se combater o rombo econômico e ético que tem assombrado todo o povo brasileiro.

Brasil de volta - Entendo que é o momento de colocarmos as diferenças e ideologias de lado. Patrões e empregados do campo e da cidade; lideranças políticas e classistas; poder público e organizações não-governamentais; servidores públicos e profissionais liberais; estudantes e donas-de-casa; imprensa, enfim, todos fomos atingidos pelo maior estelionato político-partidário cometido no Brasil. E só vamos recuperar o nosso país se nos unirmos para isso.

Ética na política - Por outro lado, entendo que recuperar o Brasil não encerra por si só, a participação dos brasileiros, especialmente os mais jovens. É preciso investir num futuro mais ético, mais comprometido com o bem-estar social, mais humano. E a política, sem dúvida, é a porta de entrada para este futuro. Temos que incentivar o ingresso de pessoas éticas na política.

Educação é tudo - As famílias e as escolas têm que usar suas prerrogativas de educadoras para direcionar seus jovens para a ética, e não para o que possui aparência falsa de ideologia politicamente correta.

Golpe verdadeiro - É lamentável, por exemplo, que muita gente ainda não esteja conseguindo compreender o processo destrutivo a que o Brasil foi submetido nos últimos anos. É lamentável que muita gente ainda não tenha assimilado o significado do que foi praticado na Petrobras, por exemplo – uma das maiores empresas do mundo  arrebentada por uma corrupção sem tamanho. É lamentável que muita gente ainda não tenha percebido que ficou mais pobre por causa desta corrupção, que, por sua vez, enriqueceu um grupo de golpistas da Nação. Estes sim, golpistas de verdade.

Ficção - Sei que muitas destas pessoas foram estimuladas a acreditar que devem favores aos governos do PT, ou mais especificamente, aos ex-presidentes Lula e Dilma, principalmente por causa dos programas sociais. Através de intensa propaganda fictícia estas pessoas foram levadas a acreditar que os programas sociais seriam ou serão desmantelados por quaisquer outros que não sejam Lula e Dilma no poder.

Lenda - Porém, tudo isso não passa de um golpe para se eternizar no governo. Bolsa Família, por exemplo, nasceu durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, e imaginar que qualquer presidente da República tenha a intenção de acabar com o programa é acreditar em lenda urbana.

Verificações - Ninguém nega, por outro lado, que é preciso adequar os programas sociais. Pelo que estamos vendo a respeito das empresas estatais, entre elas, a Petrobras, torna-se imprescindível que os programas de governo – não apenas os sociais – passem por verificações profundas. Com certeza, após estas adequações, mais brasileiros serão beneficiados – brasileiros que verdadeiramente precisam deste apoio.

Questão de lógica - Aqui, lembro que protocolei na Câmara dos Deputados em 2009 um projeto de emenda à lei do programa Bolsa Família. Minha proposta busca tão somente fazer com que beneficiados façam cursos profissionalizantes, e mais: prevê incentivo fiscal para as empresas que contratarem trabalhadores qualificados pelo programa. Infelizmente, o projeto foi engavetado, atendendo aos interesses do governo petista. Incompreensível, visto que são propostas voltadas justamente para melhorar a vida destas famílias. Ou seja, uma questão de lógica.

Expectativa - Só recentemente o projeto foi desengavetado, aprovado na Comissão do Trabalho e agora, aguarda relator para tramitar na Comissão de Seguridade Social e Família. Ainda tentam colocar dificuldades, mas espero que sejam derrotados nesta tentativa de evitar a aprovação da matéria.

 

Um abraço e até a semana que vem.

 

Frente Parlamentar Mista da Agropecuária recebeu a visita do novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP/MT), uma escolha que agradou ao colegiado, segundo o presidente Marcos Montes (PSD/MG). Dezenas de integrantes da FPA, entre eles, o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) – na foto, ao lado de Maggi e Marcos Montes - participaram da reunião. FPA pediu a revogação de decretos, portarias e normas assinados pela presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), sob a alegação de que foram baixados no apagar das luzes do governo, em prejuízo à agropecuária e ao país