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Marcos Montes

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Marcos Montes 11/09/2016
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Marcos Montes

“O esporte cria heróis e nos dá a esperança de que um mundo melhor é possível”

 

O esporte – Bem-vindos. Eu não poderia abrir a coluna, hoje, que não fosse refletindo sobre um assunto que julgo de importância das mais relevantes. Falo da realização do maior evento esportivo do planeta: as olimpíadas/paralimpíadas. As olimpíadas nos deixaram um saldo de 19 medalhas, sendo seis de ouro. E não tenho dúvida de que o saldo de medalhas nas paralimpíadas será ainda mais significativo. Mas, independentemente de medalhas, o que este evento nos transmite é a certeza absoluta de que o esporte é a porta de ingresso num futuro melhor.

Em casa - Obviamente que, das práticas mais simples e humildes, aos eventos mais grandiosos, o esporte sempre nos deu demonstração de sua importância. Entretanto, isso parece evidenciar-se de forma mais explícita neste momento em que o maior evento do planeta acontece na nossa casa, bem às nossas vistas, com o assunto sendo lembrado a todo instante – seja na imprensa, seja nas conversas entre amigos, seja em família.

O céu é o limite - Se as olimpíadas já nos brindaram com a beleza da superação de desafios inacreditáveis, além de despertar a esperança de que a convivência entre as nações é possível, estão acontecendo agora, as disputas que mexem com o lado mais profundo da nossa sensibilidade. Acompanhar as paralimpíadas é emocionar-se a todo segundo, é aprender que o céu é o limite, é acreditar que nada é impossível.

Guerreiros/heróis - E quero render minhas homenagens aos heróis olímpicos e paralímpicos através da  Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba (Adefu), que participa desta segunda etapa do evento com sete representantes, entre eles, quatro atletas. Poliana Sousa, Raissa Machado, Jose Humberto Rodrigues e Jose Carlos Chagas são muito bem definidos pela palavra GUERREIROS. Não importa se ganharão medalhas. De qualquer jeito já estão no pódio da vida.

Especial - Cumprimento a todos que, de uma forma ou de outra, escreveram e/ou escrevem a história da Adefu, e registro aqui, um abraço especial para os quatro atletas e para os técnicos Janaína Pessato, Higor Fiorine e Nivaldo Vital – desejando que Deus os ilumine, com medalhas ou sem medalhas, mas com a esperança de que sempre haverá um novo dia.

 

 

Na ordem do dia - Mas, nem só de olimpíadas/paralimpíadas vive o Brasil nestes tempos atuais. Passei a semana sendo questionado por jornalistas, eleitores, amigos e internautas (através, principalmente da minha página no Facebook) se estarei presente na sessão extraordinária desta segunda-feira, 12/09, e se votarei a favor da cassação do deputado federal Eduardo Cunha.

Crise ética - Não mudei uma linha do que tenho dito há vários meses: que o Brasil não suporta mais, a crise ética que tem nos assombrado. Uma crise que acabou por provocar uma outra crise – a econômica. Portanto, reafirmo: só acredito no fim da crise econômica se acabarmos com a crise ética. Um processo que passou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e ainda está indefinido quanto ao ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Transparência - Nunca escondi que votei no mineiro Júlio Delgado para presidente da Câmara em 2015, mas, nunca escondi também, que Eduardo Cunha, vitorioso na disputa, vinha realizando um bom trabalho, principalmente no que se refere ao desengavetamento de  projetos de interesse do país. Tempos depois, estourada a crise na Câmara dos Deputados, nunca escondi que era preciso se fazer justiça, ou seja, apurar todas as denúncias e promover o saneamento necessário. Cunha teve todas as chances para se defender e provar sua inocência. Entretanto, as dúvidas prevalecem.

Ainda há tempo - Estamos a 22 dias das eleições municipais, e espero que seja tempo suficiente pra convencer os que ainda relutam, de que um Brasil melhor depende de cada um de nós. Não basta irmos para as redes sociais criticar e até xingar os políticos e exigir o fim da corrupção e uma vida melhor para todos. É preciso transformar o desejo em realidade.  Falar mal na rede social e votar mal nas eleições são faces distintas e incoerentes. O voto é a arma que torna o desejo real. Vamos escolher quem pratica ética na política.

 

Se alguém está em dúvida, a solução é pesquisar, apurar, verificar...