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Governo de Minas prepara campanha de vacinação contra a gripe para grupos prioritários

02/04/2013

Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, está se preparando para aderir à Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, que acontece entre os dias 15 e 26 de abril. A iniciativa busca reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus da influenza nos grupos prioritários.

Além de indivíduos com 60 anos ou mais, estão neste grupo os trabalhadores de saúde que exercem suas atividades em unidades que fazem atendimento para a influenza, os povos indígenas, as crianças na faixa etária de seis meses aos menores de dois anos, as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto) – que são uma novidade –, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis, a população privada de liberdade e outras condições clínicas especiais.

“Nosso objetivo é proteger a parcela da população que corre mais risco de ter a doença na forma mais grave. A contraindicação é válida somente nos casos de alergia grave. Ou seja, são aquelas pessoas que não podem comer sequer alimentos feitos que levem ovo, por exemplo”, diz a coordenadora estadual de imunização, Tânia Brant.

Em Minas, o público alvo representará aproximadamente 3,9 milhões de pessoas. A SES prevê, para a iniciativa, um investimento de R$ 2,7 milhões. Com o slogan “Não Vacile! Vacine-se”, o Governo de Minas vai disponibilizar a vacina em 5.500 postos fixos e volantes, com 13 mil profissionais envolvidos e 1.525 veículos disponibilizados.

Para estimular a conscientização da importância da vacina, ações de comunicação foram criadas pela SES. Entre elas, serão distribuídos flyers e afixados cartazes em todo o Estado. Também será veiculada uma propaganda em 159 emissoras de rádio. A campanha será veiculada, ainda, em 90 mil sacos de pães enviados para padarias de Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Betim, Sabará e Santa Luiza.

As vacinas protegem contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, A (H3N2) e B. Com 4,3 milhões de doses destinadas para o estado, a meta continua a mesma dos anos anteriores: vacinar 80% dos grupos prioritários. A vacina é composta por diferentes cepas do vírus Myxovirus influenzae inativados, fragmentados e purificados. A composição e concentração de antígenos hemaglutinina (HA) são atualizadas a cada ano, em função de dados epidemiológicos, segundo as recomendações da organização mundial de saúde (OMS).

A influenza, problema mundial

A influenza constitui-se em uma das grandes preocupações das autoridades sanitárias, devido ao seu impacto na mortalidade decorrente das suas variações antigênicas cíclicas sazonais. A Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio do Programa Global de Influenza, monitora a atividade da doença mundialmente. É uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório e de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais.

A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém contaminadas. Os vírus influenza são da família dos Ortomixovirus e subdividem-se em três tipos: A, B e C, de acordo com sua diversidade antigênica, podendo sofrer mutações. Os vírus A e B são responsáveis por epidemias de doenças respiratórias que ocorrem em quase todos os invernos, com duração de quatro a seis semanas e frequentemente associadas com o aumento das taxas de hospitalização e morte.

Os sintomas, muitas vezes, são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores, com congestão nasal, rinorreia, tosse, rouquidão, febre variável, mal-estar, mialgia e cefaléia. A maioria das pessoas infectadas se recupera dentro de uma a duas semanas sem a necessidade de tratamento médico.

No entanto, nas crianças muito pequenas, idosos e portadores de quadros clínicos especiais, a infecção pode levar a formas clinicamente graves, pneumonia e morte. A vacinação anual é recomendada pelo Ministério da Saúde para grupos alvos definidos, mesmo que já tenham recebido a vacina na temporada anterior.

A OMS estima que haja no mundo cerca de 1,2 bilhão de pessoas com risco elevado de complicações por gripe: 385 milhões de idosos, 140 milhões de crianças e 700 milhões de crianças e adultos com doença crônica. Além disso, há necessidade de proteger os profissionais que atuam na assistência a doentes.

Contraindicações

A vacina contra a influenza sazonal e pandêmica não deve ser administrada em:

- Pessoas com história de reação anafilática prévia ou alergia severa relacionada a ovo de galinha e seus derivados, assim como a qualquer componente da vacina;

- Pessoas que apresentaram reações anafiláticas graves a doses anteriores também contraindicam doses subsequentes.

Precauções

- Em doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina a manifestação;

- Para pessoas com história pregressa de síndrome de Guillain Barré - SGB,recomenda-se realizar avaliação médica criteriosa de risco-benefício da vacina.

Eventos adversos pós-vacinal

- Manifestações locais: Dor no local da aplicação, eritema e enduração ocorrem em 10% a 64% dos pacientes. São benignas e autolimitadas geralmente resolvidas em 48 horas.

- Manifestações sistêmicas: Febre, mal estar e mialgia podem começar entre 6 e 12 horas após a vacinação e persistir por um a dois dias. mais frequentes em primo vacinados.

- Manifestações de hipersensibilidade: São raras e podem ser devido à hipersensibilidade a vacina. Reações anafiláticas graves contraindicam doses subsequentes.