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Marcos Montes

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Marcos Montes 22/11/2013
Marcos Montes
dep.marcosmontes@camara.leg.br
Fala Deputado - por Marcos Montes

"NUNCA ANTES NESTE PAÍS

Ao mandar prender os réus do mensalão, o Supremo Tribunal

Federal inaugura uma nova era democracia brasileira –

a Era dos Corruptos na cadeia"

Escolhi esta frase, que foi capa da revista Época de 17 de novembro, domingo, para expressar meus próprios sentimentos em relação ao momento político do Brasil

 

TEMA APAIXONANTE - Participei esta semana de uma das audiências públicas mais importantes e reveladoras entre todas as realizadas na Câmara dos Deputados. Em pauta, a importância da energia elétrica, da ciência e da tecnologia no contexto da competitividade da economia brasileira.

A VOZ DA EXPERIÊNCIA - Nosso convidado especial, o empresário Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, deu um depoimento da mais alta qualidade, embasado em números reais sobre o Brasil e vários outros países, concluindo que os principais problemas brasileiros são relacionados à gestão. O Brasil, segundo ele, tem alumínio e energia, mas, 30% da nossa capacidade siderúrgica está ociosa, porque não temos competitividade.

REGISTROS – José Otávio Germano, do PP do Rio Grande do Sul, que preside a Comissão de Minas e Energia; este colunista, que é vice-presidente da mesma comissão; o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau; Paulo Abi-Ackel, do PSDB de Minas Gerais, que preside a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Arnaldo Jardim, do PPS de São Paulo, presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético e coordenador da Frente Parlamentar Mista do Congresso em Defesa da Infraestrutura Nacional, das quais faço parte

GESTÃO ACIMA DO CAPITAL - A audiência pública conjunta das Comissões de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, com participação das Frentes Parlamentares pela Valorização do Setor Sucroenergético e Mista do Congresso em Defesa da Infraestrutura Nacional, concluiu que, mais importante do que buscar recursos econômicos, através da criação e aumento de impostos, por exemplo, é gerenciar com competência os recursos já existentes.

INCOERÊNCIAS - Empreendedor em várias regiões do mundo, Jorge Gerdau Gerdau testemunhou que o custo de produção da energia no Brasil é um dos mais baratos do mundo, mas que a gestão incoerente eleva o preço para o consumidor final.

CARGA TRIBUTÁRIA - Os valores das indústrias que demandam muita energia, que são as eletrointensivas, são quase o dobro de países como a França e a Argentina, segundo afirmou o empresário. O motivo: a alta carga tributária brasileira. Gerdau defendeu tarifas mais baixas que as residenciais para as indústrias  eletrointensivas, destacando que esta é a gestão usual em todo o mundo.

POUPANÇA - Para Gerdau, o problema da governança brasileira está em três problemas principais: a má qualidade da educação, a alta carga tributária e a falta de logística. Além disso, ele defendeu o aumento da capacidade de poupança. Avaliou que o Brasil não consegue sair dos 16,18% de poupança sobre o seu PIB, o Produto Interno Bruto, enquanto a China está acima de 40%. E  ressaltou a necessidade de o governo gastar menos e estimular o setor privado a investir.

DESAQUECIMENTO - Ao longo da audiência pública, opinei no sentido de que o Brasil está enfrentando uma fase de desaquecimento e que precisamos buscar alternativas para que nossas indústrias, geradoras de empregos, sejam capazes de revigorar suas atividades e tornar o Brasil competitivo no exterior. Também ressaltei a necessidade de se encontrar instrumentos políticos que planejem, a médio e longo prazos, formas de melhorar o ambiente econômico para as empresas.