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Marcos Montes

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Marcos Montes 04/09/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“Internautas reagiram muito mal à manutenção dos direitos políticos da ex-presidente; concordo com eles”

 

#Impeachment – Bem-vindos. Na edição anterior, divulgada domingo passado, dia 28/08, me despedi de vocês com a certeza de que estávamos prestes a vermos a conclusão do processo de impeachment da agora ex-presidente da República, Dilma Rousseff. Fiz questão, inclusive, de acompanhar o último dia (31/08) de julgamento no Senado Federal, ao lado dos senadores tucanos Antonio Anastasia e Aécio Neves – aliados e amigos de longa data.

Sem pé nem cabeça - Qual não foi nossa surpresa – e incluo os dois senadores - quando o plenário, com a ajuda de alguns políticos que apoiaram o impeachment, aprovou proposta que preserva os direitos políticos da ex-presidente, permitindo assim, que ela ocupe cargos públicos e até se candidate em eleições. Já vi muita coisa neste mundo da política, mas confesso: nada tão sem lógica, tão absurdo, tão sem pé nem cabeça.

#Protestos - Nem bem cheguei em casa, fui passar os olhos pelas redes sociais, e deparei com meus espaços virtuais, principalmente no Facebook, carregados de reclamações. A maioria das postagens era de protesto, de decepção, de críticas contra os políticos. Dei total razão. O sentimento era o mesmo que me corroía.

Reação - A repercussão popular, com certeza, foi a motivadora do passo seguinte. Até o fechamento desta coluna, PSDB, DEM, PMDB, PPS e Solidariedade tinham assinado mandado de segurança contra a decisão do Senado. Que o processo de impeachment seria judicializado não havia dúvida. Era óbvio que a defesa buscaria o Supremo Tribunal Federal para pedir a anulação do processo.

Sem punição - O que lamento é o fato de que, depois de tanta luta, ainda estarmos às voltas com um impeachment sem finalização. Afinal, depois de fazer e acontecer, de permitir que o Brasil se afundasse na sua pior crise moral, a ex-presidente saiu do cargo sem a punição constitucional da perda dos direitos políticos por oito anos.

 

 

FINAL INESPERADO - Alegria do deputado federal Marcos Montes e dos senadores Antonio Anastasia e Aécio Neves não foi completa. Terminada a aprovação do impeachment, o plenário do Senado decidiu manter os direitos políticos de Dilma Rousseff. Vale lembrar que Marcos Montes integrou a comissão especial de impeachment na Câmara dos Deputados, quando defendeu a saída de Dilma Rousseff, opinião respaldada pelo seu partido, o PSD, do qual ele é vice-líder, e a Frente Parlamentar da Agropecuária, que ele preside. E não bastasse isso, é vice-líder do governo Michel Temer na Câmara

 

Apoio – E a Frente Parlamentar da Agropecuária encaminhou ofício ao presidente Michel Temer manifestando apoio irrestrito às ações a serem implementadas pelo seu governo. A nota foi discutida e aprovada durante reunião semanal do bloco parlamentar, quando os companheiros de FPA entenderam que o apoio às ações do novo governo acontecerá ainda que algumas delas sejam consideradas impopulares, mas que sejam importantes para recuperar a economia brasileira.

Reencontro – E eu não poderia encerrar esta coluna sem refletir sobre reunião que tive esta semana com ex-secretários municipais de minhas duas gestões de prefeito de Uberaba - amigos que guardo pra sempre.

Camelódromo - Na oportunidade recordamos momentos importantes que vivemos juntos. Um deles, a criação do chamado camelódromo – o Centro Popular de Compras  instalado entre a rua Artur Machado e a avenida Fidélis Reis. Quebramos um tabu sem precedentes, ao pensarmos um espaço que abrigasse os vendedores ambulantes, que lhes desse uma segurança jurídica, e que encerrasse o conflito com os comerciantes do centro da cidade, principalmente no que se referia à aglomeração no calçadão da rua Artur Machado.

História - O projeto de lei que encaminhei à Câmara, criando o local; a lei 8.104, que autorizou a abertura de crédito de quase R$ 66 mil para custear as obras de cobertura do local; o regulamento, detalhado através do decreto 1.187, tudo foi cuidadosamente planejado por mim e pela minha assessoria técnica e jurídica com o objetivo de fazermos história. Infelizmente, a situação voltou a se complicar após minhas gestões.

Recomeço - Mas, fico feliz de ver que o atual prefeito está debruçado sobre o assunto, procurando alternativas que recuperem a importância do Centro Popular de Compras. Paulo Piau teve que começar tudo de novo - o que requer muita paciência, jogo de cintura, coragem e compromisso com o bem-estar de todos. Com certeza, ele enfrenta hoje, os mesmos problemas que enfrentei para viabilizar aquele centro de compras. Entretanto, pela firmeza e seriedade com que conduz a coisa pública, não tenho dúvida de que o atual prefeito haverá de encontrar as soluções.

 

Até a semana que vem...