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Secretaria de Estado de Saúde alerta sobre medidas para evitar a coqueluche

22/04/2013

 A coqueluche é uma doença infecciosa causada pela bactéria Bordetella pertussis e compromete principalmente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios). É transmitida pelo contato direto da pessoa doente com outra suscetível (não vacinada), através de gotículas de saliva expelidas pela tosse, espirro ou fala. A doença pode ocorrer em qualquer época do ano e em qualquer fase da vida, mas as crianças menores de dois anos têm maior probabilidade de adoecerem.  

Segundo a especialista em difteria, tétano e coqueluche da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), Luciene Rocha, “os principais sintomas da coqueluche são tosse seca, tosse súbita, rápida e curta (guincho), febre pouco intensa, mal estar geral, coriza e vômito. O tratamento é feito com antibióticos”. A especialista da SES/MG ressalta, ainda, que “o diagnósticodeve ser feito por um médico e que somente ele poderá prescrever a medicação necessária ao combate da doença”. De acordo com Luciene, um dos maiores problemas encontrados, atualmente, no que se refere à coqueluche, é o diagnósticoerrado, pois os sintomas da doença são muito parecidos com outras patologias como a gripe, por exemplo, e que caso a coqueluche não seja diagnosticada de forma correta a doença pode ser confundida com outras, como trauqeobronquites, broquiolites, adenoviroses, laringites. “O diagnóstico preferencial é feito por laboratório, colhendo material da nasofaringe para isolamento da bactéria. Caso haja algum indício da doença, a indicação é procurar imediatamente uma Unidade de Saúde”, alerta.

Desde meados de 2011, o número de casos de coqueluche vem aumentando, não só no Estado de Minas Gerais, mas também em todo o país. Segundo o Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), em Minas, no ano de 2011, foram confirmados 82 casos de coqueluche; em 2012, 300. Já em 2013, até o momento, foram confirmados 106 casos. Quanto à cobertura vacinal em menores de um ano, de acordo com o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, em 2011, foi de 104,42% e em 2012 foi de 98,15%.

Imunização - A especialista Luciene Rocha ressalta, ainda, que “a falta de reforço na vacinação está sendo considerada o grande problema no aumento de casos. A imunidade natural conferida pela doença e a proteção dada pela vacina na infância diminuem com o passar do tempo, cerca de sete a 12 anos de imunização, ficando a partir desse tempo propenso a adquirir a doença caso entre em contato com a bactéria”. A prevenção da coqueluche é feita pela imunização das pessoas mais suscetíveis e a vacina está disponível na rotina da rede básica de saúde, com a vacina Pentavalente (DTP/HB + Hib), que mantém, em média, imunidade por sete anos após a última dose. Essa vacina protege também contra a difteria, o tétano, hepatite B e haemophilus influenzae tipo b e faz parte do calendário básico da criança.

A vacinação básica consiste na aplicação de três doses, com intervalo de 60 dias (mínimo de 30 dias), a partir de dois meses de idade, portanto com dois, quatro e seis meses. Dois reforços são necessários para completar o esquema vacinal, dessa vez com a vacina DTP. O primeiro reforço se dá com 15 meses e o segundo com quatro anos. Outra forma de evitar a doença é a adoção de medidas de higiene para impedir a disseminação da bactéria, como lavagem das mãos, uso de máscara no contato com o doente e limpeza e desinfecção dos objetos que entraram em contato com o doente.

O Ministério da Saúde pretende ainda este ano incluir a vacina DTP no calendário das gestantes, pelo motivo de serem consideradas a principal fonte de transmissão aos bebês. Em 2012,a Secretaria de Estado de Saúde, visando efetivar a descentralização das ações, implantou o Projeto de Fortalecimento da Vigilância em Saúde no Estado, no qual os municípios que aderiram ao projeto são incentivados financeiramente a realizar ações de vigilância em saúde.