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Marcos Montes

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Marcos Montes 29/07/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“Assumir a vice-liderança do governo Michel Temer é uma forma de contribuir com o projeto de recuperação do Brasil”

 

VISITA HISTÓRICA - Primeira visita de um presidente da República à sede da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA), dia 12 de julho de 2016, acabou consolidando a ida do presidente do colegiado, deputado federal Marcos Montes (PSD/MG), para a vice-liderança de Michel Temer (PMDB) na Câmara (Foto: Beto Barata/Presidência da República)

 

Bem-vindos - Abro a edição de hoje, como sempre, prestando contas a vocês das ações do meu mandato. Informo que aceitei o convite do presidente da República, Michel Temer, do PMDB, para ocupar uma de suas vice-lideranças na Câmara dos Deputados. Ponderações - Quem me conhece um pouquinho que seja, sabe que não faço nada movido por ambições pessoais. Foi uma decisão muito bem refletida, em que levei em conta uma série de fatores, que vão desde minha participação direta no processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, até a confirmação de que o novo governo está no caminho certo para a retomada do desenvolvimento do Brasil.

Impeachment - Lembro que atuei explicitamente para que o processo de impeachment fosse aprovado na Câmara – não apenas votando  para que o pedido tivesse prosseguimento no Senado -, mas também, no convencimento de companheiros que estavam indecisos. Fiz isso, certo de que o trio Lula/Dilma/PT não tinha mais a mínima chance de governabilidade.

Desastres - De um lado, a população nas ruas exigindo o afastamento definitivo de Dilma Rousseff, e de outro, um Congresso Nacional, com raras exceções, contrário ao governo. A economia brasileira enfrentando um desastre sem precedentes. As denúncias de corrupção jogando a ética na lama. O desemprego assombrando os lares dos trabalhadores. A inflação tirando a paz das donas de casa. Me vi refletindo: que representante do povo seria eu, se não assumisse uma postura?!

Responsabilidade - A partir daí, com o processo chegando ao Senado, e a presidente sendo afastada, entendi que eu não podia simplesmente me omitir e esperar pelas consequências. Se participei do processo na Câmara, e portanto, tive responsabilidade no prosseguimento da ação no Senado, então tenho a obrigação moral de dar minha contribuição com o novo governo.

É possível - E mais do que isso: cada dia que passa fica mais evidente que o afastamento de Lula/Dilma/PT tem que ser definitivo. Os problemas são muitos e graves. O que fizeram com o Brasil chega a ser inacreditável. E, sem dúvida, exigirão um período ainda longo para serem superados. Mas, os últimos indicadores nos dão um alento, nos fazem acreditar que sim... que é possível.

Pelo Brasil - Não vou ser hipócrita e dizer que está tudo sob controle. Entretanto, não tenho a menor dúvida de que o governo Michel Temer está no caminho certo. E conta ainda, a seu favor, a decisão de não se candidatar à reeleição em 2018. Uma demonstração de que seu objetivo não é pessoal, mas sim, coletivo, pelo bem do Brasil.

Contribuição - Entendo, portanto, que agi corretamente ao aceitar o convite para ser vice-líder do governo na Câmara – função que vou dividir com outras colegas, e que se apresenta como um novo desafio, mas, acima de tudo, se apresenta como uma contribuição, um voto de confiança na retomada do desenvolvimento do Brasil.

Voz das ruas - Mas, é importante lembrar que a voz das ruas terá papel significativo na tomada de decisão no Senado, onde tramita o pedido de impeachment. As manifestações convocadas para o dia 31 de julho, domingo, farão a diferença. Podem concretizar, de uma vez por todas, o impeachment da presidente afastada. E isso é imprescindível para que o Brasil volte a ser verde-amarelo.

Das ruas para as urnas - E além da retomada do desenvolvimento econômico, precisamos também, investir na recuperação da ética na política. Que a voz da população chegue às urnas, em outubro, quando vamos eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. A consciência das ruas precisa se repetir nas urnas, e que sejam eleitos candidatos e candidatas comprometidos com a honestidade, com o respeito ao bem público.

 

Um abraço e até o próximo fim de semana.