Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Marcos Montes

ACESSIBILIDADE: A A A A
Marcos Montes 28/08/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“Brasil só vai resolver a crise econômica após acabar com a crise política”

 

Bem-vindos! Espero que esta coluna e a próxima sejam históricas. Históricas no sentido de que estamos muito perto de concluirmos uma das piores crises políticas do Brasil. Dia 24, e portanto, quarta-feira, teve início a última etapa do processo de impeachment contra a presidente da República afastada – e tudo indica que estará concluído quando estivermos conversando novamente através deste espaço.

A mãe de todas as crises - Não tenho a menor dúvida de que só depois da conclusão desse processo político, depois de encerrarmos de vez esta crise política, é que o Brasil começará a  sair verdadeiramente da sua pior crise econômica, que, por sua vez, gerou inúmeras outras crises, inclusive a social, humana e até cultural.

Os pais da crise política - A crise política foi provocada por um grupo de pessoas completamente alheias aos interesses da nação e do povo brasileiro. Sob o comando do chefe Lula – agora indiciado pela Polícia Federal -, e sua adjunta, Dilma, o Brasil acompanhou assustado e indignado, uma operação sem precedentes de tentativa de perpetuação no poder. Operação esta, que veio à tona lá atrás, no chamado mensalão, e ganhou contornos  estarrecedores com a chamada Lava Jato.

Ética na política - E levando em conta que a crise política está prestes a ser defenestrada – junto com seus principais personagens -, não posso deixar de fazer um alerta. Caberá ao povo brasileiro que foi às ruas pedir o fim da corrupção e do (des)governo petista permanecer atento e em constante movimento. Inicialmente, usando as eleições de 2016 (prefeito, vice e vereadores) para eleger a ética como principal programa político do país.

Mãos Limpas – Mas, precisamos continuar atentos depois das eleições. Às vésperas da conclusão do processo do impeachment recordo a famosa operação Mãos Limpas, promovida na década de 1990 por procuradores italianos com o objetivo de “limpar” a Itália da corrupção. Durante quatro anos foram investigados mais de 6.000 suspeitos, quase 3.000 foram presos, e centenas de processos surgiram através de delações premiadas. Cerca de 900 empresários e 450 políticos foram investigados.

Lava Jato – Minha preocupação tem a ver com fato de que os resultados não garantiram um futuro “limpo” para a Itália, uma vez que pouco tempo depois o povo italiano fechou os olhos para o passado, fazendo péssimas escolhas eleitorais e colocando no poder gente considerada pior que os afastados na década de 1990. Que o mesmo não aconteça no Brasil! Que a operação Lava Jato seja uma espécie de “livro de cabeceira”, sempre ali, nos lembrando de que, se não permanecermos atentos, correremos o risco de um retrocesso.

Depende de todos - O indiciamento, quarta-feira, do ex-presidente Lula, por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e o impeachment de Dilma Rousseff, prestes a acontecer, não podem encerrar a participação popular. Pelo contrário: precisam servir de estímulo para a luta continuar.

Apoio a Temer - Tenho dito e reafirmando que meu apoio ao governo Michel Temer (PMDB) é sim, uma obrigação moral, já que trabalhei diuturnamente pelo impeachment da presidente afastada. Entretanto, meu apoio não se resume a isso. O novo governo tem demonstrado compromisso com as causas brasileiras. E a simples mudança na presidência da República já impacta positivamente na economia e na vida do país. Muito longe do ideal, mas já com acenos positivos. O que, com certeza, ganhará impulso após o fim da crise política.

Respeito - Dia 24, menos de dois meses depois de sua visita à sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o presidente da República nos recebeu, a mim e aos colegas senadores e deputados federais do colegiado, para nos ouvir novamente. No mesmo dia lançou o Plano Agro +, voltado para o aumento de eficiência e redução da burocracia no agronegócio brasileiro.  Na posição de presidente da FPA posso garantir que são demonstrações da mudança do tratamento dado pelo governo federal à agropecuária – setor que, apesar das dificuldades, ainda segura as pontas da economia, dando empregos e produzindo alimentos para os brasileiros.

 

 

Mãos limpas – Presidente do PSD de Uberaba, deputado federal majoritário na cidade, o ex-prefeito Marcos Montes defende a eleição da dobradinha formada pelo prefeito e candidato à reeleição, Paulo Piau (PMDB), e o vereador e candidato a vice, João Ripposati, seu companheiro de PSD (Foto: Marco Aurélio Ferreira Cury)

 

Que Deus abençoe o Brasil!